Cuiabá (MT), sábado, 15 de dezembro de 2018
Turma do Epa
Quarta, 21 de fevereiro de 2018, 18h57
Chapeu MUDANÇAS

Desistência de Maggi altera sucessão

Está muito difícil ser Oposição, apesar dos descontentes
Itamar Perenha  / Cuiabá-MT

Maggi marcou para a próxima semana uma coletiva de imprensa onde anunciará seu futuro político.
Melhor.
Nenhum futuro político-eleitoral. Permanece no governo até o fim do mandato de Temer.
Descomplica a sucessão já que Taques se movimenta para um WO de lideranças capazes de o confrontar.
Isso significa candidaturas contrárias irrelevantes.
Apenas a vaga hipótese de convencerem Ságuas Moraes a continuar na política e ir para o sacrifício.

A trajetória de Maggi

Os Maggi nunca estiveram longe da política, ao contrário, Blairo chegou a ser suplente de Jonas Pinheiro e fez uma discreta aparição no Senado.

Blairo se elegeu governador graças a uma divisão suicida no PSDB, entre os grupos de Roberto França e Dante, já que o primeiro via a sua vez de ser governador quando foi atropelado por Antero Paes de Barros.
Nesse vácuo e com apoio de França, Blairo se elegeu governador no primeiro turno por uma diferença de 0,5% em relação a Antero e se firmou politicamente.

Pegou um Estado ajustado, depois do tumulto do primeiro mandato de Dante que, ainda no PDT, chegou a cunhar a "pantaneta" para tentar driblar a crise econômica.

O ex-governador migrou para o tucanato e ajustou o novo figurino já que nunca foi "brizolista", e, sim, fruto de uma criação udenista do velho Sebastião "Paraná".
O resto é mito decorrente da Emenda das Diretas.

Um texto enxuto que, por força de seu padrinho, Ulysses Guimarães, afastou várias outras e, principalmente, a de Lisaneas Maciel para que este não ocupasse o proscenio da Oposição.

Nada melhor do que uma emenda de um deputado de primeiro mandato, desconhecido, cavado nos sertões, para não açular ânimos no MDB que já começava a infiltrar-se de "arenistas" que percebiam os novos ventos do poder.

Decerto não contaram com a astúcia de Dante que cravou as esporas na emenda e saiu pelo Brasil, com lideranças do porte de Brizola, então governador do Rio, que inaugurou a temporada das diretas com um portentoso comício na Cinelandia. 
Incorporaram Lula e outros, para um ato em São Paulo que, praticamente, selou os destinos do regime militar e com isto Dante fez carreira meteórica, conquistando, a Prefeitura da capital, indo para o Ministério da Reforma Agrária, no governo Sarney, reelegendo-se prefeito e chegando ao governo do Estado.

Antero, na verdade, nunca foi pupilo de Dante. Foi, sim, inspirador de Dante que, por sua vez, impulsionou a carreira eleitoral do ex-senador.

A eleição de Blairo Maggi sepultou, de vez, as antigas lideranças e o tucanato se manteve esfacelado, com o PDT, de sonhos grandiosos, servindo como mera "legenda de aluguel" para o próprio Taques (depois de ter servido a Dante), com o atual governador incorporando, ao que tudo indica, definitivamente, bico e penas de tucano.

A sucessão

Taques não chegou a ser um senador brilhante. Elegeu-se, também, graças à briga entre Serys e Abicalil, com a derrota da primeira, desejosa de prosseguir no Senado, almejado pelo ex-deputado federal petista.
O mandato "caiu no colo" de Pedro Taques que aproveitou a brecha e conquistou o mandato na esteira de Blairo Maggi e, depois do Senado, chegou ao governo sufragado pelo desastre Silval e embalado pela onda moralista que se iniciava.
Pedro Taques herdou um Estado em processo falimentar, com leis aprovadas para agradar a corporação de servidores que desfrutaram, neste período, de um aumento real de 70% dos salários, algo inimaginável e com direito a rusgas pela RGA - recomposição geral anual - que impediu a inflação de fazer um nivelamento racional na folha de pagamentos, por mais que esta constatação seja antipática.

Governo dos salários

Taques faz o "governo dos salários" e o Estado só não se transformou num "Rio de Janeiro" pela gerência dura e pela disposição de suportar os desgastes dos enfrentamentos com o funcionalismo, uma estratégia equivocada onde o governador foi seguidamente batido, pois, os reajustes e planos de carreira, promoções e outros elementos que aceleraram o crescimento vegetativo da folha já estavam incorporados por leis votadas na gestão Silval que apenas contratou a conta para ser paga pelo sucessor.

Ausencia de lideranças

Só a ausencia de lideranças pode facilitar a reeleição de Taques.
As mágoas do funcionalismo vão levar a categoria, mais uma vez, a lutar contra o governador.

A derrota de Wilson Santos na sua tentativa de voltar à Prefeitura causou menos prejuízo, hoje, ao deputado do que à própria população, envolta por uma administração preguiçosa, comprometida pelo compadrio e pelo flagrante do, então, deputado Emanuel Pinheiro (PMDB), filmado enchendo os bolsos de dinheiro.

