Cuiabá (MT), segunda, 16 de julho de 2018
Turma do Epa
Quarta, 28 de fevereiro de 2018, 22h54
Chapeu SUCESSÃO

Mendes e uma finada candidatura ao governo

A desistência de Maggi em voltar ao Senado põe fim ao projeto
Itamar Perenha  / Cuiabá-MT

A decisão de Blairo Maggi de permanecer no Ministério da Agricultura até o final do governo Temer traz modificações na disputa sucessória.

A cadeira nº1 do Palácio Paiaguás, ocupada atualmente pelo questionado Pedro Taques, candidatíssimo à reeleição, depende apenas de um acidente de percurso para desalojar seu atual ocupante.

A corrente que se desenhava sob a liderança do ministro tinha fôlego suficiente para levar o governador às cordas e garantir uma campanha mais aguerrida.

Mauro Mendes, que deixou a Prefeitura da capital sob fortíssima aprovação, sempre foi uma candidatura cogitada e de indiscutível força política ainda que a sua capacidade de gestão seja, hoje, contrastada pelo mau desempenho de suas empresas.

É um momento delicado para escalar um projeto político e o ex-prefeito sabe disso. Com boa tenência sob as empresas poderá afastá-las do cadafalso e, mais à frente, recuperar o cacife político com uma nova qualidade acrescentada: a de superador de crises.

Estratégia de Taques é W.O.

Neste momento em que o governador assinala que só definirá seu futuro político “depois de comer cangica” – referindo-se a um tradicional costume cuiabano durante a Semana Santa – é apenas uma fórmula para ratificar a candidatura um pouco mais à frente quando a performance de sua gestão melhorar um pouco mais.

Taques não se notabiliza por ser um “político articulado”, mas, é, neste momento de crise por que passa o país e o próprio Estado, um recandidato possível com o embalo que qualquer ocupante do Paiguás tem, naturalmente, pela gerência da máquina pública.

E nesta condição, embora desejáveis, os votos dos servidores que não lhe devotam qualquer afeição, podem até não lhe fazer falta diante da ausência de qualquer opção mais viável agora que o senador Wellington Fagundes (PR) mostra-se enredado na Operação Sanguessuga, um prato que, por certo, seria indigesto num horário eleitoral nestes tempos de moralismo exacerbado.

Enfim, se não tiver quadro melhor, vai-se de Taques mesmo já que algumas candidaturas tendem a se esfarinhar no percurso.

Aliado ou desafeto, MM já era.


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 Campanha confusa


Há uma imensa articulação para o Caixa 2 conduzida pelos candidatos nas eleições proporcionais. Como a lição não parece ter sido aprendida e há muita gente precisando do mandato para se manter em liberdade tudo indica que não se verá grandes modificações na composição do Parlamento, tanto federal quanto estadual.

 Majoritária indefinida


Mauro Mendes protagoniza o suspense. Não diz que sim, nem que não. Muita gente gostaria que o quadro para candidatos a governador estivesse definido. Por enquanto continua apenas no nível de desejo. A Copa do Mundo não parece ter despertado tanto entusiasmo.

 Frio na fria


Os candidatos, em decorrência das competições, raciocinam com eleições anteriores, devidamente esquecidos de que o país vive um momento atípico e caminhando para uma encruzilhada. Até onde vai o aprofundamento do golpe ante a deterioração econômica que se vive? Ou seja, é uma "fria" no frio que parece ter dado uma trégua mas deve retornar.

 A escolha do candidato


O eleitorado está mais exigente em relação às candidaturas e hoje privilegia a "honestidade" em detrimento da "experiência". Isso significa que trajetória política anterior pode, inclusive, colocar em risco a biografia do candidato. Políticos profissionais caminham para a rejeição, mas, como detêm a máquina partidária na mão vão fintar tudo e todos para chegarem lá.

 Legalidade formal


A atipicidade do momento eleitoral em que a principal liderança política do país, Lula, continua na prisão transtorna o ambiente de pesquisas eleitorais. O PT continua com um grande "ativo político" que deve ganhar mais relevância ainda se mantido preso. Será a resposta à Justiça que não respondeu às normas e tratou de criar "para situações excepcionais, soluções excepcionais". Ingressamos, portanto, numa moderna ditadura sob o disfarce da legalidade formal.

 Regime de exceção


Só um regime de exceção promoveria o julgamento de Lula em tempo recorde:menos de 18 meses entre a denúncia e a condenação em segunda instância. A mesma pressa não se observa quanto à admissibilidade de recursos às instâncias superiores: Recurso Especial ao Superior Tribunal de Justiça e Recurso Extraordinário ao Supremo Tribunal Federal. E os "togados" não gostam do rótulo de "golpistas". Alguns, de fato, não o são. Mas, apenas alguns.

Eparre

Sexta, 16 de fevereiro de 2018
K.W.
Estranha a edição. Essas agressões na Fecomercio não são gratuitas. Há muita sede de poder. Só pode.

Sexta, 15 de dezembro de 2017
Juvenal
Respondendo ao amigo.
Ficou para depois do carnaval..
Vai Brasillll!!!

Sexta, 08 de dezembro de 2017
Roberto Alves
Alguém acredita que a reforma da previdência sai em 2017?

Terça, 15 de agosto de 2017

Vocês estão todos no grampo. Se não for ilegalmente alguém da Justiça já deve ter determinado grampo em vocês. Ta todo mundo quietinho e aprovando prisão de qualquer jeito e vocês acham que prisão é pro cara ficar no bem bom?

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