Cuiabá (MT), sexta, 18 de agosto de 2017
Turma do Epa
Sexta, 11 de agosto de 2017, 09h49
Chapeu O FUTURO

Diversidade e transformação digital

Profissionais com perfis sociais, cultuais, étnicos, de necessidades especiais e de gêneros cada vez mais misturados para impactar inovação
Maria Augusta Ribeiro  / Cuiabá-MT
Outros olhares, novas experiências e realidades distintas, é isso que faz a diversidade ser um combustível tão poderoso para a construção de um legado onde o objetivo é a transformação digital das pessoas.

Como o próprio nome diz, diversidade significa variedade, pluralidade e tudo o que apresenta contexto múltiplo. Podemos ter diversidade cultural, de gênero e muitas outras. Mas será que estamos preparando nossos jovens e pessoas como eu e você para que a transformação digital seja apreciada por todos num futuro próximo?
 
A chamada transformação digital compreende a inclusão de todos em ambientes digitalizados, não apenas com acesso a internet, e sim com conhecimento adquirido, para que saibam utilizar a ferramenta da melhor forma possível.

O caso vai além do incentivo à infraestrutura ou à tecnologia. Os agentes que desejam esta mudança têm a obrigação de fazer sentido a muita gente, e quando digo “muito”, significa uma variedade de hábitos, culturas, sexo, credos e afins.

Imagine um ambiente de trabalho com profissionais com perfis sociais, cultuais, étnicos, de necessidades especiais e de gêneros cada vez mais misturados para impactar inovação.
 
Pense em instituições de ensino com perfis de alunos e professores tão variados que permitiria troca de experiências para inclusivas. Um universo acadêmico sem medo de novos formatos de ensino e buscando um futuro de pessoas psicologicamente ambientadas à pluralidade do outro.
 
Nações onde direitos e deveres fossem respeitados na individualidade do ser humano mais diversificado que pudesse, onde o gênero, a cultura os valores sociais e étnicos fossem levados em consideração para incluir a todos num contexto digital democrático.
 
Mas, qual a dificuldade do respeito a diversidade humana atual? Em tempos onde o presidente dos Estados Unidos acredita que diversidade de gênero, não exista a inclusão desses profissionais nas forças armadas de um país. Ou quando mais de 50% das mulheres nunca chegam ao cargo de CEO de uma empresa. Ou quando você destrata alguém pela cor de sua pele? Ou quando não aceita a religião do outro porque a pessoa veste um véu? Ou quando torce o nariz para alguém todo tatuado? Devemos estar atentos se estamos dispostos à diversidade tanto no real quanto no digital.

Novos formatos de relacionamento, conexão e diálogo devem ser o caminho para a tal da transformação digital que se pensa para um futuro próximo. Além disso, devemos fazer o dever de casa e observar se não desmerecemos o colega ao lado tão somente porque ele é muito diferente de você ou de mim.
 
Mais da metade do mundo não tem acesso a internet e nem sabe o que é um smartphone. E para que eles sejam incluídos como diversos e digitalizados, há a necessidade de infraestrutura e conhecimento para que absorvam a tecnologia.

O mundo digital e a diversidade humana precisam caminhar juntos para que debates, reflexões e opiniões diferentes sejam voz na jornada em busca da transformação online.
 
Orientação sexual, identidade de gênero ou diversidade cultural não garantem por si só a transformação digital pela diversidade. Isso depende de desenvolvimento de habilidade, competências e princípios para sermos reconhecidos.

Ok! Belicosa, o papo esta super filosófico, mas o que eu, que sou normal e incluído em contexto digital, tenho com isso? Ou, como posso mudar e transformar outras realidades?

