Cuiabá (MT), segunda, 18 de junho de 2018
Turma do Epa
Quarta, 21 de fevereiro de 2018, 18h57
Chapeu MUDANÇAS

Desistência de Maggi altera sucessão

Está muito difícil ser Oposição, apesar dos descontentes
Itamar Perenha  / Cuiabá-MT

Maggi marcou para a próxima semana uma coletiva de imprensa onde anunciará seu futuro político.
Melhor.
Nenhum futuro político-eleitoral. Permanece no governo até o fim do mandato de Temer.
Descomplica a sucessão já que Taques se movimenta para um WO de lideranças capazes de o confrontar.
Isso significa candidaturas contrárias irrelevantes.
Apenas a vaga hipótese de convencerem Ságuas Moraes a continuar na política e ir para o sacrifício.

A trajetória de Maggi

Os Maggi nunca estiveram longe da política, ao contrário, Blairo chegou a ser suplente de Jonas Pinheiro e fez uma discreta aparição no Senado.

Blairo se elegeu governador graças a uma divisão suicida no PSDB, entre os grupos de Roberto França e Dante, já que o primeiro via a sua vez de ser governador quando foi atropelado por Antero Paes de Barros.
Nesse vácuo e com apoio de França, Blairo se elegeu governador no primeiro turno por uma diferença de 0,5% em relação a Antero e se firmou politicamente.

Pegou um Estado ajustado, depois do tumulto do primeiro mandato de Dante que, ainda no PDT, chegou a cunhar a "pantaneta" para tentar driblar a crise econômica.

O ex-governador migrou para o tucanato e ajustou o novo figurino já que nunca foi "brizolista", e, sim, fruto de uma criação udenista do velho Sebastião "Paraná".
O resto é mito decorrente da Emenda das Diretas.

Um texto enxuto que, por força de seu padrinho, Ulysses Guimarães, afastou várias outras e, principalmente, a de Lisaneas Maciel para que este não ocupasse o proscenio da Oposição.

Nada melhor do que uma emenda de um deputado de primeiro mandato, desconhecido, cavado nos sertões, para não açular ânimos no MDB que já começava a infiltrar-se de "arenistas" que percebiam os novos ventos do poder.

Decerto não contaram com a astúcia de Dante que cravou as esporas na emenda e saiu pelo Brasil, com lideranças do porte de Brizola, então governador do Rio, que inaugurou a temporada das diretas com um portentoso comício na Cinelandia. 
Incorporaram Lula e outros, para um ato em São Paulo que, praticamente, selou os destinos do regime militar e com isto Dante fez carreira meteórica, conquistando, a Prefeitura da capital, indo para o Ministério da Reforma Agrária, no governo Sarney, reelegendo-se prefeito e chegando ao governo do Estado.

Antero, na verdade, nunca foi pupilo de Dante. Foi, sim, inspirador de Dante que, por sua vez, impulsionou a carreira eleitoral do ex-senador.

A eleição de Blairo Maggi sepultou, de vez, as antigas lideranças e o tucanato se manteve esfacelado, com o PDT, de sonhos grandiosos, servindo como mera "legenda de aluguel" para o próprio Taques (depois de ter servido a Dante), com o atual governador incorporando, ao que tudo indica, definitivamente, bico e penas de tucano.

A sucessão

Taques não chegou a ser um senador brilhante. Elegeu-se, também, graças à briga entre Serys e Abicalil, com a derrota da primeira, desejosa de prosseguir no Senado, almejado pelo ex-deputado federal petista.
O mandato "caiu no colo" de Pedro Taques que aproveitou a brecha e conquistou o mandato na esteira de Blairo Maggi e, depois do Senado, chegou ao governo sufragado pelo desastre Silval e embalado pela onda moralista que se iniciava.
Pedro Taques herdou um Estado em processo falimentar, com leis aprovadas para agradar a corporação de servidores que desfrutaram, neste período, de um aumento real de 70% dos salários, algo inimaginável e com direito a rusgas pela RGA - recomposição geral anual - que impediu a inflação de fazer um nivelamento racional na folha de pagamentos, por mais que esta constatação seja antipática.

Governo dos salários

Taques faz o "governo dos salários" e o Estado só não se transformou num "Rio de Janeiro" pela gerência dura e pela disposição de suportar os desgastes dos enfrentamentos com o funcionalismo, uma estratégia equivocada onde o governador foi seguidamente batido, pois, os reajustes e planos de carreira, promoções e outros elementos que aceleraram o crescimento vegetativo da folha já estavam incorporados por leis votadas na gestão Silval que apenas contratou a conta para ser paga pelo sucessor.

Ausencia de lideranças

Só a ausencia de lideranças pode facilitar a reeleição de Taques.
As mágoas do funcionalismo vão levar a categoria, mais uma vez, a lutar contra o governador.

