Cuiabá (MT), sexta, 28 de novembro de 2014
Turma do Epa
Quarta, 15 de maio de 2013, 19h39
Chapeu SEM INVESTIMENTO

Escolas estaduais e as precariedades no espaço físico

Estabelecimentos de ensino do Estado recebem equipamentos de ar condicionado mas não podem instalar os aparelho devido a fragilidade ou falta da rede elétrica nas unidades de ensino.
Fernanda Leite  / Cuiabá - MT

Os trabalhadores da Educação de Mato Grosso, em ato público realizado nesta quarta-feira (15/05) na Praça Alencastro em Cuiabá, mostraram como estão as condições das escolas públicas de todo o Estado: uma verdadeira calamidade pública.

Das 729 unidades escolares, foram apresentados por meio de exposição fotográfica os problemas registrados em 50 escolas estaduais de vários municípios. Os representantes da educação de cada região relataram que os problemas na estrutura física das unidades educacionais são praticamente os mesmos e predominam entre eles as deficiências nas redes elétrica e hidráulica, além da falta de manutenção.

Gestão Maggi

Os educadores apontaram que a maioria dos problemas estruturais surgiu nas reformas efetuadas na gestão do ex-governador Blairo Maggi (PR).

O diretor da Escola Estadual Padre Arlindo, do município de Campo Novo dos Parecis, professor Cezar Augusto Guedes, relatou que na escola que administra,  a última reforma foi feita no ano de 2003. Segundo ele, a rede elétrica não comporta atualmente as necessidades da instituição escolar devido à espessura dos fios que não suportam mais carga.

“Desde a gestão do Maggi até hoje, não há reformas, somente maquiagem. Não dá para usar nem ventiladores nas salas de aula imaginem ar condicionado”, reclamou. Por falta de capacidade da rede elétrica o docente disse que em menos de um ano 13 ventiladores foram danificados na escola que administra.

Em Cuiabá, uma das unidades citadas com problemas estruturais é a  Escola Estadual Leovegildo de Melo, no CPA III. O estabelecimento dispõe de 6 aparelhos de ar condicionado que não podem ser ligados pelos riscos que poderá provocar na rede elétrica.

Em Cáceres, o representante da sub-sede do Sintep, Orlando Cavalcante, aponta que as escolas são usadas para interesses eleitorais. “Alguns políticos mandam fazer uma pintura ou um puxadinho e pronto. Dá a impressão que as escolas estão em boa conservação, mas o tempo  acaba mostrando que não”, observou ele.

O professor denunciou ainda, princípios de incêndio e até ocorrências de maiores proporções ocasionadas por problemas na rede elétrica. “As paredes estão mofadas e várias escolas já foram queimadas em Cáceres por curtos nas instalações elétricas”, criticou Orlando.

Em Barra do Garças a denuncia se refere ao recebimento de tablets na Escola Maria Nazareth. A unidade escolar está inclusa no programa do Governo Federal "Um Computador por Aluno", porém não pode utilizar os aparelhos por falta de tomadas de energia elétrica. Os equipamentos continuam empacotados e  envelhecendo sem condições de uso.

Sintep protocola denúncia

Paralelo a manifestação na praça, os representantes do Sintep/MT protocolaram em cinco órgãos públicos um dossiê com 264 páginas ilustrado com fotografias e descrição dos problemas registrados nos estabelecimentos educacionais. 

 Receberam o documento com a denúncia: Ministério Público Estadual (MPE), Gabinete do Governador, Tribunal de Contas do Estado (TCE), Secretaria de Estado da Educação  (Seduc) e Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Os trabalhadores da Educação de Mato Grosso institucionalizaram o dia 15 de maio como uma data em que se manifestarão em prol do ensino público de qualidade. A manifestação teve início neste ano de 2013 e se depender da iniciativa do Governo Estadual em promover as reformas nas escolas, o protesto seguira por muitos anos.


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Eparre

 MPE x PGE


Dorgival Veras, ex-procurador geral do Estado, foi excluído da Operação "Cartas Marcadas" em sede de habeas corpus decidido pelo Tribunal de Justiça que nem, ao menos, constatou a emissão de pareceres sobre cartas de crédito cabendo-lhe, tão somente, gerenciar a rotina da instituição que chefiou.

 Inclusão


O MPE, a despeito da decisão tomada pelo Tribunal, propôs a incriminação do ex-procurador-geral incluindo-o, de vez, na "Operação Cartas Marcadas", talvez para que o assunto, já debatido, fosse submetido a reexame. Ou se tem informação de mais ou informação de menos nesse caso. De resto, apenas estranheza.

 Os "reis das cartas"


A operação com essa "quase moeda" para a liquitação de passivos tributários com o Estado foi um manah para muitos. Foi um arranjo interessante, até certo ponto, para servidores que, de outra forma, teriam imensas dificuldades para reaver créditos decorrentes da emenda Roberto França que visou corrigir injustiças que começaram em períodos anteriores com os atrasos no pagamento de servidores.

 Certas ou erradas?


Houve cartas "certas" e outras, por certo - parece até cacofonia - "marcadas" como se popularizou a ação conduzida pelo MPE.

 Mecanismos incompreensíveis


A engenharia financeira para o resgate do principal, correção de haveres e participação do Funajuris era uma obra para iniciados. A cada nova fornada renovando a Lei Bosaipo (a primeira que tratou do assunto) alguns novos penduricalhos tornando o emaranhado cada vez mais difícil de ser compreendido.

 Fábrica de lucros


Os "deságios" foram as verdadeiras "fábricas de lucros". A "mão invisível" do mercado atuou na fixação de valores e até estabeleceu gradações de confiabilidade nos instrumentos de crédito emitidos. Há até quem diga que cartas iguais receberam tratamentos diferentes e, já transitadas e sem reclamações, transformaram-se em caso encerrado. Até quando?

Eparre

Quinta, 27 de novembro de 2014
Sergio Araujo
A juíza agiu de forma desassombrada e em sintonia com o que pensa a sociedade. Por acaso não viram a manifestação pela escolha de conselheiros "fichas limpas"? Muito bem feito.

Quarta, 26 de novembro de 2014
Ubiraci
Essa decisão é de uma estupidez insana. Quer dizer que os atos praticados pelo sr. Humberto como conselheiro será, também, nulos? Ora...se já geraram efeitos como nulificar? Nenhum tribunal vai sustentar tamanha idiotice.

Quarta, 26 de novembro de 2014
Edson Luiz
O Blairo tem feito alguma coisa pelos municípios. A gente esperava mais, mas...

Quarta, 26 de novembro de 2014
Fabrício
Caras. Gostei da reportagem sobre os avanços e recuos do Taques. é assim mesmo. O cara é meio perfeccionista e não quer errar. Deve ser por isso.

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