Cuiabá (MT), sexta, 19 de abril de 2019
Leitura

Segunda, 07 de abril de 2014, 11h08
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O Fator Julier

Juacy da Silva


Mato Grosso não é diferente dos demais estados quando o assunto é sucessão governamental e a escolha de quem vai ocupar a vaga de senador a partir de 2015. Os cargos de governador e de senador são os mais cobiçados por todos os políticos. O primeiro por ter o comando da máquina administrativa que geralmente é loteada entre partidos e grupos de interessess, inclusive os financiadores de campanha que sempre  cobram a fatura e também por que o governador tema chave do cofre e demais regalias da função.

Já o cargo de senador tem  vários atrativos também, a começar pela duração do mandato de oito anos e uma certa aura de sapiência e pompa do cargo. Pelo  Senado passaram figuras importantes da vida política ,social e econômica do país, como Rui Barbosa, homem de vasta cultura, dignidade e um defensor ferrendo da  moralidade pública.
Com certeza Rui Barbosa, que tanto lutou contra a corrupção ,  se vivo fosse e ainda estivesse  no Senado sua voz estaria sendo ouvida contra todos os malfeitos,  a corrupção e a incúria que grassam em nosso país, atingindo todos os poderes da República
Feito este parêntese, vamos ao que eu denomino de fator Julier. Depois de um namoro público entre o ex-Juiz Federal e o PT, que anunciava aos quartro  ventos que o mesmo iria deixar a toga,filiar-se ao partido de Lula/Dilma e concorrer ao cargo de governador.
Este namoro acabou sendo prejudicado pelo açodamento por parte do ex-vereador   e candidato derrotado nas últimas eleições para prefeito de Cuiabá, como candidato das forças que apoiam o governo Silval Barbosa, em aliança profunda com o PMDB,  que acabou sendo o partido escolhido  por Julier  para levar avante seu projeto de ser candidato ao Governo.
Dentro do grupo situacionista  existem agora tres pré-candidatos declarados, todos correndo contra o tempo para se viabilizarem junto a opinião pública e as cúpulas partidárias.e poder enfrentar o candidato de oposição estadual, senador Pedro Taques.
Há quatro anos, o  senador também teve que  renunciar ao cargo de  procurador da República, para adentrar o mundo da política partidáira. Com maestria conseguiu tornar seu nome conhecido nacionalmente, seja pela sua competência, coragem,  pertinácia e também  por um bem montado esquema de comunicação de massa.
No entanto, não basta nem ao Senador PedroTaques nem ao ex-Juiz Federal  Julier representar o que poderiamos dizer “sangue novo”  no cenário politico, pois o povo deseja  tanto caras novas, quanto propostas novas, com  conteúdo, viáveis e a possibilidade de ser “montada”  uma equipe de governo com pessoas competentes e, acima de tudo, honestas ou vacinadas contra a corrupçao, que  tantos males vem causando aos cofres públicos e `a população.
Como a definição das alianças tem que passar  pela definicão  tanto dos candidatos a governador quanto de senador, aí é que reside o grande desafio. Parece que  a única vaga de senador a ser disputada nas próximas eleições tem mais candidatos do que os interessados ao cargo de governador.
Além do Senador Jayme Campos que deseja a reeleição e condiciona o apoio do DEM a este objetivo maior; o PTB  demonstra interesse em eleger a outrora petista e posteriormente renegada pelo PT, ex-Senadora Serys; outro que deseja concorrer a vaga  de senador é o Deputado Federal Wellington Fagundes, do PR, cujo cacique maior Senador Maggi , por mais que afirme diariamente que não deseja ser candidato a governador, mas pode acabar sendo “convencido” por todos os partidos que sempre o apoiaram a decidir entrar  nesta “parada”.
Se Blairo Maggi, que todas as pesquisas indicam ser o único em condições de vencer o pleito e derrotar as pretensões do Senador Pedro Taques: tanto Julier, quanto Chico Daltro e Lúdio Cabral terão que concorrer a outros cargos, principalmente deputado federal ou deputado estadual.
Enfim, a entrada de Julier na corrida ao Paiaguás foi mais um movimento no tabuleiro politico de MT, onde quem, de fato,comanda as decisões ainda são  os eternos caciques e donos de partidos, alguns até optam pela articulação familiar, demonstrando que partidos polítcos no Brasil não são instituições muito democráticas, mais se parecendo com  verdadeiros feudos!