A derrota de Wilson Santos na sua tentativa de voltar à Prefeitura causou menos prejuízo, hoje, ao deputado do que à própria população, envolta por uma administração preguiçosa, comprometida pelo compadrio e pelo flagrante do, então, deputado Emanuel Pinheiro (PMDB), filmado enchendo os bolsos de dinheiro.

A saída de Blairo não facilita a vida de Pedro Taques dada a aprovação popular ao Ministro da Agricultura, apesar de seus problemas com a Justiça.
Maggi superou a desastrada operação da Polícia Federal, "Carne Fraca", recompôs relações com os mercados tradicionais, incorporou novos, fez modificações nas regras de inspeção federal e preservou os investimentos federais no agronegócio, mantendo-o, de certa forma, ao largo da crise embora o agro tenha força própria.

A saída eleitoral para Taques passa, necessariamente, pela reunião de Jaime, Mauro e, agora, alguém chancelado por Maggi para compor a chapa, o que afastaria Wellington Fagundes do pleito apesar de conforto de disputar uma eleição no meio do mandato de senador, numa condição em que a derrota seria absorvida na legislatura subsequente.

O destino de Maggi?

Blairo fala, candidamente, em deixar a política eleitoral.
Volta a gerir os próprios negócios depois que a AMAGGI teve o mesmo desempenho de sua trajetória política e se alinha entre as grandes tradings no mercado de commodities.
Mantem relações profícuas com o Rabobank e incorporou outros agentes financeiros internacionais às suas relações e área de influencia.
E, por último, dizem - apesar de não confirmado - que o Banco Amaggi já teria credenciais para funcionar.
A conferir.


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 Campanha confusa


Há uma imensa articulação para o Caixa 2 conduzida pelos candidatos nas eleições proporcionais. Como a lição não parece ter sido aprendida e há muita gente precisando do mandato para se manter em liberdade tudo indica que não se verá grandes modificações na composição do Parlamento, tanto federal quanto estadual.

 Majoritária indefinida


Mauro Mendes protagoniza o suspense. Não diz que sim, nem que não. Muita gente gostaria que o quadro para candidatos a governador estivesse definido. Por enquanto continua apenas no nível de desejo. A Copa do Mundo não parece ter despertado tanto entusiasmo.

 Frio na fria


Os candidatos, em decorrência das competições, raciocinam com eleições anteriores, devidamente esquecidos de que o país vive um momento atípico e caminhando para uma encruzilhada. Até onde vai o aprofundamento do golpe ante a deterioração econômica que se vive? Ou seja, é uma "fria" no frio que parece ter dado uma trégua mas deve retornar.

 A escolha do candidato


O eleitorado está mais exigente em relação às candidaturas e hoje privilegia a "honestidade" em detrimento da "experiência". Isso significa que trajetória política anterior pode, inclusive, colocar em risco a biografia do candidato. Políticos profissionais caminham para a rejeição, mas, como detêm a máquina partidária na mão vão fintar tudo e todos para chegarem lá.

 Legalidade formal


A atipicidade do momento eleitoral em que a principal liderança política do país, Lula, continua na prisão transtorna o ambiente de pesquisas eleitorais. O PT continua com um grande "ativo político" que deve ganhar mais relevância ainda se mantido preso. Será a resposta à Justiça que não respondeu às normas e tratou de criar "para situações excepcionais, soluções excepcionais". Ingressamos, portanto, numa moderna ditadura sob o disfarce da legalidade formal.

 Regime de exceção


Só um regime de exceção promoveria o julgamento de Lula em tempo recorde:menos de 18 meses entre a denúncia e a condenação em segunda instância. A mesma pressa não se observa quanto à admissibilidade de recursos às instâncias superiores: Recurso Especial ao Superior Tribunal de Justiça e Recurso Extraordinário ao Supremo Tribunal Federal. E os "togados" não gostam do rótulo de "golpistas". Alguns, de fato, não o são. Mas, apenas alguns.

Eparre

Sexta, 16 de fevereiro de 2018
K.W.
Estranha a edição. Essas agressões na Fecomercio não são gratuitas. Há muita sede de poder. Só pode.

Sexta, 15 de dezembro de 2017
Juvenal
Respondendo ao amigo.
Ficou para depois do carnaval..
Vai Brasillll!!!

Sexta, 08 de dezembro de 2017
Roberto Alves
Alguém acredita que a reforma da previdência sai em 2017?

Terça, 15 de agosto de 2017

Vocês estão todos no grampo. Se não for ilegalmente alguém da Justiça já deve ter determinado grampo em vocês. Ta todo mundo quietinho e aprovando prisão de qualquer jeito e vocês acham que prisão é pro cara ficar no bem bom?

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Red Bull te dá asas! E não é que ele levou a sério.
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