Cuiabá (MT), sexta, 19 de abril de 2019
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Terça, 04 de março de 2014, 17h58
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Símbolos e monumentos

José Antonio Lemos dos Santos


No último dia 23 de fevereiro o Governo do Estado e a Mitra Arquidiocesana entregaram restaurados os relógios e os sinos da Basílica do Bom Jesus de Cuiabá. Com os relógios já funcionando a alguns dias, os sinos voltaram a badalar às 10h:30 daquela manhã, depois de 20 anos. As torres também teriam sido reformadas por dentro permitindo visitas agendadas ao campanário e à cripta, a qual, como poucos sabem, guarda os jazigos de vultos históricos, como Paschoal Moreira Cabral, Miguel Sutil e Dom Aquino.
 
Não fosse a Copa, sabe quando isto teria acontecido? Nunca. À bem da verdade lembro que na administração José Meirelles foi feita uma reforma patrocinada pela colônia sírio-libanesa, doadora dos relógios originais. Porém, durou pouco, pois a aparelhagem exige manutenção especializada permanente que tem custos, problema que espero ter sido equacionado desta vez. 
 
Todas as cidades têm símbolos e monumentos que as marcam, seus cartões-postais. Podem ser naturais ou construídos, religiosos, públicos, comerciais. Nova York foi marcada por muito tempo pelo Empire State, São Paulo pelo edifício do Banespa. Paris tem a Torre Eiffel, e o Rio o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar. O carinho com que cada um desses ícones é tratado em cada cidade expressa de imediato aos visitantes o grau de civilidade de seus habitantes, medido pelo carinho com que os cidadãos cuidam de sua própria cidade.
 
Os ícones urbanos interessam a todos. Já pensaram a estátua do Cristo Redentor caindo aos pedaços? No caso de um elemento menor como um relógio público numa igreja matriz, numa estação ferroviária ou obelisco, pode até ser que seu funcionamento nem chame tanta atenção de um visitante como chamaria seu eventual estado de abandono. Uma fonte ou chafariz abandonados como depósito de água podre e lixo, marcará para sempre em negativo aquela cidade e sua gente na memória do visitante.
 
Representando as potencialidades turísticas de todo Mato Grosso, Cuiabá está a 100 dias de receber a Copa e com ela milhares de turistas, tendo sua imagem distribuída para o mundo todo. Não dá para errar. É preciso destacar e mostrar bem as coisas que nos são caras e belas. Em junho do ano passado fiz um artigo festejando a iluminação do belíssimo Redentor da Igreja do São Gonçalo no Porto, com seus 3,6m, colocado sobre um globo lá no alto do campanário, a 36 metros de altura. É uma obra arquitetônica exemplar que encanta a todos, independente de religião, e merecia um tratamento daquele.
 
Mas, na outra noite a iluminação já havia sumido. Não valeu o artigo elogioso. Agora novas esperanças com os relógios da Matriz revitalizados, bem como com a reforma que também está sendo feita na Igreja do Bom  
Despacho. Que esta forma de cuidar os ícones da cidade se alastre para outros de seus pontos queridos. Ainda nos monumentos religiosos destacaria as Igrejas do Rosário, da Guadalupe e da Boa Morte, a Presbiteriana da 13 de Junho, a Mesquita do Morro da Luz e o Grande Templo.
 
A lista seguiria com o conjunto formado pela Praça da República e Jardim Alencastro e seus principais edifícios, em especial os Palácios da Instrução e Alencastro, com a fonte luminosa à sua frente. Iria além com o Centro Geodésico, o obelisco do Cinquentenário da Retomada de Corumbá na Praça do Porto, o Museu do Rio e o Aquário Municipal, a Estação de Satélites do INPE, o Parque Mãe Bonifácia, a Praça das Bandeiras e os painéis de Humberto Spindola no Palácio Paiaguás. Tudo bem arrumado, sinalizado, seguro e iluminado, com   calçadas e bocas-de-lobo íntegras e limpas, quem sabe até interligadospor um programa de city-tour que há tanto tempo Cuiabá merece. E que assim permanecesse para sempre, com nossa eterna cobrança. Amém.
 



