Cuiabá (MT), sábado, 20 de dezembro de 2014
Turma do Epa
Quarta, 15 de maio de 2013, 19h39
Chapeu SEM INVESTIMENTO

Escolas estaduais e as precariedades no espaço físico

Estabelecimentos de ensino do Estado recebem equipamentos de ar condicionado mas não podem instalar os aparelho devido a fragilidade ou falta da rede elétrica nas unidades de ensino.
Fernanda Leite  / Cuiabá - MT

Os trabalhadores da Educação de Mato Grosso, em ato público realizado nesta quarta-feira (15/05) na Praça Alencastro em Cuiabá, mostraram como estão as condições das escolas públicas de todo o Estado: uma verdadeira calamidade pública.

Das 729 unidades escolares, foram apresentados por meio de exposição fotográfica os problemas registrados em 50 escolas estaduais de vários municípios. Os representantes da educação de cada região relataram que os problemas na estrutura física das unidades educacionais são praticamente os mesmos e predominam entre eles as deficiências nas redes elétrica e hidráulica, além da falta de manutenção.

Gestão Maggi

Os educadores apontaram que a maioria dos problemas estruturais surgiu nas reformas efetuadas na gestão do ex-governador Blairo Maggi (PR).

O diretor da Escola Estadual Padre Arlindo, do município de Campo Novo dos Parecis, professor Cezar Augusto Guedes, relatou que na escola que administra,  a última reforma foi feita no ano de 2003. Segundo ele, a rede elétrica não comporta atualmente as necessidades da instituição escolar devido à espessura dos fios que não suportam mais carga.

“Desde a gestão do Maggi até hoje, não há reformas, somente maquiagem. Não dá para usar nem ventiladores nas salas de aula imaginem ar condicionado”, reclamou. Por falta de capacidade da rede elétrica o docente disse que em menos de um ano 13 ventiladores foram danificados na escola que administra.

Em Cuiabá, uma das unidades citadas com problemas estruturais é a  Escola Estadual Leovegildo de Melo, no CPA III. O estabelecimento dispõe de 6 aparelhos de ar condicionado que não podem ser ligados pelos riscos que poderá provocar na rede elétrica.

Em Cáceres, o representante da sub-sede do Sintep, Orlando Cavalcante, aponta que as escolas são usadas para interesses eleitorais. “Alguns políticos mandam fazer uma pintura ou um puxadinho e pronto. Dá a impressão que as escolas estão em boa conservação, mas o tempo  acaba mostrando que não”, observou ele.

O professor denunciou ainda, princípios de incêndio e até ocorrências de maiores proporções ocasionadas por problemas na rede elétrica. “As paredes estão mofadas e várias escolas já foram queimadas em Cáceres por curtos nas instalações elétricas”, criticou Orlando.

Em Barra do Garças a denuncia se refere ao recebimento de tablets na Escola Maria Nazareth. A unidade escolar está inclusa no programa do Governo Federal "Um Computador por Aluno", porém não pode utilizar os aparelhos por falta de tomadas de energia elétrica. Os equipamentos continuam empacotados e  envelhecendo sem condições de uso.

Sintep protocola denúncia

Paralelo a manifestação na praça, os representantes do Sintep/MT protocolaram em cinco órgãos públicos um dossiê com 264 páginas ilustrado com fotografias e descrição dos problemas registrados nos estabelecimentos educacionais. 

 Receberam o documento com a denúncia: Ministério Público Estadual (MPE), Gabinete do Governador, Tribunal de Contas do Estado (TCE), Secretaria de Estado da Educação  (Seduc) e Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Os trabalhadores da Educação de Mato Grosso institucionalizaram o dia 15 de maio como uma data em que se manifestarão em prol do ensino público de qualidade. A manifestação teve início neste ano de 2013 e se depender da iniciativa do Governo Estadual em promover as reformas nas escolas, o protesto seguira por muitos anos.


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Eparre

 Prefeitura x Viaduto


A Prefeitura, agora, tem urgência na realização das obras de drenagem na Avenida Fernando Correia, cruzamento do as Avenidas Brasília e Tancredo Neves, ameaçando, inclusive, de promover a implosão do viaduto Clovis Roberto.

 Interrupção do VLT


Há quem ache um exagero e que o anúncio promovido pelo prefeito não passam de um blefe. A implosão do viaduto causaria mais atrasos na construção do Veículo Leve sobre Trilhos, já bastante atrasado.

 Drenagem


Como o leito da Avenida Fernando Correia foi alterado para facilitar a passagem do VLT, as alterações no traçado funcionaram como autêntica barragem retardando o escoamento das águas e provocando colapso no trânsito.

 Susto


Donos de gráficas passaram um bom susto e outros, mais que susto, acabaram nas garras do GAECO onde foram conduzidos para prestar depoimentos sobre um engenhoso esquema para desviar dinheiro público destinado à confecção de material gráfico em geral e transformá-los em santinhos ou valores para serem gastos em campanha.

 Foro privilegiado


Deputados eleitos podem estar entre os beneficiários do esquema e passarão a ser objeto futuro de ações eleitorais propondo a cassação de mandatos eletivos por violação da legislação eleitoral. Alguns já encomendaram ternos novos sem muito entusiasmo. Será?

Eparre

Quinta, 18 de dezembro de 2014
K.W.
Que que é isso minha gente? Vcs nunca se deram com o governo. E agora viraram maggistas?

Quarta, 17 de dezembro de 2014
Luiz Carlos
Taí. Leio o EPA diariamente. O Dr. Jorge Lafetá é um baita médico mas acho que nunca pensou na fria que ia entrar.

Quarta, 17 de dezembro de 2014
Ladislau
Minha nossa! Vcs bateram duro mesmo. Bolicho falido...

Quinta, 11 de dezembro de 2014
Décio de Assis
Tava mesmo na hora do Maggi mostrar serviço público. Serviço privado ele já mostrou bastante.

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