As empresas, escolas e grupos de amigos que desejam mudança digital caminhado junto com a diversidade devem estar abertos à contratação de gente diferente e que se complemente; incentivar o conhecimento plural, explorar novas culturas, hábitos e formas novas de fazer as mesma coisas; abraçar o colega que verbaliza sua identidade de gênero ou sua preferência sexual; colocar-se no lugar do outro quando sua opinião for diferente da do próximo, e buscar o equilíbrio entre o que é físico e o que é virtual para a construção de relações menos conectadas e mais interativas.
 
*Maria Augusta Ribeiro é profissional da informação, especialista em Netnografia e Comportamento Digital. Escreve no site belicosa.com.br

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Eparre

 Revisão da lei orçamentária


Caso se queira impedir que as corporações de ofício se apropriem do orçamento público em benefício próprio como tem acontecido, está na hora de rever a ?autarquização? de cada Poder na estipulação dos respectivos orçamentos. A ?farra do boi? dos supersalários precisa ser revista sob pena se ter um ?subsídio? simplesmente figurativo e o grosso das remunerações acontecerem por acréscimos sem quaisquer incidências tributárias como ocorre atualmente.

 Supersalário e vergonha nacional


Quando não é catástrofe, "delação monstruosa" e outros delitos, há o comparecimento regular de Mato Grosso na mídia nacional pelo que acontece de pior em seu território e nas respectivas instituições. O supersalário de juízes é um exemplo que traz uma verdade embutida: o Judiciário nunca respeitou a lei no que se refere a salários. E, com isso, não se deseja que a magistratura seja mal remunerada, apenas, que seja remunerada sem se transformar numa casta.

 Apropriação do Orçamento Público


No princípio - a atribuição do poder de elaborar o próprio orçamento - desejava-se, tão somente, que uma eventual hipertrofia do Executivo não deixasse os demais poderes à míngua. Era um desejo legítimo. Foi conspurcado ao longo de décadas de péssima gestão.

 Expedientes para ampliar benefícios


E o Judiciário age da forma mais desabrida possível quando se trata dos próprios interesses corporativos. Começou pelo nepotismo - nomeação de parentes e apaniguados, agora reduzida apenas a parentes - e estipulação de vantagens que não eram divulgadas ao grande público. A obrigatoriedade da publicação ainda não desvendou a ?caixa preta? mas já permite ao contribuinte escandalizar-se com os supersalários.

 A autarquização e espeto geral


O que se observa é o fenômeno da "autarquização" no que se refere ao poder de estipular o próprio orçamento e pendurar a conta no Executivo. A Defensoria Pública também virou uma "autarquia" que se gerencia. Assim, no caminho do Judiciário, Legislativo, Tribunal de Contas, Defensoria Pública envereda-se para o "espeto geral" no Executivo e, por tabela, diretamente no bolso do contribuinte indefeso e indefensável diante da gula pantagruélica das corporações de ofício.

Eparre

Terça, 15 de agosto de 2017

Vocês estão todos no grampo. Se não for ilegalmente alguém da Justiça já deve ter determinado grampo em vocês. Ta todo mundo quietinho e aprovando prisão de qualquer jeito e vocês acham que prisão é pro cara ficar no bem bom?

Sexta, 04 de agosto de 2017
Ubiraci Carvalho
Caramba! Que rolo togado esses tais grampos. É um envolvendo o outro e outro envolvendo o um e mais um. VOte.

Sexta, 04 de agosto de 2017
K.W
Por mais que o povão gosta da desgraça alheia é bom ficar claro que prisão não é sala de suplício. Ou precisa desenhar?

Sexta, 04 de agosto de 2017
Odacil Ferreira
Gosto da informação apurada como estas que vcs publicam. E a seriedade com que tratam o assunto. As posições onde vcs se expressam através da coluna são absolutamente corretas. Querem fazer os militares bodes expiatórios e passarem por cima das leis. Onde já se viu querer mandar um coronel ex-comandante da PM, um ex-chefe da Casa Militar para um Presídio de segurança máxima? Regime Diferenciado é para cumprimento de pena ou excepecionalíssimo e não para servir a mesquinharias e a jogo de vaidades.

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