José Antonio Lemos dos Santos

José Antonio Lemos dos Santos é arquiteto, urbanista e professor universitário


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As eleições passaram e, como é natural, os derrotados entram no período de catarse, para depois, de forma racional avaliarem os erros e se reciclarem para as próximas eleições sem perder de vista que a democracia é a alternância do poder.

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As disputas, em todos os níveis, adotaram um tom francamente belicista e com uma novidade: a profusão de Fake News (mentiras) difundidas pelas redes sociais, em especial pelo aplicativo whatszapp, numa escala inédito e com características de uma autêntica "guerra híbrida". Há muita maracutaia camuflada e que ainda pode aflorar embora nessa área de TI, os Tribunais Eleitorais e o próprio TSE se revelaram totalmente despreparados para impedir a propagação de notícias falsas.

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O ministro Fux, que ocupou a presidência do TSE, fez muita viagem, inclusive pela Europa, acenando com as consequências das "Fake News" com possibilidade, inclusive, de anular uma eleição. É mais uma das muitas fanfarronices do ministro conhecido por "peruqueiro" já que usa o complementa para dar trato à silhueta com uma vasta cabeleira e acentuado topete. Algo tão falso quanto as suas próprias opiniões no estilo "biruta de aeroporto".

 Deu no que deu


Confrontos inúteis, falhas amadoras nas relações com a imponente casta do funcionalismo público, foram o pano de fundo para a derrota de Pedro Taques que sequer conseguiu levar a eleição para um segundo turno, mesmo com a pretensão de Wellington Fagundes. Se existe algo mais conservador do que o "tucanato", a rejeição ao governador de saída merece toda a culpa. O eleitor não aprovou a sua gestão.

 Esperanças e...a espera


A candidatura de Mauro Mendes, tanto quanto a de Jayme Campos, era fava contada. A sua gestão à frente da Prefeitura e o fato de ter evitado uma candidatura a reeleição para não reproduzir a "trajetória Wilson Santos" foram decisivas para o afastamento, nem tão afastado, da pretensão de Mauro Mendes chegar ao governo do Estado lastreado no prestígio de sua passagem pela Prefeitura da capital, construído, em grande parcela pelo desmedido apoio do governador Pedro Taques à sua gestão. Méritos próprios, sim, mas com um apoio inegável do governador apeado.

 Corecon, nova fase


Evaldo Silva, um dos líderes da Chapa 2 - "Valorizando o Economista", conseguiu traduzir de forma simbólica o esforço que, ao lado de colegas de ofício, pretende imprimir à gestão, a valorização profissional, resgatando a garra dos antigos associados, representados na homenagem que lhes foi prestada nas figuras do professor Fernando Avalia e da economista Agda Salceco, ainda militante aos 76 anos de idade. Um gesto respeitoso e bastante simbólico.

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Tá difícil escolher um candidato a governador. Tirante os desconhecidos, só safados.

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Acho que o pau vai torar no segundo turno. O MM se não ganhar no primeiro não leva depois. Pode anotar. Quanto ao Corecon é mais uma das brigas como as do CRECI, CREA, CRA, CRM...Se é prestação gratuita de serviços é de estranhar tamanha generosidade. Algum benefício tem. Mesmo indireto, mas tem. Prestígio, por exemplo. Vale mais que dinheiro.

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Acho que o Corecon ganhou mais organização e seriedade. Sempre há uma ovelha manca em todo rebanho, mas, essa se machucou sozinha.

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Entra conselho e sai conselho, Sindicados e Conselhos Regionais continuam na mesma. Um grupo que entra não quer sair e o que sai sempre quer voltar. Deve ser bom, né?

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