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Segunda, 09 de outubro de 2017, 12h29
UNIÃO DA FAMÍLIA?

Getúlio Viana descarta PSDB

A Executiva do PSDB em Primavera do Leste, liderada por Otávio Palmeira, iria repetir o nome do ex-vereador Zezinho, presidente da legenda, na chapa conduzida pelos Vianas ainda que a alta cúpula do tucanato entendesse que Getúlio Viana e Zeca Viana tinham posições políticas divergentes e que se manteriam assim durante as eleições suplementares.

Comentava-se, inclusive, que essa chapa, com Mateus Viana na cabeça, era “o sonho de consumo do governador Pedro Taques” que apostava na divisão política da família para, enfim, dar uma representação ao tucanato na quinta maior economia do Estado.

Planos frustrados

Getúlio Viana, fiel ao seu estilo coronelesco e de todo o modo responsável por mais de 3 dezenas de ações por improbidade administrativa que levaram à sua inviabilização política, manteve-se o mesmo de sempre. Ante algumas ponderações do PSDB abandonou a mesa de negociações e resolveu “esfriar a cabeça” na praia, traindo, miseravelmente o parceiro eleitoral, incorporando a vereadora Carmen Betti (PSC) como vice da chapa deixando o tucanato local sem quaisquer perspectivas de representação eleitoral no pleito complementar.

Isso obrigou o PSDB a lançar mão de recursos próprios para o enfrentamento buscando Luizinho Magalhães como candidato a prefeito diante da atitude politicamente jocosa dos Vianas que resolveram apostar na “unidade familiar” e garantir uma Prefeitura sabidamente importante nas eleições gerais próximas.

A posição dos Vianas foi surpreendente e foi vista como manobra para impedir o convite a Luizinho Magalhães (PSDB) que reforçasse a chapa de Leonardo Bortolin (PMDB), presidente da Câmara Municipal e temporariamente no exercício do cargo de prefeito, e, com isso, reduzir as possibilidades de sucesso peemedebista.

PSDB retruca ao desaforo

O lançamento da candidatura do suplente de deputado estadual e apresentador de TV, Luizinho Magalhães, leva a disputa a um quadro inusitado já que a cidade vivenciava uma alternância e os “Vianas” e “Pianas” que dominaram Primavera do Leste nos últimos 15 anos e transformam uma eleição, aparentemente fácil, numa disputa onde pode vencer uma “terceira via” mais identificada com o povo e infensa a manipulações políticas.

O que surpreende, nesse caso, é a disposição do tucanato, reconhecidamente um Partido de quadros e hábil nas articulações políticas capazes de arrastar negociações até a vigésima quinta hora, vislumbrar perspectivas com uma candidatura eminentemente popular.