Cuiabá (MT), terça, 03 de março de 2015
Turma do Epa
Quarta, 15 de maio de 2013, 19h39
Chapeu SEM INVESTIMENTO

Escolas estaduais e as precariedades no espaço físico

Estabelecimentos de ensino do Estado recebem equipamentos de ar condicionado mas não podem instalar os aparelho devido a fragilidade ou falta da rede elétrica nas unidades de ensino.
Fernanda Leite  / Cuiabá - MT

Os trabalhadores da Educação de Mato Grosso, em ato público realizado nesta quarta-feira (15/05) na Praça Alencastro em Cuiabá, mostraram como estão as condições das escolas públicas de todo o Estado: uma verdadeira calamidade pública.

Das 729 unidades escolares, foram apresentados por meio de exposição fotográfica os problemas registrados em 50 escolas estaduais de vários municípios. Os representantes da educação de cada região relataram que os problemas na estrutura física das unidades educacionais são praticamente os mesmos e predominam entre eles as deficiências nas redes elétrica e hidráulica, além da falta de manutenção.

Gestão Maggi

Os educadores apontaram que a maioria dos problemas estruturais surgiu nas reformas efetuadas na gestão do ex-governador Blairo Maggi (PR).

O diretor da Escola Estadual Padre Arlindo, do município de Campo Novo dos Parecis, professor Cezar Augusto Guedes, relatou que na escola que administra,  a última reforma foi feita no ano de 2003. Segundo ele, a rede elétrica não comporta atualmente as necessidades da instituição escolar devido à espessura dos fios que não suportam mais carga.

“Desde a gestão do Maggi até hoje, não há reformas, somente maquiagem. Não dá para usar nem ventiladores nas salas de aula imaginem ar condicionado”, reclamou. Por falta de capacidade da rede elétrica o docente disse que em menos de um ano 13 ventiladores foram danificados na escola que administra.

Em Cuiabá, uma das unidades citadas com problemas estruturais é a  Escola Estadual Leovegildo de Melo, no CPA III. O estabelecimento dispõe de 6 aparelhos de ar condicionado que não podem ser ligados pelos riscos que poderá provocar na rede elétrica.

Em Cáceres, o representante da sub-sede do Sintep, Orlando Cavalcante, aponta que as escolas são usadas para interesses eleitorais. “Alguns políticos mandam fazer uma pintura ou um puxadinho e pronto. Dá a impressão que as escolas estão em boa conservação, mas o tempo  acaba mostrando que não”, observou ele.

O professor denunciou ainda, princípios de incêndio e até ocorrências de maiores proporções ocasionadas por problemas na rede elétrica. “As paredes estão mofadas e várias escolas já foram queimadas em Cáceres por curtos nas instalações elétricas”, criticou Orlando.

Em Barra do Garças a denuncia se refere ao recebimento de tablets na Escola Maria Nazareth. A unidade escolar está inclusa no programa do Governo Federal "Um Computador por Aluno", porém não pode utilizar os aparelhos por falta de tomadas de energia elétrica. Os equipamentos continuam empacotados e  envelhecendo sem condições de uso.

Sintep protocola denúncia

Paralelo a manifestação na praça, os representantes do Sintep/MT protocolaram em cinco órgãos públicos um dossiê com 264 páginas ilustrado com fotografias e descrição dos problemas registrados nos estabelecimentos educacionais. 

 Receberam o documento com a denúncia: Ministério Público Estadual (MPE), Gabinete do Governador, Tribunal de Contas do Estado (TCE), Secretaria de Estado da Educação  (Seduc) e Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Os trabalhadores da Educação de Mato Grosso institucionalizaram o dia 15 de maio como uma data em que se manifestarão em prol do ensino público de qualidade. A manifestação teve início neste ano de 2013 e se depender da iniciativa do Governo Estadual em promover as reformas nas escolas, o protesto seguira por muitos anos.


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Eparre

 Bloqueio e conflito


O bloqueio das estradas resiste mais do que o esperado. Trata-se, em verdade, de conflito distributivo de renda. A compressão no valor do frete afeta empregados, transportadoras, autônomos e contrantes de forma bem diferente.

