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Quinta, 19 de abril de 2018, 18h38
SUCESSÃO

Taques rejeita cabresto

Bem verdade que Pedro Taques, deve, em boa medida, ter chegado ao governo do Estado graças a dois personagens do Partido Democrático Trabalhista (PDT), Otaviano Pivetta, ex-prefeito de Lucas do Rio Verde e o deputado estadual Zeca Viana, também um ativo articulador da campanha.

Pivetta sempre foi admirador de Leonel Brizola tendo conhecido o famoso político desde o Rio Grande do Sul e sua conversão ao PDT, aqui em Mato Grosso, foi reconhecidamente tardia, mas, oportuna já que deu representação parlamentar ao Partido quando se elegeu deputado estadual.
Situação bem diversa é a de Zeca Viana.
Remanesce no Partido por conveniência já que parece ter se "adonado" da legenda, para expressar em bom "brizolês".
Nestes tempos de incerteza e mudanças, a liderança de um Partido assegura meios vitais para uma campanha e, por certo, Zeca Viana, que nada tem de ideológico e, possivelmente, sequer conheça o Estatuto do Partido, encontrou um canal de expressão que tem lhe dado a visibilidade necessária e a estrutura capaz de assegurar, no mínimo, a sua reeleição.

Rejeitando cabresto

O governador Pedro Taques, viu seus mais próximos, ambos os políticos e mais alguns agregados da classe empresarial, apostarem tudo em seu projeto senatorial e, depois, governamental, chegando ao Palácio Paiaguás onde fez questão de manter "estilo próprio" sem aceitar qualquer tipo de tutela.
As críticas de ambos, cada vez mais exacerbadas, demonstram, segundo o governador, o acerto na sua decisão de não aceitar cabresto já que, em síntese, parte do grupo que o apoiou deseja, de fato, apropriar-se de parcelas da máquina do Estado.
Ao rejeitar qualquer forma de "partilhamento", segundo o chefe do Executivo Estadual, armou-se o pé-de-briga e o combate renhido que lhe é desferido agora se deve às expectativas frustradas porque ele próprio não abre mão de governador segundo os próprios métodos e ideias.