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Quarta, 28 de fevereiro de 2018, 22h54
SUCESSÃO

Mendes e uma finada candidatura ao governo

A decisão de Blairo Maggi de permanecer no Ministério da Agricultura até o final do governo Temer traz modificações na disputa sucessória.

A cadeira nº1 do Palácio Paiaguás, ocupada atualmente pelo questionado Pedro Taques, candidatíssimo à reeleição, depende apenas de um acidente de percurso para desalojar seu atual ocupante.

A corrente que se desenhava sob a liderança do ministro tinha fôlego suficiente para levar o governador às cordas e garantir uma campanha mais aguerrida.

Mauro Mendes, que deixou a Prefeitura da capital sob fortíssima aprovação, sempre foi uma candidatura cogitada e de indiscutível força política ainda que a sua capacidade de gestão seja, hoje, contrastada pelo mau desempenho de suas empresas.

É um momento delicado para escalar um projeto político e o ex-prefeito sabe disso. Com boa tenência sob as empresas poderá afastá-las do cadafalso e, mais à frente, recuperar o cacife político com uma nova qualidade acrescentada: a de superador de crises.

Estratégia de Taques é W.O.

Neste momento em que o governador assinala que só definirá seu futuro político “depois de comer cangica” – referindo-se a um tradicional costume cuiabano durante a Semana Santa – é apenas uma fórmula para ratificar a candidatura um pouco mais à frente quando a performance de sua gestão melhorar um pouco mais.

Taques não se notabiliza por ser um “político articulado”, mas, é, neste momento de crise por que passa o país e o próprio Estado, um recandidato possível com o embalo que qualquer ocupante do Paiguás tem, naturalmente, pela gerência da máquina pública.

E nesta condição, embora desejáveis, os votos dos servidores que não lhe devotam qualquer afeição, podem até não lhe fazer falta diante da ausência de qualquer opção mais viável agora que o senador Wellington Fagundes (PR) mostra-se enredado na Operação Sanguessuga, um prato que, por certo, seria indigesto num horário eleitoral nestes tempos de moralismo exacerbado.

Enfim, se não tiver quadro melhor, vai-se de Taques mesmo já que algumas candidaturas tendem a se esfarinhar no percurso.

Aliado ou desafeto, MM já era.