 Achatamento


Os autônomos resistem porque podem esperar já que o governo acenou com a moratória de 1 ano para o pagamento das prestações e de manutenção do preço do óleo diesel constante por 6 meses. Dá para recompor o caixa.

 Empregados


Os empregados são estimulados a permanecerem nos bloqueios. Não tiveram pagamentos ou "vales" suspensos e contam com a "compreensão dos patrões". Provavelmente - não sabem - são utilizados como massa de manobra para antecipar a "tabela de fretes".

 Transportadoras


As transportadoras sempre cobraram mais pelo valor do frete do que o efetivamente repassado aos transportadores autônomos. Fazem a retenção das contribuições previdenciárias e das retenções tributárias de caráter obrigatório. Descontam tudo do valor do frete. Trabalham com redes conveniadas que acatam as "cartas-frete" que lhes rendem juros polpudos.

 Contratantes


Os "contratantes" - tradings - no geral contratam frete em grande quantidade e, por esse motivo, têm descontos generosos. O desconto dado é repassado e explode no bolso do caminhoneiro, principalmente do autônomo cujo poder de negociação é baixo.

 Decisões Judiciais


A Justiça vem concedendo decisões para garantir "o direito de ir e vir" e os caminhoneiros têm respondido com o esforço de convencimento dos "companheiros". A PRF vem intimando a deixarem os acostamentos e os caminhoneiros se dirigem para os estacionamentos de postos sem seguir viagem.
O Governo já acionou a Força Nacional de Segurança para fazer cumprir as decisões judiciais.

 Dissuasão


Há uma espécie de esgotamento das negociações, mas, diante da presença policial mais forte as partes tendem a se ajustar. Não é bom para ninguém. Os sojicultores não vão arriscar a perder os grãos na colheita por falta de combustível ou de armazéns. Grãos ardendo nas plantações não interesam a ninguém e como o ciclo da colheita se fecha é bem provável que os sojicultores cedam parte de seus ganhos e a tabela de fretes seja implantada. É esperar para ver.

Eparre

Sexta, 27 de fevereiro de 2015
Demerval Pereira
Faz tempo que não dou pitaco mas vou dar. Fica essa discussão no zap zap e essa pentelhação matinal. Td bem. Votei no Riva, sou Riva e me considerei muito bem representado esse tempo todo. Não sou fariseu, não sou volúvel, se ele for candidato voto de novo, prefiro ter e não sou dono da razão. Reconheço que o site está muito filosófico hoje. Agora que o mundo tá cheio de "amigos do bolso", meu caro, lá isso tá mesmo.

Sexta, 27 de fevereiro de 2015
Ladislau
Tá. Recebi o torpedo pelo zap zap. Acho que o pessoal do Epa tá errando feio nessa questão do Riva. Mas pergunto: a imprensa também não está errando geral? Aí fico com a lógica do EPA. Se a Justiça ainda não dispõe de todas as provas contra o Riva e se limita a indícios porque mantem o ex-deputado preso? Seria mais uma razão para que ele respondesse em liberdade.

Sexta, 27 de fevereiro de 2015
K.W.
Esse Mudrovistch não pode acreditar no que está falando. Falou por educação. Usou o manual de boas maneiras. Deve ter ficado muito puto com toda essa babaquice. Se até o Roberto Arruda lá de Brasília que foi flagrado com a mão na massa está respondendo em liberdade porque não o Riva? O sujeito mata, sai do flagrante e responde em liberdade pelo assassinato. O Riva não matou ninguém e esse discursinho idiota de que o corrupto mata os outros pela ausência de meios está como remédio vencido na Farmácia de Alto Custo.

Sexta, 27 de fevereiro de 2015
Luiz Carlos
Hummmm...achei a coluna um tanto filosófica hj. A que atribuir essa mudança?
Acho que os fariseus estão na Justiça, os volúveis me parece que na política, o ter está entre os ladrões do dinheiro público, o resto está meio difícil.

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 HUMOR
Luiz Otavio se garante quando o assunto é axé, cheio de ginga!
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