A saída de Blairo não facilita a vida de Pedro Taques dada a aprovação popular ao Ministro da Agricultura, apesar de seus problemas com a Justiça.
Maggi superou a desastrada operação da Polícia Federal, "Carne Fraca", recompôs relações com os mercados tradicionais, incorporou novos, fez modificações nas regras de inspeção federal e preservou os investimentos federais no agronegócio, mantendo-o, de certa forma, ao largo da crise embora o agro tenha força própria.

A saída eleitoral para Taques passa, necessariamente, pela reunião de Jaime, Mauro e, agora, alguém chancelado por Maggi para compor a chapa, o que afastaria Wellington Fagundes do pleito apesar de conforto de disputar uma eleição no meio do mandato de senador, numa condição em que a derrota seria absorvida na legislatura subsequente.

O destino de Maggi?

Blairo fala, candidamente, em deixar a política eleitoral.
Volta a gerir os próprios negócios depois que a AMAGGI teve o mesmo desempenho de sua trajetória política e se alinha entre as grandes tradings no mercado de commodities.
Mantem relações profícuas com o Rabobank e incorporou outros agentes financeiros internacionais às suas relações e área de influencia.
E, por último, dizem - apesar de não confirmado - que o Banco Amaggi já teria credenciais para funcionar.
A conferir.


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Eparre

 Choro


As eleições passaram e, como é natural, os derrotados entram no período de catarse, para depois, de forma racional avaliarem os erros e se reciclarem para as próximas eleições sem perder de vista que a democracia é a alternância do poder.

 Ranger de dentes


As disputas, em todos os níveis, adotaram um tom francamente belicista e com uma novidade: a profusão de Fake News (mentiras) difundidas pelas redes sociais, em especial pelo aplicativo whatszapp, numa escala inédito e com características de uma autêntica "guerra híbrida". Há muita maracutaia camuflada e que ainda pode aflorar embora nessa área de TI, os Tribunais Eleitorais e o próprio TSE se revelaram totalmente despreparados para impedir a propagação de notícias falsas.

 Papo furado


O ministro Fux, que ocupou a presidência do TSE, fez muita viagem, inclusive pela Europa, acenando com as consequências das "Fake News" com possibilidade, inclusive, de anular uma eleição. É mais uma das muitas fanfarronices do ministro conhecido por "peruqueiro" já que usa o complementa para dar trato à silhueta com uma vasta cabeleira e acentuado topete. Algo tão falso quanto as suas próprias opiniões no estilo "biruta de aeroporto".

 Deu no que deu


Confrontos inúteis, falhas amadoras nas relações com a imponente casta do funcionalismo público, foram o pano de fundo para a derrota de Pedro Taques que sequer conseguiu levar a eleição para um segundo turno, mesmo com a pretensão de Wellington Fagundes. Se existe algo mais conservador do que o "tucanato", a rejeição ao governador de saída merece toda a culpa. O eleitor não aprovou a sua gestão.

 Esperanças e...a espera


A candidatura de Mauro Mendes, tanto quanto a de Jayme Campos, era fava contada. A sua gestão à frente da Prefeitura e o fato de ter evitado uma candidatura a reeleição para não reproduzir a "trajetória Wilson Santos" foram decisivas para o afastamento, nem tão afastado, da pretensão de Mauro Mendes chegar ao governo do Estado lastreado no prestígio de sua passagem pela Prefeitura da capital, construído, em grande parcela pelo desmedido apoio do governador Pedro Taques à sua gestão. Méritos próprios, sim, mas com um apoio inegável do governador apeado.

 Corecon, nova fase


Evaldo Silva, um dos líderes da Chapa 2 - "Valorizando o Economista", conseguiu traduzir de forma simbólica o esforço que, ao lado de colegas de ofício, pretende imprimir à gestão, a valorização profissional, resgatando a garra dos antigos associados, representados na homenagem que lhes foi prestada nas figuras do professor Fernando Avalia e da economista Agda Salceco, ainda militante aos 76 anos de idade. Um gesto respeitoso e bastante simbólico.

Eparre

Terça, 25 de setembro de 2018
Jurandir
Tá difícil escolher um candidato a governador. Tirante os desconhecidos, só safados.

Segunda, 24 de setembro de 2018
Luiz Roberto
Acho que o pau vai torar no segundo turno. O MM se não ganhar no primeiro não leva depois. Pode anotar. Quanto ao Corecon é mais uma das brigas como as do CRECI, CREA, CRA, CRM...Se é prestação gratuita de serviços é de estranhar tamanha generosidade. Algum benefício tem. Mesmo indireto, mas tem. Prestígio, por exemplo. Vale mais que dinheiro.

Segunda, 24 de setembro de 2018
Manoel Fernandes
Acho que o Corecon ganhou mais organização e seriedade. Sempre há uma ovelha manca em todo rebanho, mas, essa se machucou sozinha.

Domingo, 23 de setembro de 2018
Edvaldo
Entra conselho e sai conselho, Sindicados e Conselhos Regionais continuam na mesma. Um grupo que entra não quer sair e o que sai sempre quer voltar. Deve ser bom, né?

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