Cuiabá (MT), sexta, 18 de agosto de 2017
Turma do Epa
Sexta, 11 de agosto de 2017, 09h56
Chapeu ECONOMIA

Cresce demanda por crédito rural

Liberados 45.228 contratos de financiamento envolvendo crédito de custeio, comercialização e investimento
Agência Brasil  / Cuiabá-MT
A demanda por crédito rural entre médios e grandes agricultores chegou a R$ 8,4 milhões no mês passado, o que significa aumento de 23,2% em relação a julho de 2016, informou a Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O mês marca o início da safra agrícola 2017/2018.

Segundo o ministério, isso se deve fato de os produtores terem adiado a tomada de crédito nos meses anteriores para o atual ciclo agrícola, na expectativa de redução dos juros. O balanço está no relatório de financiamento referente ao primeiro mês de liberação de recursos da safra 2017/2018, divulgado nesta semana.

Os contratos também aumentaram em número. De acordo com o ministério, as instituições financeiras liberaram 45.228 contratos de financiamento envolvendo crédito de custeio, comercialização e investimento. O número supera as 43.504 operações de julho do ciclo anterior. No total, o governo federal liberou R$ 188,4 bilhões para financiar a produção agrícola de julho deste ano a junho de 2018.

O maior aumento deu-se na procura por contratações na modalidade investimentos, que incluem aquisição de máquinas e implementos agrícolas. As contratações chegaram a R$ 1,6 bilhão, o que representa crescimento de 26,2%. Já nas operações de custeio e comercialização, o desembolso atingiu R$ 6,8 bilhões, uma alta de 22,5% sobre julho de 2016.

Conforme o relatório, contratações pela Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) atingiram R$ 1,8 bilhão ante R$ 1,3 bilhão em julho do ano passado. Desse valor, R$ 791 milhões foram para operações de custeio, R$ 839 milhões para comercialização e R$ 151 milhões para investimentos.

Segundo a assessora técnica da Comissão de Política Agrícola da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) Fernanda Schwantes, a espera dos produtores para contratar o crédito valeu a pena este ano. Ao contrário dos últimos três anos, em que os juros subiam de uma safra para outra, neste ano, devido à queda da inflação e à redução da taxa básica de juros (Selic), tanto nas linhas para custeio quanto nas principais linhas de investimento, os juros caíram em torno de um ponto percentual.

"O produtor tradicionalmente se beneficiava dos recursos de pré-custeio, que contratava de março a junho. Neste ano, com a expectativa de redução da taxa de juros, ele decidiu esperar. Por isso julho teve um resultado bastante superior [em valores e em contratações] ao ano passado", destacou Fernanda.

Além disso, os dados mostram aumento de cerca de 25% nos investimentos. "Nas safras 2014/2015 e 2015/2016, o produtor estava receoso de fazer investimento. Agora houve essa recuperação de 25%. Um otimismo maior que nas duas safras passadas nas quais o investimento caiu bastante em relação a três anos atrás", enfatizou a assessora técnica da CNA.

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Eparre

 Revisão da lei orçamentária


Caso se queira impedir que as corporações de ofício se apropriem do orçamento público em benefício próprio como tem acontecido, está na hora de rever a ?autarquização? de cada Poder na estipulação dos respectivos orçamentos. A ?farra do boi? dos supersalários precisa ser revista sob pena se ter um ?subsídio? simplesmente figurativo e o grosso das remunerações acontecerem por acréscimos sem quaisquer incidências tributárias como ocorre atualmente.

 Supersalário e vergonha nacional


Quando não é catástrofe, "delação monstruosa" e outros delitos, há o comparecimento regular de Mato Grosso na mídia nacional pelo que acontece de pior em seu território e nas respectivas instituições. O supersalário de juízes é um exemplo que traz uma verdade embutida: o Judiciário nunca respeitou a lei no que se refere a salários. E, com isso, não se deseja que a magistratura seja mal remunerada, apenas, que seja remunerada sem se transformar numa casta.

 Apropriação do Orçamento Público


No princípio - a atribuição do poder de elaborar o próprio orçamento - desejava-se, tão somente, que uma eventual hipertrofia do Executivo não deixasse os demais poderes à míngua. Era um desejo legítimo. Foi conspurcado ao longo de décadas de péssima gestão.

 Expedientes para ampliar benefícios


E o Judiciário age da forma mais desabrida possível quando se trata dos próprios interesses corporativos. Começou pelo nepotismo - nomeação de parentes e apaniguados, agora reduzida apenas a parentes - e estipulação de vantagens que não eram divulgadas ao grande público. A obrigatoriedade da publicação ainda não desvendou a ?caixa preta? mas já permite ao contribuinte escandalizar-se com os supersalários.

 A autarquização e espeto geral


O que se observa é o fenômeno da "autarquização" no que se refere ao poder de estipular o próprio orçamento e pendurar a conta no Executivo. A Defensoria Pública também virou uma "autarquia" que se gerencia. Assim, no caminho do Judiciário, Legislativo, Tribunal de Contas, Defensoria Pública envereda-se para o "espeto geral" no Executivo e, por tabela, diretamente no bolso do contribuinte indefeso e indefensável diante da gula pantagruélica das corporações de ofício.

Eparre

Terça, 15 de agosto de 2017

Vocês estão todos no grampo. Se não for ilegalmente alguém da Justiça já deve ter determinado grampo em vocês. Ta todo mundo quietinho e aprovando prisão de qualquer jeito e vocês acham que prisão é pro cara ficar no bem bom?

Sexta, 04 de agosto de 2017
Ubiraci Carvalho
Caramba! Que rolo togado esses tais grampos. É um envolvendo o outro e outro envolvendo o um e mais um. VOte.

Sexta, 04 de agosto de 2017
K.W
Por mais que o povão gosta da desgraça alheia é bom ficar claro que prisão não é sala de suplício. Ou precisa desenhar?

Sexta, 04 de agosto de 2017
Odacil Ferreira
Gosto da informação apurada como estas que vcs publicam. E a seriedade com que tratam o assunto. As posições onde vcs se expressam através da coluna são absolutamente corretas. Querem fazer os militares bodes expiatórios e passarem por cima das leis. Onde já se viu querer mandar um coronel ex-comandante da PM, um ex-chefe da Casa Militar para um Presídio de segurança máxima? Regime Diferenciado é para cumprimento de pena ou excepecionalíssimo e não para servir a mesquinharias e a jogo de vaidades.

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