Juacy da Silva

Professor universitário, titular e aposentado UFMT, mestre em sociologia. Blog www.professorjuacy.blogspot.com Email professor.juacy@yahoo.com.br Twitter@profjuacy


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As eleições passaram e, como é natural, os derrotados entram no período de catarse, para depois, de forma racional avaliarem os erros e se reciclarem para as próximas eleições sem perder de vista que a democracia é a alternância do poder.

 Ranger de dentes


As disputas, em todos os níveis, adotaram um tom francamente belicista e com uma novidade: a profusão de Fake News (mentiras) difundidas pelas redes sociais, em especial pelo aplicativo whatszapp, numa escala inédito e com características de uma autêntica "guerra híbrida". Há muita maracutaia camuflada e que ainda pode aflorar embora nessa área de TI, os Tribunais Eleitorais e o próprio TSE se revelaram totalmente despreparados para impedir a propagação de notícias falsas.

 Papo furado


O ministro Fux, que ocupou a presidência do TSE, fez muita viagem, inclusive pela Europa, acenando com as consequências das "Fake News" com possibilidade, inclusive, de anular uma eleição. É mais uma das muitas fanfarronices do ministro conhecido por "peruqueiro" já que usa o complementa para dar trato à silhueta com uma vasta cabeleira e acentuado topete. Algo tão falso quanto as suas próprias opiniões no estilo "biruta de aeroporto".

 Deu no que deu


Confrontos inúteis, falhas amadoras nas relações com a imponente casta do funcionalismo público, foram o pano de fundo para a derrota de Pedro Taques que sequer conseguiu levar a eleição para um segundo turno, mesmo com a pretensão de Wellington Fagundes. Se existe algo mais conservador do que o "tucanato", a rejeição ao governador de saída merece toda a culpa. O eleitor não aprovou a sua gestão.

 Esperanças e...a espera


A candidatura de Mauro Mendes, tanto quanto a de Jayme Campos, era fava contada. A sua gestão à frente da Prefeitura e o fato de ter evitado uma candidatura a reeleição para não reproduzir a "trajetória Wilson Santos" foram decisivas para o afastamento, nem tão afastado, da pretensão de Mauro Mendes chegar ao governo do Estado lastreado no prestígio de sua passagem pela Prefeitura da capital, construído, em grande parcela pelo desmedido apoio do governador Pedro Taques à sua gestão. Méritos próprios, sim, mas com um apoio inegável do governador apeado.

 Corecon, nova fase


Evaldo Silva, um dos líderes da Chapa 2 - "Valorizando o Economista", conseguiu traduzir de forma simbólica o esforço que, ao lado de colegas de ofício, pretende imprimir à gestão, a valorização profissional, resgatando a garra dos antigos associados, representados na homenagem que lhes foi prestada nas figuras do professor Fernando Avalia e da economista Agda Salceco, ainda militante aos 76 anos de idade. Um gesto respeitoso e bastante simbólico.

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Jurandir
Tá difícil escolher um candidato a governador. Tirante os desconhecidos, só safados.

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Luiz Roberto
Acho que o pau vai torar no segundo turno. O MM se não ganhar no primeiro não leva depois. Pode anotar. Quanto ao Corecon é mais uma das brigas como as do CRECI, CREA, CRA, CRM...Se é prestação gratuita de serviços é de estranhar tamanha generosidade. Algum benefício tem. Mesmo indireto, mas tem. Prestígio, por exemplo. Vale mais que dinheiro.

Segunda, 24 de setembro de 2018
Manoel Fernandes
Acho que o Corecon ganhou mais organização e seriedade. Sempre há uma ovelha manca em todo rebanho, mas, essa se machucou sozinha.

Domingo, 23 de setembro de 2018
Edvaldo
Entra conselho e sai conselho, Sindicados e Conselhos Regionais continuam na mesma. Um grupo que entra não quer sair e o que sai sempre quer voltar. Deve ser bom, né?

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