Cuiabá (MT), sexta, 18 de agosto de 2017
Turma do Epa
Quarta, 15 de maio de 2013, 19h39
Chapeu SEM INVESTIMENTO

Escolas estaduais e as precariedades no espaço físico

Estabelecimentos de ensino do Estado recebem equipamentos de ar condicionado mas não podem instalar os aparelho devido a fragilidade ou falta da rede elétrica nas unidades de ensino.
Fernanda Leite  / Cuiabá - MT

Os trabalhadores da Educação de Mato Grosso, em ato público realizado nesta quarta-feira (15/05) na Praça Alencastro em Cuiabá, mostraram como estão as condições das escolas públicas de todo o Estado: uma verdadeira calamidade pública.

Das 729 unidades escolares, foram apresentados por meio de exposição fotográfica os problemas registrados em 50 escolas estaduais de vários municípios. Os representantes da educação de cada região relataram que os problemas na estrutura física das unidades educacionais são praticamente os mesmos e predominam entre eles as deficiências nas redes elétrica e hidráulica, além da falta de manutenção.

Gestão Maggi

Os educadores apontaram que a maioria dos problemas estruturais surgiu nas reformas efetuadas na gestão do ex-governador Blairo Maggi (PR).

O diretor da Escola Estadual Padre Arlindo, do município de Campo Novo dos Parecis, professor Cezar Augusto Guedes, relatou que na escola que administra,  a última reforma foi feita no ano de 2003. Segundo ele, a rede elétrica não comporta atualmente as necessidades da instituição escolar devido à espessura dos fios que não suportam mais carga.

“Desde a gestão do Maggi até hoje, não há reformas, somente maquiagem. Não dá para usar nem ventiladores nas salas de aula imaginem ar condicionado”, reclamou. Por falta de capacidade da rede elétrica o docente disse que em menos de um ano 13 ventiladores foram danificados na escola que administra.

Em Cuiabá, uma das unidades citadas com problemas estruturais é a  Escola Estadual Leovegildo de Melo, no CPA III. O estabelecimento dispõe de 6 aparelhos de ar condicionado que não podem ser ligados pelos riscos que poderá provocar na rede elétrica.

Em Cáceres, o representante da sub-sede do Sintep, Orlando Cavalcante, aponta que as escolas são usadas para interesses eleitorais. “Alguns políticos mandam fazer uma pintura ou um puxadinho e pronto. Dá a impressão que as escolas estão em boa conservação, mas o tempo  acaba mostrando que não”, observou ele.

O professor denunciou ainda, princípios de incêndio e até ocorrências de maiores proporções ocasionadas por problemas na rede elétrica. “As paredes estão mofadas e várias escolas já foram queimadas em Cáceres por curtos nas instalações elétricas”, criticou Orlando.

Em Barra do Garças a denuncia se refere ao recebimento de tablets na Escola Maria Nazareth. A unidade escolar está inclusa no programa do Governo Federal "Um Computador por Aluno", porém não pode utilizar os aparelhos por falta de tomadas de energia elétrica. Os equipamentos continuam empacotados e  envelhecendo sem condições de uso.

Sintep protocola denúncia

Paralelo a manifestação na praça, os representantes do Sintep/MT protocolaram em cinco órgãos públicos um dossiê com 264 páginas ilustrado com fotografias e descrição dos problemas registrados nos estabelecimentos educacionais. 

 Receberam o documento com a denúncia: Ministério Público Estadual (MPE), Gabinete do Governador, Tribunal de Contas do Estado (TCE), Secretaria de Estado da Educação  (Seduc) e Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Os trabalhadores da Educação de Mato Grosso institucionalizaram o dia 15 de maio como uma data em que se manifestarão em prol do ensino público de qualidade. A manifestação teve início neste ano de 2013 e se depender da iniciativa do Governo Estadual em promover as reformas nas escolas, o protesto seguira por muitos anos.


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Eparre

 Revisão da lei orçamentária


Caso se queira impedir que as corporações de ofício se apropriem do orçamento público em benefício próprio como tem acontecido, está na hora de rever a ?autarquização? de cada Poder na estipulação dos respectivos orçamentos. A ?farra do boi? dos supersalários precisa ser revista sob pena se ter um ?subsídio? simplesmente figurativo e o grosso das remunerações acontecerem por acréscimos sem quaisquer incidências tributárias como ocorre atualmente.

 Supersalário e vergonha nacional


Quando não é catástrofe, "delação monstruosa" e outros delitos, há o comparecimento regular de Mato Grosso na mídia nacional pelo que acontece de pior em seu território e nas respectivas instituições. O supersalário de juízes é um exemplo que traz uma verdade embutida: o Judiciário nunca respeitou a lei no que se refere a salários. E, com isso, não se deseja que a magistratura seja mal remunerada, apenas, que seja remunerada sem se transformar numa casta.

 Apropriação do Orçamento Público


No princípio - a atribuição do poder de elaborar o próprio orçamento - desejava-se, tão somente, que uma eventual hipertrofia do Executivo não deixasse os demais poderes à míngua. Era um desejo legítimo. Foi conspurcado ao longo de décadas de péssima gestão.

 Expedientes para ampliar benefícios


E o Judiciário age da forma mais desabrida possível quando se trata dos próprios interesses corporativos. Começou pelo nepotismo - nomeação de parentes e apaniguados, agora reduzida apenas a parentes - e estipulação de vantagens que não eram divulgadas ao grande público. A obrigatoriedade da publicação ainda não desvendou a ?caixa preta? mas já permite ao contribuinte escandalizar-se com os supersalários.

 A autarquização e espeto geral


O que se observa é o fenômeno da "autarquização" no que se refere ao poder de estipular o próprio orçamento e pendurar a conta no Executivo. A Defensoria Pública também virou uma "autarquia" que se gerencia. Assim, no caminho do Judiciário, Legislativo, Tribunal de Contas, Defensoria Pública envereda-se para o "espeto geral" no Executivo e, por tabela, diretamente no bolso do contribuinte indefeso e indefensável diante da gula pantagruélica das corporações de ofício.

Eparre

Terça, 15 de agosto de 2017

Vocês estão todos no grampo. Se não for ilegalmente alguém da Justiça já deve ter determinado grampo em vocês. Ta todo mundo quietinho e aprovando prisão de qualquer jeito e vocês acham que prisão é pro cara ficar no bem bom?

Sexta, 04 de agosto de 2017
Ubiraci Carvalho
Caramba! Que rolo togado esses tais grampos. É um envolvendo o outro e outro envolvendo o um e mais um. VOte.

Sexta, 04 de agosto de 2017
K.W
Por mais que o povão gosta da desgraça alheia é bom ficar claro que prisão não é sala de suplício. Ou precisa desenhar?

Sexta, 04 de agosto de 2017
Odacil Ferreira
Gosto da informação apurada como estas que vcs publicam. E a seriedade com que tratam o assunto. As posições onde vcs se expressam através da coluna são absolutamente corretas. Querem fazer os militares bodes expiatórios e passarem por cima das leis. Onde já se viu querer mandar um coronel ex-comandante da PM, um ex-chefe da Casa Militar para um Presídio de segurança máxima? Regime Diferenciado é para cumprimento de pena ou excepecionalíssimo e não para servir a mesquinharias e a jogo de vaidades.

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