Cuiabá (MT), sábado, 15 de dezembro de 2018
Turma do Epa
Segunda, 24 de setembro de 2018, 09h11
Chapeu SUCESSÃO

Eleição no Corecon: confusão à vista

Pente-fino em Chapa 1 resulta em impugnação
Itamar Perenha  / Cuiabá-MT

O Conselho Regional dos Economistas promove a substituição de 1/3 de seus integrantes via disputa de duas chapas no seu processo de renovação periódico.

Os novos ventos que sopram, no entanto, para as entidades representativas apontam uma renovação que foi, aos poucos, eliminando as relações de compadrio, concessões a grupos de interesse ou privilégios e, sobretudo, buscando quadros de boa reputação para que essas organizações se projetem com o devido respeito no campo social.

Crivo rígido

O Corecon avançou tanto em representação quanto em qualidade dos serviços prestados aos seus associados, com a capacitação da estrutura de atendimento e fiscalização do exercício profissional num conjunto de atividades que, de certa forma, remodelou a instituição.

É esse mesmo crivo que trouxe a disputa que busca refletir o espírito que norteia a entidade e que resultou no pedido de impugnação da candidatura de Edisantos Santana, da chapa 01 - "Reforma Econômica", por responder a processos de natureza criminal eleitoral e a outros, próprios da Vara de Família, a lhe responsabilizar condutas reprimidas pela Lei Maria da Penha e até pelo descumprimento de pensões de natureza alimentícia com desdobramento mais severo em âmbito judicial.

Como se tratam de questões que desbordaram para o aspecto público tornou-se inafastável os reflexos da conduta do, agora candidato, ao conjunto que compõe e que a Chapa 02 - "Valorizando o Economista", entende como motivo conspícuo a impedir a participação desse associado na eleição tanto que se opôs à candidatura no prazo legal, 18/09/2018, pontuando as incoerências que implicam, na ótica mais ampla e como organização inserta no contexto da sociedade, na inelegibilidade do candidato.

Entre os elementos a impulsionar a impugnação figuram acusações interpostas pelo Ministério Público Eleitoral (processo 687-35.20016.6.11.0055) a tratar de corrupção e fraude em candidaturas à vereança, violência doméstica (processo criminal 8939-40.2018.811.0042) incluindo pedido de pensão alimentícia (28373-10.2015.811.0042) além de outros procedimentos, também no âmbito da Justiça, a tratarem de irregularidades em prestações de contas eleitorais.

O advogado da Chapa 02, José Márcio de Oliveira, entende que tais violações, além da transgressão a preceitos legais e que alcançaram domínio público, configuram violações ao Código de Ética do Economista pautado por princípios calcados na honestidade e humanidade. Tais fatos agridem o Artigo 12 do Código de Ética e afrontam a própria instituição no seu esforço de manter uma instituição de classe capaz de valer-se da eleição para recompor quadros de qualidade e respeitabilidade social.

Na perspectiva do advogado toda a chapa 01 - "Reforma Econômica" - representada por Renato Gorski poderá ser implicada pelo descuido, mesmo de caráter involuntário, ao indicar membro que não se enquadre no perfil buscado pela entidade nos seus quadros de representação, fato que deverá ser apreciado pela Comissão Eleitoral ressalvando-se o direito de defesa e o devido processo.

Confusão à vista

O que se observa nas eleições de diversas entidades, tanto as de representação sindical quanto aos conselhos de classe ou categoria profissional, é um intenso processo de depuração cujo objetivo é melhorar a qualidade dessas representações e os serviços que prestam à sociedade, tanto de forma direta quando indiretamente ao fiscalizarem o exercício profissional.

Deste movimento têm surgido disputas cada vez mais acirradas, com o reperfilamento de quadros, tornando as entidades mais consentâneas com uma sociedade mais exigente e com um crivo cada vez mais rigoroso sobre as representações, o que, apesar de ânimos mais acirrados, resultam em mobilização e na busca de representantes mais comprometidos.


