Cuiabá (MT), quinta, 15 de novembro de 2018
Turma do Epa
Quarta, 28 de fevereiro de 2018, 22h54
Chapeu SUCESSÃO

Mendes e uma finada candidatura ao governo

A desistência de Maggi em voltar ao Senado põe fim ao projeto
Itamar Perenha  / Cuiabá-MT

A decisão de Blairo Maggi de permanecer no Ministério da Agricultura até o final do governo Temer traz modificações na disputa sucessória.

A cadeira nº1 do Palácio Paiaguás, ocupada atualmente pelo questionado Pedro Taques, candidatíssimo à reeleição, depende apenas de um acidente de percurso para desalojar seu atual ocupante.

A corrente que se desenhava sob a liderança do ministro tinha fôlego suficiente para levar o governador às cordas e garantir uma campanha mais aguerrida.

Mauro Mendes, que deixou a Prefeitura da capital sob fortíssima aprovação, sempre foi uma candidatura cogitada e de indiscutível força política ainda que a sua capacidade de gestão seja, hoje, contrastada pelo mau desempenho de suas empresas.

É um momento delicado para escalar um projeto político e o ex-prefeito sabe disso. Com boa tenência sob as empresas poderá afastá-las do cadafalso e, mais à frente, recuperar o cacife político com uma nova qualidade acrescentada: a de superador de crises.

Estratégia de Taques é W.O.

Neste momento em que o governador assinala que só definirá seu futuro político “depois de comer cangica” – referindo-se a um tradicional costume cuiabano durante a Semana Santa – é apenas uma fórmula para ratificar a candidatura um pouco mais à frente quando a performance de sua gestão melhorar um pouco mais.

Taques não se notabiliza por ser um “político articulado”, mas, é, neste momento de crise por que passa o país e o próprio Estado, um recandidato possível com o embalo que qualquer ocupante do Paiguás tem, naturalmente, pela gerência da máquina pública.

E nesta condição, embora desejáveis, os votos dos servidores que não lhe devotam qualquer afeição, podem até não lhe fazer falta diante da ausência de qualquer opção mais viável agora que o senador Wellington Fagundes (PR) mostra-se enredado na Operação Sanguessuga, um prato que, por certo, seria indigesto num horário eleitoral nestes tempos de moralismo exacerbado.

Enfim, se não tiver quadro melhor, vai-se de Taques mesmo já que algumas candidaturas tendem a se esfarinhar no percurso.

Aliado ou desafeto, MM já era.


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Eparre

 Choro


As eleições passaram e, como é natural, os derrotados entram no período de catarse, para depois, de forma racional avaliarem os erros e se reciclarem para as próximas eleições sem perder de vista que a democracia é a alternância do poder.

 Ranger de dentes


As disputas, em todos os níveis, adotaram um tom francamente belicista e com uma novidade: a profusão de Fake News (mentiras) difundidas pelas redes sociais, em especial pelo aplicativo whatszapp, numa escala inédito e com características de uma autêntica "guerra híbrida". Há muita maracutaia camuflada e que ainda pode aflorar embora nessa área de TI, os Tribunais Eleitorais e o próprio TSE se revelaram totalmente despreparados para impedir a propagação de notícias falsas.

 Papo furado


O ministro Fux, que ocupou a presidência do TSE, fez muita viagem, inclusive pela Europa, acenando com as consequências das "Fake News" com possibilidade, inclusive, de anular uma eleição. É mais uma das muitas fanfarronices do ministro conhecido por "peruqueiro" já que usa o complementa para dar trato à silhueta com uma vasta cabeleira e acentuado topete. Algo tão falso quanto as suas próprias opiniões no estilo "biruta de aeroporto".

 Deu no que deu


Confrontos inúteis, falhas amadoras nas relações com a imponente casta do funcionalismo público, foram o pano de fundo para a derrota de Pedro Taques que sequer conseguiu levar a eleição para um segundo turno, mesmo com a pretensão de Wellington Fagundes. Se existe algo mais conservador do que o "tucanato", a rejeição ao governador de saída merece toda a culpa. O eleitor não aprovou a sua gestão.

 Esperanças e...a espera


A candidatura de Mauro Mendes, tanto quanto a de Jayme Campos, era fava contada. A sua gestão à frente da Prefeitura e o fato de ter evitado uma candidatura a reeleição para não reproduzir a "trajetória Wilson Santos" foram decisivas para o afastamento, nem tão afastado, da pretensão de Mauro Mendes chegar ao governo do Estado lastreado no prestígio de sua passagem pela Prefeitura da capital, construído, em grande parcela pelo desmedido apoio do governador Pedro Taques à sua gestão. Méritos próprios, sim, mas com um apoio inegável do governador apeado.

 Corecon, nova fase


Evaldo Silva, um dos líderes da Chapa 2 - "Valorizando o Economista", conseguiu traduzir de forma simbólica o esforço que, ao lado de colegas de ofício, pretende imprimir à gestão, a valorização profissional, resgatando a garra dos antigos associados, representados na homenagem que lhes foi prestada nas figuras do professor Fernando Avalia e da economista Agda Salceco, ainda militante aos 76 anos de idade. Um gesto respeitoso e bastante simbólico.

Eparre

Terça, 25 de setembro de 2018
Jurandir
Tá difícil escolher um candidato a governador. Tirante os desconhecidos, só safados.

Segunda, 24 de setembro de 2018
Luiz Roberto
Acho que o pau vai torar no segundo turno. O MM se não ganhar no primeiro não leva depois. Pode anotar. Quanto ao Corecon é mais uma das brigas como as do CRECI, CREA, CRA, CRM...Se é prestação gratuita de serviços é de estranhar tamanha generosidade. Algum benefício tem. Mesmo indireto, mas tem. Prestígio, por exemplo. Vale mais que dinheiro.

Segunda, 24 de setembro de 2018
Manoel Fernandes
Acho que o Corecon ganhou mais organização e seriedade. Sempre há uma ovelha manca em todo rebanho, mas, essa se machucou sozinha.

Domingo, 23 de setembro de 2018
Edvaldo
Entra conselho e sai conselho, Sindicados e Conselhos Regionais continuam na mesma. Um grupo que entra não quer sair e o que sai sempre quer voltar. Deve ser bom, né?

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