Cuiabá (MT), sexta, 19 de abril de 2019
Leitura

Sexta, 07 de março de 2014, 07h50
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Correr riscos

Kleber Lima


Sei dos riscos que passarei a correr ao voltar a escrever artigos de opinião enquanto exerço função pública. Aos que exercem tal função parece que é negado o direito à opinião. Ao menos na visão de alguns. Não me importo. Afinal, estar aqui é o maior risco.
 
Volto a escrever por necessidade de ofício. Esta é uma forma de exercitar meu alterego. De lembrar-me que antes de ser secretário de Comunicação da prefeitura de Cuiabá sou jornalista. Que exercer função pública é transitório, passageiro, não projeto de vida.
 
A rigor, nunca pensei diferente. Quando fui adjunto de Comunicação do Governo do Estado, em 2003, pedi para sair quando muitos brigavam para entrar. Faço aquilo que me dá alegria e felicidade. Embora o trabalho de comunicação seja absolutamente racional, baseado na ciência, nas ferramentas do marketing e nas maravilhas da tecnologia, ele não se realiza sem uma grande dose de paixão e comprometimento.
 
Comunicação social é luta de opostos pelo consenso, logo, pelo convencimento da massa. Não são apenas fatos relatados ou reportados. São teses lançadas e defendidas cotidianamente. Cada palavra tem um sentido, um significado. Daí a importância de se perceber o todo por cada parte. Gastar horas num debate aparentemente infrutífero com um jovem repórter sobre o significado de um termo não é perda de tempo. Não para mim. É investimento na construção da tese, do sentido correto que se deseja dar à realidade que enxergamos ou que tentamos construir.
 
Essa semana tivemos um evento raro e talvez único na história política de Mato Grosso. Até onde tenho registro, foi a primeira vez que o ‘Estado Maior’ do Governo e das duas maiores prefeituras de Mato Grosso – incluindo o governador e os dois prefeitos - se reuniram à mesma mesa para debater uma única pauta.
 
Ali estavam as principais autoridades do Poder Executivo mato-grossense reunidas para construir unidade entre si e, a partir dessa unidade, travar uma luta pelo consenso social: buscar o convencimento da sociedade para voltar a acreditar que a Copa do Mundo deixará um legado positivo a Cuiabá, Várzea Grande, Mato Grosso e aos mato-grossenses.
 
Entre as inúmeras lições que esse fato histórico pode nos deixar, enumero apenas duas nesse primeiro momento. A primeira é que parece claro que faltou investimento na construção cotidiana do consenso ao longo do tempo, porque as grandes edificações de um governo ou de um tempo não são apenas obras físicas, mas conceituais.
 
E a segunda – e talvez a mais importante: é sempre tempo de aprender com o erros e ajustar o caminho. A integração de esforços entre o Governo do Estado e as Prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande, sem revanchismos ou imputação de culpas, na busca de soluções e alternativas para garantir conquistas coletivas, é uma notícia alvissareira que representa um avanço nas relações políticas e institucionais em Mato Grosso. Já ganhou a confiança de instituições como Famato, Fecomércio, CDL, Fiemt. Se ganhar a adesão da imprensa, opinião pública e da chamada sociedade civil, será o primeiro grande legado da Copa. Capaz de nos fazer voltar a sonhar, como sonhamos cinco anos atrás, quando fomos para a rua e conquistamos a vinda da Copa para Cuiabá. A copa está chegando. Que ela não nos pegue com as bandeiras arreadas.



Kleber Lima

Kleber Lima é jornalista pós-graduado em marketing e analista político em Cuiabá. kleberlima@terra.com.br


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As eleições passaram e, como é natural, os derrotados entram no período de catarse, para depois, de forma racional avaliarem os erros e se reciclarem para as próximas eleições sem perder de vista que a democracia é a alternância do poder.

 Ranger de dentes


As disputas, em todos os níveis, adotaram um tom francamente belicista e com uma novidade: a profusão de Fake News (mentiras) difundidas pelas redes sociais, em especial pelo aplicativo whatszapp, numa escala inédito e com características de uma autêntica "guerra híbrida". Há muita maracutaia camuflada e que ainda pode aflorar embora nessa área de TI, os Tribunais Eleitorais e o próprio TSE se revelaram totalmente despreparados para impedir a propagação de notícias falsas.

 Papo furado


O ministro Fux, que ocupou a presidência do TSE, fez muita viagem, inclusive pela Europa, acenando com as consequências das "Fake News" com possibilidade, inclusive, de anular uma eleição. É mais uma das muitas fanfarronices do ministro conhecido por "peruqueiro" já que usa o complementa para dar trato à silhueta com uma vasta cabeleira e acentuado topete. Algo tão falso quanto as suas próprias opiniões no estilo "biruta de aeroporto".

 Deu no que deu


Confrontos inúteis, falhas amadoras nas relações com a imponente casta do funcionalismo público, foram o pano de fundo para a derrota de Pedro Taques que sequer conseguiu levar a eleição para um segundo turno, mesmo com a pretensão de Wellington Fagundes. Se existe algo mais conservador do que o "tucanato", a rejeição ao governador de saída merece toda a culpa. O eleitor não aprovou a sua gestão.

 Esperanças e...a espera


A candidatura de Mauro Mendes, tanto quanto a de Jayme Campos, era fava contada. A sua gestão à frente da Prefeitura e o fato de ter evitado uma candidatura a reeleição para não reproduzir a "trajetória Wilson Santos" foram decisivas para o afastamento, nem tão afastado, da pretensão de Mauro Mendes chegar ao governo do Estado lastreado no prestígio de sua passagem pela Prefeitura da capital, construído, em grande parcela pelo desmedido apoio do governador Pedro Taques à sua gestão. Méritos próprios, sim, mas com um apoio inegável do governador apeado.

 Corecon, nova fase


Evaldo Silva, um dos líderes da Chapa 2 - "Valorizando o Economista", conseguiu traduzir de forma simbólica o esforço que, ao lado de colegas de ofício, pretende imprimir à gestão, a valorização profissional, resgatando a garra dos antigos associados, representados na homenagem que lhes foi prestada nas figuras do professor Fernando Avalia e da economista Agda Salceco, ainda militante aos 76 anos de idade. Um gesto respeitoso e bastante simbólico.

Eparre

Terça, 25 de setembro de 2018
Jurandir
Tá difícil escolher um candidato a governador. Tirante os desconhecidos, só safados.

Segunda, 24 de setembro de 2018
Luiz Roberto
Acho que o pau vai torar no segundo turno. O MM se não ganhar no primeiro não leva depois. Pode anotar. Quanto ao Corecon é mais uma das brigas como as do CRECI, CREA, CRA, CRM...Se é prestação gratuita de serviços é de estranhar tamanha generosidade. Algum benefício tem. Mesmo indireto, mas tem. Prestígio, por exemplo. Vale mais que dinheiro.

Segunda, 24 de setembro de 2018
Manoel Fernandes
Acho que o Corecon ganhou mais organização e seriedade. Sempre há uma ovelha manca em todo rebanho, mas, essa se machucou sozinha.

Domingo, 23 de setembro de 2018
Edvaldo
Entra conselho e sai conselho, Sindicados e Conselhos Regionais continuam na mesma. Um grupo que entra não quer sair e o que sai sempre quer voltar. Deve ser bom, né?

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