Cuiabá (MT), quarta, 28 de junho de 2017
Turma do Epa
Sábado, 15 de abril de 2017, 19h23
Chapeu delação premiada

Setor de propinas da Odebrecht pagou R$ 10,6 bilhões entre 2006 e 2014

O ex-diretor do setor de operações estruturadas da Odebrecht Hilberto Mascarenhas disse, em delação premiada, que a área criada dentro da empreiteira para fazer o pagamento de propinas movimentou mais de R$ 10,6 bilhões entre os anos de 2006 e 2014.
Agência Brasil  / Cuiabá-MT

O ex-diretor do setor de operações estruturadas da Odebrecht Hilberto Mascarenhas disse, em delação premiada, que a área criada dentro da empreiteira para fazer o pagamento de propinas movimentou mais de R$ 10,6 bilhões entre os anos de 2006 e 2014. Ao Ministério Público Federal (MPF), Mascarenhas informou que os recursos eram movimentados em contas offshores no exterior (em paraísos fiscais).

O ex-executivo disse que alertou ao então presidente da empresa, Marcelo Odebrecht, sobre os valores pagos em propina, que, segundo ele, estavam muito altos.

“Estava preocupado, muita gente participando das obras, e pressionei. Fui a Marcelo [Odebrecht], várias vezes, e disse: não tem condição, US$ 730 milhões é bilhão [em reais]. Nem um mercado tem essa disponibilidade de dinheiro por fora e não tem como operar isso. É suicídio”, afirmou. Segundo ele, como resposta, Marcelo Odebrecht deu orientação de “segurar”.

O ex-diretor do chamado setor de propinas disse que cada executivo responsável por obras da Odebrecht podia solicitar o recurso para fazer as obras andarem. Segundo ele, os gerentes das obras recebiam bônus se atingissem as metas definidas para cada empreendimento.

“Se você der aquele resultado você ganha tanto. [Então] você quer que o mundo se acabe, [mas] você quer atingir aquela meta e colocar no seu bolso, o seu milhão [no bolso]. Se fazia qualquer coisa que tinha que fazer e atingir”, afirmou.

Segundo Mascarenhas, a prática foi banalizada. “Tem que tratar esse assunto como um extra, uma necessidade. Não como prazer de comprar alguém. Já estava virando um prazer de comprar [as pessoas] e isso me incomodava”, disse, ao contar que os valores pagos pelo setor da propina caíram em 2014 depois que ele pressionou Marcelo Odebrecht.

O ex-diretor relatou ainda, que para proteger a identidade de quem recebia a propina, o responsável por determinada obra da empreiteira dava um apelido para o beneficiário do dinheiro.


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 Pronto Socorro da capital


No que depender do Estado, as obras do Pronto Socorro chegarão a bom termo. Acontece que uma unidade médica complexa de pronto atendimento precisa de equipamentos cuja aquisição pode ser quase tão cara quanto as obras físicas. As tais "emendas de bancada" chegarão a tempo?

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A cassação de Lucimar Campos por ter investido excessivamente em publicidade no ano anterior às eleições é objeto de contestação junto ao Tribunal Regional Eleitoral, primeira etapa do recurso. A administração, por enquanto, permanece, pois, o recurso tem efeito suspensivo. Em outras palavras: os efeitos da condenação ainda não foram aplicados.

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Provavelmente Várzea Grande já bateu os recordes em matéria de sucessões temporárias de prefeitos. Já se chegou a um tempo em que as redações se perguntavam qual seria o prefeito do dia.

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O povo menos favorecido é quem sofre mais com tamanha instabilidade. Obras essenciais são interrompidas, precarizam-se serviços como educação e saúde enquanto o caos se instala, de forma geral, nos serviços objetos de concessão.

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Será que o Zé do Pátio abilolou? O que está em dia mesmo seu Pátio?

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O redator parece que acompanhou a sessão do TSE. Um resumo claro, demonstrando o trabalho que teve para decifrar os termos jurídicos. Essa ação vai dar o que falar. EPA MEU!

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Gosto muito do humor do EPA. Ultimamente parece que vocês estavam meio brigados com o mundo. Agora valeu.

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Eu não entendo muito bem o funcionalismo. Ganha a revisão completa mas paga de forma parcelada. Ou seja, a grana entra no bolso. Será que faz greve pela greve ou para manter a mobilização?

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