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Terça, 09 de outubro de 2018, 14h11
CORECON

Chapa 1 tem mais impugnação

A decisão da Comissão Eleitoral, responsável por conduzir as eleições para a renovação de 1/3 da Diretoria do Conselho Regional de Economia, ao entender que Edisantos Ferreira Amorim não poderia ser excluído por constarem ações contra ele, ainda em andamento na Justiça, trouxe descontentamento em quem enxerga, neste momento, uma sociedade mais exigente em relação aos dirigentes de seus órgãos de representação.

Isso serviu de motivo para novos procedimentos já que o entendimento encampado pela Comissão Eleitoral pode ter encerrado o caso numa esfera de outra natureza, mas, não encerrou o caso.

A ausência de decisões finais nos processos judiciais, em analogia com o que ocorre hoje no processo eleitoral em razão da Lei da Ficha Limpa, ou seja, sem condenação por órgão colegiado, se não impedem alguém de participar das eleições, leva o caso para outra esfera.

E é o que está acontecendo.

O integrante da Chapa 1, Edisantos Ferreira Amorim, vem sendo questionado por violações que transcendem a esfera penal e se situam em âmbito interno do Conselho que tem obrigação de cuidar da observância às regras estatutárias da entidade que enfeixam questões ligadas à natureza ética e moral de pretendentes a cargos diretivos. A bem da verdade, tais exigências não se cingem a cargos de direção, mas, às condições para o exercício da profissão ao exigir o acolhimento a outras responsabilidades que são basilares para um economista.

Desta vez, a associada nº 850, Denise Niederauer da Silveira, relaciona as ações a que o integrante da Chapa 1 responde, a imposições de conduta pessoal protegidas pelo Estatuto e que foram claramente violadas no processo 0000687-35.2016.6.11.0055 proposto pelo Ministério Público Federal que se insurgiu contra prestação de contas irregulares e fraude eleitoral, por candidaturas fictícias femininas a configurarem violações aos deveres profissionais da honestidade e humanidade e infringência a diversas violações da ética profissional dispostas no Estatuto que rege as práticas de economista.

Há, ainda, questões de natureza familiar que acabaram se tornando públicas por tratarem de violência doméstica e até na obrigação de prover a família e, ao que tudo indica, a associada não quer se omitir em relação a esses fatos que devem ser analisados, pois, o pedido vem instruído com os instrumentos de comprovação necessários.