Cuiabá (MT), sexta, 28 de julho de 2017
Turma do Epa
Quinta, 20 de abril de 2017, 08h56
Chapeu CPI do VLT

Deputados querem cancelamento de contrato

Se havia alguma esperança de que as obras do Veículo Leve sobre Trilhos pudessem ser retomadas, CPI pode ser a pá de cal.
Itamar Perenha  / Cuiabá-MT

Primeiro foi o mal estar do deputado Jajah Neves (PSDB) que reclamou da volta do titular Wilson Santos à Assembleia Legislativa.

Sob alegação de falta de comunicação, Jajah, também um comunicador, certamente não viu nos jornais e outros noticiosos o que foi amplamente divulgado: o retorno de WS à Assembleia para acompanhar o relatório da CPI do VLT.

Não que o deputado não honre a sua suplencia, mas, pelo desconforto em se ver fora do mandato.
Poderia, numa atitude política mais compatível, reclamar menos e pela imprensa.

Um esforço inútil

O deputado Wilson Santos, depois de ter participado das discussões para a lavratura do Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público visando à possível retomada das obras, fez um esforço inútil numa madrugada ingloria: pediu vistas, viu, reviu e, ao final, desistiu de um relatório alternativo por volta de 3 horas da madrugada.

Uma disputa sem propósito

O tonitruante deputado Oscar Bezerra (PSB) reverberou no vazio ao se indispor contra uma eventual mudança do relatório da CPI como se esse documento fosse uma frágil obra-prima incapaz de suportar o menor choque. Aliás, o deputado tem um modo bastante peculiar se portar no Parlamento: é ciclotímico e se opõe não raro por apenas se opor.

Ao menos se mantém fiel ao seu estilo e a conquista da Prefeitura de Juara, seu principal reduto eleitoral, aconteceu mais por WO do que por seu prestígio e não é difícil se aperceber o porquê.

As mazelas da cidade só não são maiores pela atuação apartidária do governador que trata a todos os municípios sem viés partidário de qualquer natureza com um republicanismo raro de se ver.

Devolução de 360 milhões e fim do VLT

O relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito que, diga-se de passagem, não sofrerá qualquer manobra do governo apesar da presença do deputado Wilson Santos, com inegável capacidade de dar uma contribuição mais efetiva do que o papel de mero observador, poder levar, ao menos ao conhecimento geral do Parlamento, os termos e condições pactuados com o Ministério Público a viabilizar uma futura retomada das obras.

Gestão Taques não fez um palmo de VLT e, portanto, não cometeu irregularidades

O burburinho de irregularidades apontadas nas obras não aflige a gestão Taques, pois, até agora, o governador não fez um palmo de obra para implementar o VLT, buscando a justiça da uma avaliação de posições e tomada de decisão que respalde a manutenção do Consórcio entre as empresas Construtora Santa Bárbara, Construtora C.R. Almeida, CAF Brasil Indústria e Comércio e Astep Engenharia vencedoras da licitação e, nesta temporada magra de obras, com perspectiva de retomarem as obras via governo marcado pela responsabilidade em seu processo decisório.

Uma posição de governo

Kleber Lima, chefe do Gabinete de Comunicação, num estilo conciliador que nem lhe parece próprio, ressaltou a contribuição do Legislativo com a CPI já que as irregularidades que forem apontadas no relatório, mesmo que precisem ser corrigidas, referem-se à gestão passada e considera importante a tomada de posição da CPI.
Disse, por outro lado, que o Termo de Ajustamento de Conduta lavrado com o Ministério Público e que vai, necessariamente, desembocar na Justiça colocará os trilhos processuais para se tenham trilhos reais cortando a capital e Várzea Grande.

É, ao menos, o que se espera apesar dos ruídos que se ouvem.


