Cuiabá (MT), sexta, 21 de novembro de 2014
Turma do Epa
Quarta, 15 de maio de 2013, 19h39
Chapeu SEM INVESTIMENTO

Escolas estaduais e as precariedades no espaço físico

Estabelecimentos de ensino do Estado recebem equipamentos de ar condicionado mas não podem instalar os aparelho devido a fragilidade ou falta da rede elétrica nas unidades de ensino.
Fernanda Leite  / Cuiabá - MT

Os trabalhadores da Educação de Mato Grosso, em ato público realizado nesta quarta-feira (15/05) na Praça Alencastro em Cuiabá, mostraram como estão as condições das escolas públicas de todo o Estado: uma verdadeira calamidade pública.

Das 729 unidades escolares, foram apresentados por meio de exposição fotográfica os problemas registrados em 50 escolas estaduais de vários municípios. Os representantes da educação de cada região relataram que os problemas na estrutura física das unidades educacionais são praticamente os mesmos e predominam entre eles as deficiências nas redes elétrica e hidráulica, além da falta de manutenção.

Gestão Maggi

Os educadores apontaram que a maioria dos problemas estruturais surgiu nas reformas efetuadas na gestão do ex-governador Blairo Maggi (PR).

O diretor da Escola Estadual Padre Arlindo, do município de Campo Novo dos Parecis, professor Cezar Augusto Guedes, relatou que na escola que administra,  a última reforma foi feita no ano de 2003. Segundo ele, a rede elétrica não comporta atualmente as necessidades da instituição escolar devido à espessura dos fios que não suportam mais carga.

“Desde a gestão do Maggi até hoje, não há reformas, somente maquiagem. Não dá para usar nem ventiladores nas salas de aula imaginem ar condicionado”, reclamou. Por falta de capacidade da rede elétrica o docente disse que em menos de um ano 13 ventiladores foram danificados na escola que administra.

Em Cuiabá, uma das unidades citadas com problemas estruturais é a  Escola Estadual Leovegildo de Melo, no CPA III. O estabelecimento dispõe de 6 aparelhos de ar condicionado que não podem ser ligados pelos riscos que poderá provocar na rede elétrica.

Em Cáceres, o representante da sub-sede do Sintep, Orlando Cavalcante, aponta que as escolas são usadas para interesses eleitorais. “Alguns políticos mandam fazer uma pintura ou um puxadinho e pronto. Dá a impressão que as escolas estão em boa conservação, mas o tempo  acaba mostrando que não”, observou ele.

O professor denunciou ainda, princípios de incêndio e até ocorrências de maiores proporções ocasionadas por problemas na rede elétrica. “As paredes estão mofadas e várias escolas já foram queimadas em Cáceres por curtos nas instalações elétricas”, criticou Orlando.

Em Barra do Garças a denuncia se refere ao recebimento de tablets na Escola Maria Nazareth. A unidade escolar está inclusa no programa do Governo Federal "Um Computador por Aluno", porém não pode utilizar os aparelhos por falta de tomadas de energia elétrica. Os equipamentos continuam empacotados e  envelhecendo sem condições de uso.

Sintep protocola denúncia

Paralelo a manifestação na praça, os representantes do Sintep/MT protocolaram em cinco órgãos públicos um dossiê com 264 páginas ilustrado com fotografias e descrição dos problemas registrados nos estabelecimentos educacionais. 

 Receberam o documento com a denúncia: Ministério Público Estadual (MPE), Gabinete do Governador, Tribunal de Contas do Estado (TCE), Secretaria de Estado da Educação  (Seduc) e Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Os trabalhadores da Educação de Mato Grosso institucionalizaram o dia 15 de maio como uma data em que se manifestarão em prol do ensino público de qualidade. A manifestação teve início neste ano de 2013 e se depender da iniciativa do Governo Estadual em promover as reformas nas escolas, o protesto seguira por muitos anos.


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 Novas inaugurações


Silval Barbosa promete inaugurar novas obras. Uma das obras mais robustas (e atrasadas) é a trincheira do Santa Rosa que, parece, está chegando à fase final.

 Resíduos


Terceirizados da Trincheira Jurumirim continuam receosos quanto aos valores que têm a receber do Consórcio. As preocupações aumentaram depois que o Governo informou que o saldo remanescente em decorrência de medição final não passa de R$ 120.000,00

 Festival de aditamentos


Um dos motivos que deve estar levando a equipe de transição a anunciar o reexame de todos os contratos em execução é o festival de "aditamentos" publicados no Diário Oficial. É que defasagens de preços constatadas a essa altura e em final de gestão causam uma certa estranheza.

 Profusão


As revisões de valores vem acontecendo com uma certa profusão. Há justificativas para isso. O governador que sai, só na capital, tem grandes obras em execução e uma delas com particular destaque: o VLT - Veículo Leve sobre Trilhos que já vem dando pano p'ra manga.

 Nova face


O governador, ao entregar as obras de mobilidade urbana realizadas através de convênios com recursos federais, não perde a oportunidade de dizer que deu uma nova fisionomia à capital do Estado.

 Demissões na Prefeitura


Ao menos 500 servidores já efetuaram o cancelamento dos "perus de Natal" e outros a "bacalhoada de Ano Novo". De qualquer forma não faltarão pratos e bons amigos para as comemorações de costume. Como se diz: "às vezes é hora de emagrecer o cardápio".

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Pedro Amorim
Vocês acham que o conselheiro Domingos Neto não influiu na reprovação das contas da Prefeitura de Várzea Grande e abriu a picada para a intervenção do MP? Os Campos ainda não estão mortos politicamente e Jayme quer voltar à Prefeitura. Ele adora governar Várzea Grande.

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Doraci de Almeida
Eu não sei porque toda essa pirotecnia para encarar o Wallace. Bastavam os mandados e assunto encerrado. O trabalho seria feito do mesmo jeito. O espetáculo é para desgastar o prefeito com a opinião pública.

Segunda, 17 de novembro de 2014
Pedro Amorim
A OAS, Camargo Correia, Odebrecht, Mendes Jr., Andrade Gutierrez, e outras, sempre foram financiadoras de campanhas eleitorais. E vocês acham que o dinheiro saía do bolso delas? Então é melhor fazer o financiamento público e quem for pego com dinheiro alheio perde o mandato. Fim de papo.

Segunda, 17 de novembro de 2014
Ladislau
Essa pilantragem toda que vem sendo feito na Petrobrás como disseram os procuradores no Paraná, vem de longe, muito longe...O período mais recente remonta a 1999 pra cá. Todos mamaram seja pra financiar campanha ou pra enfiar nos próprios bolsos. Vão se dar mal. Ou se faz a reforma política ou esse país entra em crise.

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