Cuiabá (MT), sexta, 19 de abril de 2019
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Sábado, 01 de março de 2014, 08h58
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Dê preferência à vida

Thiago França


Infelizmente o carnaval não é apenas palco de diversão, descontração e confraternização de alegria e sentimentos. O carnaval é também palco de muitas demonstrações de violência e falhas humanas, tendo como principal delas a violência no trânsito, que todos os anos resultam em inúmeras vidas perdidas.

Os acidentes ocorridos nos últimos anos deixam claro que o principal motivo das ocorrências dos mesmos foi à imprudência no trânsito e consumo de álcool, provando que bebida e direção não se misturam.

O carnaval é possivelmente a época do ano em que é registrado o maior número de violências no trânsito. Uma avaliação feita pelo Instituto de Pesquisas Aplicadas (IPEA) revelou que, somente com acidentes ocorridos durante esse período de folgança ruidosa denominado de carnaval, são esperados prejuízos superiores a R$ 200 milhões.

Esse custo pode representar uma participação superior a 1% de tudo aquilo que, anualmente, é contabilizado como externalidades decorrentes do transporte.

No carnaval passado, apenas nas estradas federais foram 4.165 acidentes, com 2.441 feridos e 213 mortos. Segundo estudos do IPEA, mais dois terços de pessoas feridas perdem a vida nos trintas dias subsequentes ao acidente.

Vale ainda especial registro quanto aos acidentes com motocicletas, que alcançaram grande destaque nos dias de folguedos carnavalescos, quando o número de acidentes com feridos e óbitos aumentou de forma assustadora superando os 30%.

Tendo em conta a média dos últimos cinco anos, 188 pessoas poderiam estar perdendo suas vidas nas festas carnavalescas de 2014. Essa projeção do Instituto Avante Brasil é, no entanto, puramente numérica (estatística). O número real pode ser maior ou menor, porque depende da concorrência de muitos fatores: intensificação da fiscalização em virtude da lei seca, quantidade de deslocamentos, o aumento da frota etc.

O fato e que, infelizmente, de acordo com os especialistas, metade das mortes por acidentes no transito estão relacionadas ao uso do álcool, acontecendo nos finais de semana e envolvendo motoristas jovens.

Estamos convencidos que um trânsito agradável e seguro se faz de motoristas conscientes. E nós, motoristas que estamos acordando para nossas reais responsabilidades, somos parte disso.

Nos dias atuais, infelizmente, quando ouvimos a palavra trânsito, não sentimos as coisas boas ou agradáveis que todos nos gostaríamos,  e é até natural que isso aconteça, diante de tantos exemplos que gostaríamos de esquecer.

De um modo geral, nós temos esquecido que as nossas decisões e a nossa vontade são capazes de transformar para melhorar a realidade em que vivemos. Por isso, a partir de agora nós nos determinamos a mudar o trânsito para melhor, porque nós temos o poder de mudar as coisas, se quisermos que assim seja.

Não vacile nesse carnaval! Não deixe se levar pelo “Ó abre alas que eu quero passar…”. Ao contrário, seja prudente. Devagar também se chega! Dê uma pausa para todo nosso histórico autoritarismo assim como para toda violência que está dentro de nós.

Faça sua parte enquanto cidadão, enquanto ser humano! Que a quarta-feira de cinzas signifique apenas o fim de mais um carnaval e não o fim da vida!



Thiago França

Secretário-Adjunto de Trânsito e Transportes Urbanos de Cuiabá


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As eleições passaram e, como é natural, os derrotados entram no período de catarse, para depois, de forma racional avaliarem os erros e se reciclarem para as próximas eleições sem perder de vista que a democracia é a alternância do poder.

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As disputas, em todos os níveis, adotaram um tom francamente belicista e com uma novidade: a profusão de Fake News (mentiras) difundidas pelas redes sociais, em especial pelo aplicativo whatszapp, numa escala inédito e com características de uma autêntica "guerra híbrida". Há muita maracutaia camuflada e que ainda pode aflorar embora nessa área de TI, os Tribunais Eleitorais e o próprio TSE se revelaram totalmente despreparados para impedir a propagação de notícias falsas.

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O ministro Fux, que ocupou a presidência do TSE, fez muita viagem, inclusive pela Europa, acenando com as consequências das "Fake News" com possibilidade, inclusive, de anular uma eleição. É mais uma das muitas fanfarronices do ministro conhecido por "peruqueiro" já que usa o complementa para dar trato à silhueta com uma vasta cabeleira e acentuado topete. Algo tão falso quanto as suas próprias opiniões no estilo "biruta de aeroporto".

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Confrontos inúteis, falhas amadoras nas relações com a imponente casta do funcionalismo público, foram o pano de fundo para a derrota de Pedro Taques que sequer conseguiu levar a eleição para um segundo turno, mesmo com a pretensão de Wellington Fagundes. Se existe algo mais conservador do que o "tucanato", a rejeição ao governador de saída merece toda a culpa. O eleitor não aprovou a sua gestão.

 Esperanças e...a espera


A candidatura de Mauro Mendes, tanto quanto a de Jayme Campos, era fava contada. A sua gestão à frente da Prefeitura e o fato de ter evitado uma candidatura a reeleição para não reproduzir a "trajetória Wilson Santos" foram decisivas para o afastamento, nem tão afastado, da pretensão de Mauro Mendes chegar ao governo do Estado lastreado no prestígio de sua passagem pela Prefeitura da capital, construído, em grande parcela pelo desmedido apoio do governador Pedro Taques à sua gestão. Méritos próprios, sim, mas com um apoio inegável do governador apeado.

 Corecon, nova fase


Evaldo Silva, um dos líderes da Chapa 2 - "Valorizando o Economista", conseguiu traduzir de forma simbólica o esforço que, ao lado de colegas de ofício, pretende imprimir à gestão, a valorização profissional, resgatando a garra dos antigos associados, representados na homenagem que lhes foi prestada nas figuras do professor Fernando Avalia e da economista Agda Salceco, ainda militante aos 76 anos de idade. Um gesto respeitoso e bastante simbólico.

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Tá difícil escolher um candidato a governador. Tirante os desconhecidos, só safados.

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Acho que o pau vai torar no segundo turno. O MM se não ganhar no primeiro não leva depois. Pode anotar. Quanto ao Corecon é mais uma das brigas como as do CRECI, CREA, CRA, CRM...Se é prestação gratuita de serviços é de estranhar tamanha generosidade. Algum benefício tem. Mesmo indireto, mas tem. Prestígio, por exemplo. Vale mais que dinheiro.

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Acho que o Corecon ganhou mais organização e seriedade. Sempre há uma ovelha manca em todo rebanho, mas, essa se machucou sozinha.

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Entra conselho e sai conselho, Sindicados e Conselhos Regionais continuam na mesma. Um grupo que entra não quer sair e o que sai sempre quer voltar. Deve ser bom, né?

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