Cuiabá (MT), segunda, 06 de julho de 2015
Turma do Epa
Quarta, 15 de maio de 2013, 19h39
Chapeu SEM INVESTIMENTO

Escolas estaduais e as precariedades no espaço físico

Estabelecimentos de ensino do Estado recebem equipamentos de ar condicionado mas não podem instalar os aparelho devido a fragilidade ou falta da rede elétrica nas unidades de ensino.
Fernanda Leite  / Cuiabá - MT

Os trabalhadores da Educação de Mato Grosso, em ato público realizado nesta quarta-feira (15/05) na Praça Alencastro em Cuiabá, mostraram como estão as condições das escolas públicas de todo o Estado: uma verdadeira calamidade pública.

Das 729 unidades escolares, foram apresentados por meio de exposição fotográfica os problemas registrados em 50 escolas estaduais de vários municípios. Os representantes da educação de cada região relataram que os problemas na estrutura física das unidades educacionais são praticamente os mesmos e predominam entre eles as deficiências nas redes elétrica e hidráulica, além da falta de manutenção.

Gestão Maggi

Os educadores apontaram que a maioria dos problemas estruturais surgiu nas reformas efetuadas na gestão do ex-governador Blairo Maggi (PR).

O diretor da Escola Estadual Padre Arlindo, do município de Campo Novo dos Parecis, professor Cezar Augusto Guedes, relatou que na escola que administra,  a última reforma foi feita no ano de 2003. Segundo ele, a rede elétrica não comporta atualmente as necessidades da instituição escolar devido à espessura dos fios que não suportam mais carga.

“Desde a gestão do Maggi até hoje, não há reformas, somente maquiagem. Não dá para usar nem ventiladores nas salas de aula imaginem ar condicionado”, reclamou. Por falta de capacidade da rede elétrica o docente disse que em menos de um ano 13 ventiladores foram danificados na escola que administra.

Em Cuiabá, uma das unidades citadas com problemas estruturais é a  Escola Estadual Leovegildo de Melo, no CPA III. O estabelecimento dispõe de 6 aparelhos de ar condicionado que não podem ser ligados pelos riscos que poderá provocar na rede elétrica.

Em Cáceres, o representante da sub-sede do Sintep, Orlando Cavalcante, aponta que as escolas são usadas para interesses eleitorais. “Alguns políticos mandam fazer uma pintura ou um puxadinho e pronto. Dá a impressão que as escolas estão em boa conservação, mas o tempo  acaba mostrando que não”, observou ele.

O professor denunciou ainda, princípios de incêndio e até ocorrências de maiores proporções ocasionadas por problemas na rede elétrica. “As paredes estão mofadas e várias escolas já foram queimadas em Cáceres por curtos nas instalações elétricas”, criticou Orlando.

Em Barra do Garças a denuncia se refere ao recebimento de tablets na Escola Maria Nazareth. A unidade escolar está inclusa no programa do Governo Federal "Um Computador por Aluno", porém não pode utilizar os aparelhos por falta de tomadas de energia elétrica. Os equipamentos continuam empacotados e  envelhecendo sem condições de uso.

Sintep protocola denúncia

Paralelo a manifestação na praça, os representantes do Sintep/MT protocolaram em cinco órgãos públicos um dossiê com 264 páginas ilustrado com fotografias e descrição dos problemas registrados nos estabelecimentos educacionais. 

 Receberam o documento com a denúncia: Ministério Público Estadual (MPE), Gabinete do Governador, Tribunal de Contas do Estado (TCE), Secretaria de Estado da Educação  (Seduc) e Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Os trabalhadores da Educação de Mato Grosso institucionalizaram o dia 15 de maio como uma data em que se manifestarão em prol do ensino público de qualidade. A manifestação teve início neste ano de 2013 e se depender da iniciativa do Governo Estadual em promover as reformas nas escolas, o protesto seguira por muitos anos.


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Eparre

 Doações de campanha


Interessante como se manifestaram tesoureiros de campanha. Os "tesoureiros" de todos os Partidos conhecem os doadores. Em outras palavras: o joguinho democrático é bancado pelos interessados. Voto tem preço e democracia tem custo. Sempre foi assim e não será diferente.

 Plutocracia


O Brasil pensou que iria enveredar para uma democracia. Nunca aconteceu. Dá-se apenas uma roupagem a um cassino onde já se sabe, previamente, que aqueles que dispõem dos maiores cacifes serão os vencedores. Assim temos um governo de "plutocratas" mas se quiserem esquecer o "l" pouca diferença faz no resultado. Acho, ainda, que as putas mereçam mais respeito.

 Constrangimento


Dilma foi falar de "petrolão" nos EUA. Havia uma regra de que as questões internas eram tratadas "internamente". A impressão que tive é de que a mídia resolveu incomodar para dar satisfação aos investidores americanos.

 Delator premiado e "cagueta"


Dilma condenou, de forma um tanto confusa, a "caguetagem" que agora têm nome novo: "delator", ou, "acusado colaborador". Nos velhos tempos os "caguetas" eram devidamente "patrolados por comparsas". Agora são "petrolados" e se transformam em vilões heróis. Pode? Claro! Isto é Brasil.

 Demonização do PT


Se for para "demonizar" o PT vale tudo. Doação eleitoral na forma da lei e contas aprovadas pela Justiça Eleitoral não significam nada. O governo petista recebe "propina". Quem está no poder leva "propina". É um conceito. Só vale para o PT. O Governo de São Paulo licitou a linha 6 do Metrô que ficou com a Odebrecht que, por sua vez, doou para o governador Alckmin. Com tucano não há coação. Há a velha e costumeira "colaboração" empresarial desinteressada. Deve existir até quem acredite nisso. Muita gente não vê o tempo passar e coloca bilhetinhos no chinelo e coloca na janela esperando Papai Noel.

Eparre

Domingo, 07 de junho de 2015
Frederico
A gente lê a coluna e se põe em guarda. Quem a escreveu merece aplausos pela lembrança de que "eu posso ser você amanhã". Ou seja, quem aplaude a Justiça sacana contra o Riva poderá vir a ter essa mesma Justiça contra si. Ninguém está livre de escorregar numa casca de banana. Os que não entenderam a coluna podem continuar mamando.

Domingo, 07 de junho de 2015
joão bragion neto
Só não entendo porque para os empregados domésticos, o aviso prévio terá considerações especiais, como o acréscimo de dias proporcionais ao tempo de serviço, sendo que as demais categorias profissionais não gozam deste direito!Isso não é elitista? Os direitos não deveriam ser iguais para todos?? Porque será?....??

Terça, 02 de junho de 2015
Honorato Almeida
Olha. Enquanto estiver em debate uma reforma política que parece que muda para deixar tudo pior, melhor ficar como está. A gente poderia escolher político no palitinho. É tudo a mesma merda.

Terça, 02 de junho de 2015
K.W.
Vcs devem estar aprontando alguma coisa. Só pode.

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