Cuiabá (MT), domingo, 23 de setembro de 2018
Turma do Epa
Quarta, 21 de fevereiro de 2018, 18h57
Chapeu MUDANÇAS

Desistência de Maggi altera sucessão

Está muito difícil ser Oposição, apesar dos descontentes
Itamar Perenha  / Cuiabá-MT

Maggi marcou para a próxima semana uma coletiva de imprensa onde anunciará seu futuro político.
Melhor.
Nenhum futuro político-eleitoral. Permanece no governo até o fim do mandato de Temer.
Descomplica a sucessão já que Taques se movimenta para um WO de lideranças capazes de o confrontar.
Isso significa candidaturas contrárias irrelevantes.
Apenas a vaga hipótese de convencerem Ságuas Moraes a continuar na política e ir para o sacrifício.

A trajetória de Maggi

Os Maggi nunca estiveram longe da política, ao contrário, Blairo chegou a ser suplente de Jonas Pinheiro e fez uma discreta aparição no Senado.

Blairo se elegeu governador graças a uma divisão suicida no PSDB, entre os grupos de Roberto França e Dante, já que o primeiro via a sua vez de ser governador quando foi atropelado por Antero Paes de Barros.
Nesse vácuo e com apoio de França, Blairo se elegeu governador no primeiro turno por uma diferença de 0,5% em relação a Antero e se firmou politicamente.

Pegou um Estado ajustado, depois do tumulto do primeiro mandato de Dante que, ainda no PDT, chegou a cunhar a "pantaneta" para tentar driblar a crise econômica.

O ex-governador migrou para o tucanato e ajustou o novo figurino já que nunca foi "brizolista", e, sim, fruto de uma criação udenista do velho Sebastião "Paraná".
O resto é mito decorrente da Emenda das Diretas.

Um texto enxuto que, por força de seu padrinho, Ulysses Guimarães, afastou várias outras e, principalmente, a de Lisaneas Maciel para que este não ocupasse o proscenio da Oposição.

Nada melhor do que uma emenda de um deputado de primeiro mandato, desconhecido, cavado nos sertões, para não açular ânimos no MDB que já começava a infiltrar-se de "arenistas" que percebiam os novos ventos do poder.

Decerto não contaram com a astúcia de Dante que cravou as esporas na emenda e saiu pelo Brasil, com lideranças do porte de Brizola, então governador do Rio, que inaugurou a temporada das diretas com um portentoso comício na Cinelandia. 
Incorporaram Lula e outros, para um ato em São Paulo que, praticamente, selou os destinos do regime militar e com isto Dante fez carreira meteórica, conquistando, a Prefeitura da capital, indo para o Ministério da Reforma Agrária, no governo Sarney, reelegendo-se prefeito e chegando ao governo do Estado.

Antero, na verdade, nunca foi pupilo de Dante. Foi, sim, inspirador de Dante que, por sua vez, impulsionou a carreira eleitoral do ex-senador.

A eleição de Blairo Maggi sepultou, de vez, as antigas lideranças e o tucanato se manteve esfacelado, com o PDT, de sonhos grandiosos, servindo como mera "legenda de aluguel" para o próprio Taques (depois de ter servido a Dante), com o atual governador incorporando, ao que tudo indica, definitivamente, bico e penas de tucano.

A sucessão

Taques não chegou a ser um senador brilhante. Elegeu-se, também, graças à briga entre Serys e Abicalil, com a derrota da primeira, desejosa de prosseguir no Senado, almejado pelo ex-deputado federal petista.
O mandato "caiu no colo" de Pedro Taques que aproveitou a brecha e conquistou o mandato na esteira de Blairo Maggi e, depois do Senado, chegou ao governo sufragado pelo desastre Silval e embalado pela onda moralista que se iniciava.
Pedro Taques herdou um Estado em processo falimentar, com leis aprovadas para agradar a corporação de servidores que desfrutaram, neste período, de um aumento real de 70% dos salários, algo inimaginável e com direito a rusgas pela RGA - recomposição geral anual - que impediu a inflação de fazer um nivelamento racional na folha de pagamentos, por mais que esta constatação seja antipática.

Governo dos salários

Taques faz o "governo dos salários" e o Estado só não se transformou num "Rio de Janeiro" pela gerência dura e pela disposição de suportar os desgastes dos enfrentamentos com o funcionalismo, uma estratégia equivocada onde o governador foi seguidamente batido, pois, os reajustes e planos de carreira, promoções e outros elementos que aceleraram o crescimento vegetativo da folha já estavam incorporados por leis votadas na gestão Silval que apenas contratou a conta para ser paga pelo sucessor.

