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Quarta, 11 de outubro de 2017, 12h41
GRAMPOS

Reinterrogatório não foi produtivo

Desta vez, com algumas medidas para evitar a exposição da investigada Helen Christie, esposa do coronel Evandro Lesco, que compareceu sem algemas, porém, com uniforme prisional, ambos, marido e mulher, foram reinterrogados, a pedido, para prestar esclarecimentos sobre a “Grampolândia Pantaneira”.

O advogado de ambos, Stanley Paniago, justificou a ausência de qualquer informação devido ao sigilo das investigações e pouco acrescentou ao dizer que ambos, marido e mulher, responderam às questões no limite das responsabilidades de cada um.

Stringheta, um dos delegados condutores do inquérito, disse que o propósito do coronel foi livrar as responsabilidades da esposa, confessando ações a ela atribuídas e que isso pouco contribuiu para acrescentar alguma coisa ao que já se sabe.

Tentativa frustrada de escuta

 Lesco e a esposa são mentores de uma tentativa frustrada de gravar, com imagem e som, o desembargador Orlando Perri, responsável pelas investigações no âmbito do Tribunal de Justiça, visando obter quaisquer elementos que justificassem a criação de um incidente processual para afastar o magistrado.

A tentativa frustrou-se com o arrependimento do Tenente-coronel Henrique Soares, escrivão do inquérito conduzido no âmbito da Polícia Militar, a cujo uniforme foi implantado um equipamento de escuta pelo sargento Ricardo Soler, também sob prisão preventiva.

Escutas começaram em 2014

O lapso temporal em que se tem maior dimensão das escutas clandestinas começa em 2014, ainda durante a gestão do ex-governador Silval Barbosa, e teria se estendido até fins de 2015 quando os promotores Mauro Zaque e Fabio Galindo deixaram a Secretaria de Segurança Pública, com o cuidado de registrar as suspeitas que chegaram ao conhecimento de ambos, onde uma seguiu a tramitação normal e foi enviada ao MPE para averiguação e outra se perdeu nos escaninhos do Protocolo Geral sem seguir a tramitação prevista para documentos reservados.