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Eparre

 Choro


As eleições passaram e, como é natural, os derrotados entram no período de catarse, para depois, de forma racional avaliarem os erros e se reciclarem para as próximas eleições sem perder de vista que a democracia é a alternância do poder.

 Ranger de dentes


As disputas, em todos os níveis, adotaram um tom francamente belicista e com uma novidade: a profusão de Fake News (mentiras) difundidas pelas redes sociais, em especial pelo aplicativo whatszapp, numa escala inédito e com características de uma autêntica "guerra híbrida". Há muita maracutaia camuflada e que ainda pode aflorar embora nessa área de TI, os Tribunais Eleitorais e o próprio TSE se revelaram totalmente despreparados para impedir a propagação de notícias falsas.

 Papo furado


O ministro Fux, que ocupou a presidência do TSE, fez muita viagem, inclusive pela Europa, acenando com as consequências das "Fake News" com possibilidade, inclusive, de anular uma eleição. É mais uma das muitas fanfarronices do ministro conhecido por "peruqueiro" já que usa o complementa para dar trato à silhueta com uma vasta cabeleira e acentuado topete. Algo tão falso quanto as suas próprias opiniões no estilo "biruta de aeroporto".

 Deu no que deu


Confrontos inúteis, falhas amadoras nas relações com a imponente casta do funcionalismo público, foram o pano de fundo para a derrota de Pedro Taques que sequer conseguiu levar a eleição para um segundo turno, mesmo com a pretensão de Wellington Fagundes. Se existe algo mais conservador do que o "tucanato", a rejeição ao governador de saída merece toda a culpa. O eleitor não aprovou a sua gestão.

 Esperanças e...a espera


A candidatura de Mauro Mendes, tanto quanto a de Jayme Campos, era fava contada. A sua gestão à frente da Prefeitura e o fato de ter evitado uma candidatura a reeleição para não reproduzir a "trajetória Wilson Santos" foram decisivas para o afastamento, nem tão afastado, da pretensão de Mauro Mendes chegar ao governo do Estado lastreado no prestígio de sua passagem pela Prefeitura da capital, construído, em grande parcela pelo desmedido apoio do governador Pedro Taques à sua gestão. Méritos próprios, sim, mas com um apoio inegável do governador apeado.

 Corecon, nova fase


Evaldo Silva, um dos líderes da Chapa 2 - "Valorizando o Economista", conseguiu traduzir de forma simbólica o esforço que, ao lado de colegas de ofício, pretende imprimir à gestão, a valorização profissional, resgatando a garra dos antigos associados, representados na homenagem que lhes foi prestada nas figuras do professor Fernando Avalia e da economista Agda Salceco, ainda militante aos 76 anos de idade. Um gesto respeitoso e bastante simbólico.

Eparre

Terça, 25 de setembro de 2018
Jurandir
Tá difícil escolher um candidato a governador. Tirante os desconhecidos, só safados.

Segunda, 24 de setembro de 2018
Luiz Roberto
Acho que o pau vai torar no segundo turno. O MM se não ganhar no primeiro não leva depois. Pode anotar. Quanto ao Corecon é mais uma das brigas como as do CRECI, CREA, CRA, CRM...Se é prestação gratuita de serviços é de estranhar tamanha generosidade. Algum benefício tem. Mesmo indireto, mas tem. Prestígio, por exemplo. Vale mais que dinheiro.

Segunda, 24 de setembro de 2018
Manoel Fernandes
Acho que o Corecon ganhou mais organização e seriedade. Sempre há uma ovelha manca em todo rebanho, mas, essa se machucou sozinha.

Domingo, 23 de setembro de 2018
Edvaldo
Entra conselho e sai conselho, Sindicados e Conselhos Regionais continuam na mesma. Um grupo que entra não quer sair e o que sai sempre quer voltar. Deve ser bom, né?

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