Ausencia de lideranças

Só a ausencia de lideranças pode facilitar a reeleição de Taques.
As mágoas do funcionalismo vão levar a categoria, mais uma vez, a lutar contra o governador.

A derrota de Wilson Santos na sua tentativa de voltar à Prefeitura causou menos prejuízo, hoje, ao deputado do que à própria população, envolta por uma administração preguiçosa, comprometida pelo compadrio e pelo flagrante do, então, deputado Emanuel Pinheiro (PMDB), filmado enchendo os bolsos de dinheiro.

A saída de Blairo não facilita a vida de Pedro Taques dada a aprovação popular ao Ministro da Agricultura, apesar de seus problemas com a Justiça.
Maggi superou a desastrada operação da Polícia Federal, "Carne Fraca", recompôs relações com os mercados tradicionais, incorporou novos, fez modificações nas regras de inspeção federal e preservou os investimentos federais no agronegócio, mantendo-o, de certa forma, ao largo da crise embora o agro tenha força própria.

A saída eleitoral para Taques passa, necessariamente, pela reunião de Jaime, Mauro e, agora, alguém chancelado por Maggi para compor a chapa, o que afastaria Wellington Fagundes do pleito apesar de conforto de disputar uma eleição no meio do mandato de senador, numa condição em que a derrota seria absorvida na legislatura subsequente.

O destino de Maggi?

Blairo fala, candidamente, em deixar a política eleitoral.
Volta a gerir os próprios negócios depois que a AMAGGI teve o mesmo desempenho de sua trajetória política e se alinha entre as grandes tradings no mercado de commodities.
Mantem relações profícuas com o Rabobank e incorporou outros agentes financeiros internacionais às suas relações e área de influencia.
E, por último, dizem - apesar de não confirmado - que o Banco Amaggi já teria credenciais para funcionar.
A conferir.


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Eparre

 Sufoco


Pedro Taques está no sufoco. Vê o fim do mandato sem vislumbrar uma perspectiva de renovação. Há apostas de que a carreira política do governador termina em 31/12 engolfada pelas incoerências que não conseguiu suplantar.

 Resistencia


O Comitê Eleitoral de Taques vai levar a resistência até o final numa aposta de que MM reflua num segundo turno como já aconteceu anteriormente por mais que eleições não se repetem. As defecções que podem afetar o governador na reta final ainda não se verificaram e a diáspora, por enquanto, parece contida.

 Renovação ou mais do mesmo?


Há quem aposte numa renovação nos quadros da Assembleia Legislativa, mas, fala-se, pelos cantos, em mais do mesmo. Tem-se uma razão: após a onda de prisões preventivas ou temporárias ou noticiário se amenizou e trouxe esperanças a quem pretende continuar. Por enquanto, dúvida atroz.

 Calote da AL


A Assembleia Legislativa vem usando um expediente para serenar os ânimos da mídia: renovar as esperanças de recebimento de valores que sequer foram processados no ano devido (2016). A "Notificação Extrajudicial" promovida pelos prejudicados, se não foram perfiladas nos tais "Restos a Pagar" serão apenas mais uma frustração. A operação.

 Cala a boca


A operação recebeu um nome bem apropriado: "Cala a boca". Os esperançosos de que os trocados irriguem os cofres preferem não se exaltar, mas, os endividados não parecem dispostos a buscar um eventual SPCiro para se haverem com as respectivas obrigações.

 Operação Esparadrapo


O Executivo preferiu outro caminho: processou devidamente os Restos a Pagar e editou um decreto para garantir o pagamento das dívidas em 11 meses sem juros ou correção monetária. Ninguém garante, no entanto, que um novo chefe, apesar da impessoalidade da administração pública, leve isso a sério quando assumir. Esta operação tem recebido um nome hospitalar: "Esparadrapo".

Eparre

Sexta, 16 de fevereiro de 2018
K.W.
Estranha a edição. Essas agressões na Fecomercio não são gratuitas. Há muita sede de poder. Só pode.

Sexta, 15 de dezembro de 2017
Juvenal
Respondendo ao amigo.
Ficou para depois do carnaval..
Vai Brasillll!!!

Sexta, 08 de dezembro de 2017
Roberto Alves
Alguém acredita que a reforma da previdência sai em 2017?

Terça, 15 de agosto de 2017

Vocês estão todos no grampo. Se não for ilegalmente alguém da Justiça já deve ter determinado grampo em vocês. Ta todo mundo quietinho e aprovando prisão de qualquer jeito e vocês acham que prisão é pro cara ficar no bem bom?

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