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Quinta, 20 de abril de 2017, 08h56
CPI do VLT

Deputados querem cancelamento de contrato

Primeiro foi o mal estar do deputado Jajah Neves (PSDB) que reclamou da volta do titular Wilson Santos à Assembleia Legislativa.

Sob alegação de falta de comunicação, Jajah, também um comunicador, certamente não viu nos jornais e outros noticiosos o que foi amplamente divulgado: o retorno de WS à Assembleia para acompanhar o relatório da CPI do VLT.

Não que o deputado não honre a sua suplencia, mas, pelo desconforto em se ver fora do mandato.
Poderia, numa atitude política mais compatível, reclamar menos e pela imprensa.

Um esforço inútil

O deputado Wilson Santos, depois de ter participado das discussões para a lavratura do Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público visando à possível retomada das obras, fez um esforço inútil numa madrugada ingloria: pediu vistas, viu, reviu e, ao final, desistiu de um relatório alternativo por volta de 3 horas da madrugada.

Uma disputa sem propósito

O tonitruante deputado Oscar Bezerra (PSB) reverberou no vazio ao se indispor contra uma eventual mudança do relatório da CPI como se esse documento fosse uma frágil obra-prima incapaz de suportar o menor choque. Aliás, o deputado tem um modo bastante peculiar se portar no Parlamento: é ciclotímico e se opõe não raro por apenas se opor.

Ao menos se mantém fiel ao seu estilo e a conquista da Prefeitura de Juara, seu principal reduto eleitoral, aconteceu mais por WO do que por seu prestígio e não é difícil se aperceber o porquê.

As mazelas da cidade só não são maiores pela atuação apartidária do governador que trata a todos os municípios sem viés partidário de qualquer natureza com um republicanismo raro de se ver.

Devolução de 360 milhões e fim do VLT

O relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito que, diga-se de passagem, não sofrerá qualquer manobra do governo apesar da presença do deputado Wilson Santos, com inegável capacidade de dar uma contribuição mais efetiva do que o papel de mero observador, poder levar, ao menos ao conhecimento geral do Parlamento, os termos e condições pactuados com o Ministério Público a viabilizar uma futura retomada das obras.

Gestão Taques não fez um palmo de VLT e, portanto, não cometeu irregularidades

O burburinho de irregularidades apontadas nas obras não aflige a gestão Taques, pois, até agora, o governador não fez um palmo de obra para implementar o VLT, buscando a justiça da uma avaliação de posições e tomada de decisão que respalde a manutenção do Consórcio entre as empresas Construtora Santa Bárbara, Construtora C.R. Almeida, CAF Brasil Indústria e Comércio e Astep Engenharia vencedoras da licitação e, nesta temporada magra de obras, com perspectiva de retomarem as obras via governo marcado pela responsabilidade em seu processo decisório.

Uma posição de governo

Kleber Lima, chefe do Gabinete de Comunicação, num estilo conciliador que nem lhe parece próprio, ressaltou a contribuição do Legislativo com a CPI já que as irregularidades que forem apontadas no relatório, mesmo que precisem ser corrigidas, referem-se à gestão passada e considera importante a tomada de posição da CPI.
Disse, por outro lado, que o Termo de Ajustamento de Conduta lavrado com o Ministério Público e que vai, necessariamente, desembocar na Justiça colocará os trilhos processuais para se tenham trilhos reais cortando a capital e Várzea Grande.

É, ao menos, o que se espera apesar dos ruídos que se ouvem.