Cuiabá (MT), segunda, 21 de maio de 2018
Turma do Epa
Terça, 12 de dezembro de 2017, 14h41
Chapeu política

CPMI da JBS: relatório pede indiciamento de Janot, irmãos Batista e mais três

Se aprovado na Comissão, o relatório é enviado como um documento de sugestões para os órgãos competentes.
Agência Brasil  / Cuiabá-MT

 O deputado Carlos Marun (PMDB-MS) pediu, no relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS, o indiciamento do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot e do procurador da República Eduardo Pellela, que foi chefe de gabinete de Janot. Os dois, acusados pelo relator dos crimes de prevaricação e abuso de autoridade, se negaram a comparecer à Comissão para prestar esclarecimentos.

No relatório de 326 páginas, apresentado hoje (12), Marun também pede o indiciamento dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS e sócios do grupo J&F, e do ex-executivo da JBS, Ricardo Saud, e do ex-procurador da República Marcelo Miller. Os irmãos Batista e Saud compareceram à CPMI e exerceram o direito constitucional de permanecer calados. Já Miller respondeu às perguntas dos parlamentares, mas não convenceu o relator.

No caso dos irmãos Batista, Marun pede o indiciamento deles pelos crimes de corrupção ativa, uso indevido de informação privilegiada e manipulação de mercado. O indiciamento de Saud por é pedido por motivo de corrupção ativa e o de Miller, por corrupção passiva e improbidade administrativa, entre outros.

Se aprovado na Comissão, o relatório é enviado como um documento de sugestões para os órgãos competentes.

Temer

O relator da CPMI concluiu que as acusações de Rodrigo Janot que levaram às duas denúncias contra o presidente da República, Michel Temer, são infundadas.

Para Marun, as práticas dos executivos da J&F reveladas com as operações policiais, que ele avaliou no documento como “espúrias”, fizeram com que o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, aproveitasse a oportunidade e o cargo que ocupava para “dar azo a uma infundada acusação em face do presidente da República". Ele considerou que a acusação "estava calcada em meios de prova frágeis e inidôneos produzidos pelos irmãos Batista, que lhe garantiram, através da concessão do Parquet, a completa imunidade penal e a manutenção dos bens de sua propriedade que foram angariados mediante a empreitada criminosa ao longo do tempo, além da subscrição do pacto em tempo recorde”, destaca o documento.

Ainda em defesa de Temer, Marun acusa o ex-procurador-geral da República de tentar, "com seu ato travestido de legalidade, derrubar o representante máximo da democracia brasileira, visto que, caso tivesse ocorrido o regular processamento da exordial acusatória, estaria ele impedido de continuar governando a nação”

O relator da CPMI também destaca que toda a acusação teve apenas como fundamento a gravação de uma conversa travada entre o presidente da República e Joesley Batista o que, segundo Marun, não revela a prática de qualquer ato criminoso por parte de Temer.

Sobre o encontro de Temer e Joesley fora da agenda oficial, no Palácio do Jaburu, no qual o empresário gravou o diálogo com o presidente, o deputado disse que “trata-se de atividade inerente ao mandato lidar com autoridades e com os maiores representantes do empresariado nacional, visando ao bem da sociedade brasileira. Cabe destacar, por oportuno, que tal atividade ocorre diuturnamente em todos os Poderes da República, fazendo parte do próprio ofício da autoridade”, justificou.

Recomendações

O deputado Carlos Marun pede que o relatório seja encaminhado aos órgãos estaduais e federal do Ministério Público e também às polícias estaduais à Polícia Federal, conforme as respectivas competências e atribuições, para ciência dos indiciamentos levados a efeito pela CPMI e providências pertinentes.

Há ainda a recomendação ao Ministério Público Federal para que aprofunde as investigações relativas ao ex-procurador da República Marcello Miller e também a Joesley e Wesley Batista e a Ricardo Saud.

Em relação a Janot e Eduardo Pelella, Marun pede para que a conduta deles seja avaliada, sob o aspecto administrativo-disciplinar, e que a Procuradoria-Geral da República encaminhe ao órgão competente.

Histórico

A comissão foi instalada em 5 de setembro deste ano, para investigar, no prazo de até 120 dias, irregularidades envolvendo a empresa JBS em operações realizadas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ocorridas entre os anos de 2007 e 2016.


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Eparre

 Candidatura firme


Taques tinha, no início, diversos opositores, mas, com o andar da carruagem, o número de competidores foi se reduzindo e, apesar do desgaste, o governador vai se candidatar à reeleição. Aos observadores mais atentos, no entanto, parece que a aproximação das eleições não mudou o jeito e o estilo do chefe do Paiaguás. Para alguns continua habitualmente azedo, para outros mal educado, mas, para alguns, sempre educado. É a definição que mais se arrisca.

 Educado


A depender, ainda, do interlocutor, Taques trata seus interlocutores de forma polida. Daí ao reconhecimento de que é uma pessoa "educada", certamente no sentido de bons modos. Há quem se diga do círculo mais próximo e que só sabe dizer que o governador é uma esfinge. A Esfinge é o exemplo de construção mais enigmática da história do Antigo Egito. Alguns historiadores não a caracterizam como necessariamente má. Por outro lado, há quem não entenda como boa.

 "Eleição, nascimento e garimpo só depois da apuração"


Garimpeiros mais antigos costumam definir a imprecisão dos resultados de uma frente de lavra depois que desmontam o barranco, peneiram o material, para, ao final do longo processo, concentrar todo o trabalho numa bateia. São instantes de ansiedade que levam o garimpeiro a aguardar o surgimento dos primeiros sinais do metal amarelo. Os giros finais e a sedimentação do ouro definem o "resumo da bateia". Daí o dito popular: sexo de uma criança, só depois de nascer (antes não existia ultrassom). Eleição, só depois de fechadas as urnas e contados os votos: "apuração". Daí a tríade que compõe o famoso adágio popular.

 Congestionamento para o Senado


Há, pelo menos, 7 candidaturas senatoriais. Haverá outras mais. Alguns balões de ensaio e outras pra valer. E o curioso é que todos os candidatos ao Senado buscam votos para segunda vaga. Corre o risco de "a segunda vaga" se transformar em primeira. Em outras palavras, resultado absolutamente lotérico no atual estágio. Jay(i)me, nem precisa dizer, parece reinar, por enquanto, sem grandes problemas em ser apresentado como o "primeiro" voto ao Senado.

 Denuncia "surpresa" contra Maggi


A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, apresentou denúncia contra o Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, Alencar Soares e Sérgio Ricardo. Trata-se, ainda, da transação envolvendo vaga para o Tribunal de Contas do Estado. A notícia causou uma certa estupefação na tarde de ontem (2), mas, "o mundo gira e a Lusitana roda".

Eparre

Sexta, 16 de fevereiro de 2018
K.W.
Estranha a edição. Essas agressões na Fecomercio não são gratuitas. Há muita sede de poder. Só pode.

Sexta, 15 de dezembro de 2017
Juvenal
Respondendo ao amigo.
Ficou para depois do carnaval..
Vai Brasillll!!!

Sexta, 08 de dezembro de 2017
Roberto Alves
Alguém acredita que a reforma da previdência sai em 2017?

Terça, 15 de agosto de 2017

Vocês estão todos no grampo. Se não for ilegalmente alguém da Justiça já deve ter determinado grampo em vocês. Ta todo mundo quietinho e aprovando prisão de qualquer jeito e vocês acham que prisão é pro cara ficar no bem bom?

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