 leia também
Quinta, 27 de julho de 2017
11:06
Chapeu GRAMPOS
Prisões Federais: exagero ou ilegalidade?
Reserva de 8 vagas para militares é arbitrariedade evidente.
09:42
Chapeu BALANÇO
57 ocorrências de incêndios florestais em MT
A parceria com as prefeituras na implantação de 11 brigadas mistas tem sido fundamental para oferecer respostas rápidas à sociedade
09:39
Chapeu MITO OU VERDADE
Gordura pode voltar após uma lipo?
O cirurgião plástico Benedito Figueiredo Junior discorre sobre essa pergunta constante em artigo
09:32
Chapeu CHAPADA DOS GUIMARÃES
32º Festival de Inverno começa na 6ª
Shows nacionais, regionais e grande programação vão acontecer entre 28 de julho e 6 de agosto
Quarta, 26 de julho de 2017
10:12
Chapeu SESSÃO GRÁTIS
No Arsenal, "Uma viagem extraordinária"
Filme, com classificação para maiores de dez anos, será exibido às 17h30 no próximo sábado (29)
09:23
Chapeu EM CENA
"Geni", a versão cuiabana da criação de Chico Buarque
Em cartaz no sábado (29), no Cine Teatro Cuiabá, a peça tem direção de André D´Lucca, que também atua
09:21
Chapeu GRAMPOLANDIA
Um grampo nos grampos
Investigações sobre interceptações têm um só alvo
Terça, 25 de julho de 2017
12:37
Chapeu DECÊNCIA
Prisões cautelares e civilidade
Seria bom todo o Sistema Prisional ter prisões de qualidade
09:14
Chapeu FESTIVAL INTERNACIONAL
Flor Ribeirinha viaja para a Turquia
Grupo mato-grossense, que atua na cultura popular, foi convidado a participar de um dos maiores eventos mundiais de folclore
08:54
Chapeu HIV
Injeção mensal, em vez de comprimidos diários
Estudo de cientista norte-americano foi divulgado na nona edição da Conferência de Investigação sobre o HIV

+ ver todas as matérias
Eparre

 Grampos e subprodutos do poder

A substrato da "Grampolândia Pantaneira" é uma disputa de poder. Houve, de fato, pedidos de interceptação telefônica que transpuseram o Ministério Público e terminaram acatados por juízes que foram induzidos a erros nas respectivas decisões. Só não se tem notícia de qualquer gravação.

 "Pero las hay, las hay"

Transcrições, resultados de gravações, clandestinas ou não, deveriam ter sido encontrados. Não foram. Equipamentos deveriam ser periciados, pois, há softwares capazes de recuperar dados insertos nas memórias de computador. Por certo esse trabalho será feito. As gravações são como as bruxas e o adágio espanhol: "Jo no lo creo em las brujas, pero las hay, las hay".

 "Na briga do mar com rochedo quem apanha é marisco"

Esse é o ditado popular mais aplicável ao que vem acontecendo. Dizem que as escutas clandestinas começaram em 2014. Ora, Pedro Taques tomou posse em 1º de janeiro de 2015?. Se existiram "ordens" a comandos policiais, é evidente que tais comandos ainda não estavam subordinados ao governador eleito. Silval Barbosa tinha candidato. Se havia escuta clandestina com objetivo eleitoral o benefício, certamente, seria para o candidato dele. Se alguém tinha legitimidade para emitir ordens - ordens ilegais não se cumprem - seria, por óbvio, o governador no exercício da função.

 Obras em Sorriso


O governador Pedro Taques inaugura hoje, na cidade de Sorriso, uma rotatória na rodovia estadual MT 242. Para completar a agenda, também participa da inauguração da nova sede do Senai.

 Bola pra frente

Problemas existem em todo o tempo e lugar. Então, como a coluna hoje tem alguns adágios bastante conhecidos lá vai mais um: "Cada um com seus problemas", pois, no Brasil de hoje há especialistas capazes de cria-los onde não existe.

Eparre

Quinta, 13 de julho de 2017
Cadú
Quando o Lula vai ser preso hein?

Segunda, 03 de julho de 2017
Túlio
E agora foi o Geddel! Eita povinho carne de pescoço.

Quarta, 14 de junho de 2017
Lucio Ferreira
Será que o Zé do Pátio abilolou? O que está em dia mesmo seu Pátio?

Segunda, 12 de junho de 2017
Adailton Fernandes
O redator parece que acompanhou a sessão do TSE. Um resumo claro, demonstrando o trabalho que teve para decifrar os termos jurídicos. Essa ação vai dar o que falar. EPA MEU!

DEIXE SUA OPINIÃO OU COMENTÁRIO
Nome:
Texto:
Email:
Coluna:
Vídeos
 INFORME PUBLICITÁRIO
MT em Ação Caravana em Alta Floresta
HOME  |   TURMA DO EPA  |   PANORAMA  |   VÍDEOS  |   LEITURA  |   EPARRÊ  |   EPA DOS LEITORES
BROADCAST  |   QUEM SOMOS  |   DIREITO DE RESPOSTA  |   ANÚNCIOS  |   CANAL RSS  |   CONTATO
Copyright © 2011 - Turma do Epa. Todos os direitos reservados