Cuiabá (MT), sexta, 19 de abril de 2019
Leitura

Terça, 22 de abril de 2014, 16h35
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Belíssima

José Antonio Lemos dos Santos


      Arquitetura é a arte de transformar o espaço de acordo com as 

necessidades do homem. Só que nem todas transformações deste tipo 

podem ser consideradas Arquitetura, assim como nem toda escrita é 

Literatura, nem toda cura é Medicina, nem toda justiça é Direito. 

Foi Vitrúvio, um arquiteto do primeiro século depois de Cristo, 

quem complementou nossa definição de Arquitetura dizendo que para 

alcança-la uma construção deveria necessariamente ter três temperinhos 

fundamentais, chamados por ele de “Firmitas, Utilitas et Venustas”. 

Usou o latim que era a sua língua e no caso continuamos a usá-la ainda 

hoje, não por pernosticismo, mas por absoluta falta de palavras em 

Português que possam expressar todo o significado de cada um desses 

elementos que ficaram conhecidos como Tríade Vitruviana. “Firmitas” 

vai além da firmeza que o termo sugere e envolve também, por exemplo, 

as noções de estrutura, solidez, segurança e até nossa atual 

sustentabilidade. Já a “Utilitas” vai além da utilidade envolvendo 

também a funcionalidade, comodidade e o conforto. “Venustas” 

ultrapassa a estética e a beleza, e alcança também a zona mágica do 

encanto, deslumbramento e do fascínio. A utilização de qualquer uma 

dessas palavras em Português por certo reduziria em muito o verdadeiro 

significado da Tríade e da verdadeira Arquitetura.


      Armado só com o conceito de Arquitetura apreciamos a Arena 

Pantanal na noite de sua pré-inauguração, 2 de abril de 2014, jogando 

Mixto e Santos pela Copa Brasil. A Arena Pantanal sempre despertou 

enorme expectativa enquanto Arquitetura, uma vez que seu projeto 

chegou a ser premiado dentro e fora do país e recebeu alguns elogios 

na imprensa, em especial, estrangeira. A ideia era observar a reação 

dos usuários em seu primeiro contato com este novo espaço que surge na 

cidade, afinal a Arquitetura é feita para o homem e aquela seria uma 

oportunidade ímpar para se observar as primeiras e mais espontâneas 

reações. Seriam de segurança, conforto e encantamento? Ou de decepção? 


      E o que vi foi uma autentica festa, desde a caminhada forçada a 

pé pela área restrita ao trânsito de veículos, com o público fazendo 

brincadeiras simpáticas disfarçando a forte expectativa pelo que 

veriam na nova Arena. Chegando pelo lado leste, diante daquela ampla 

esplanada tendo ao fundo a Arena Pantanal iluminada, pude assistir 

a um dos maiores espetáculos de encantamento coletivo. Lembrou-
me o filme Contatos Imediatos de Spielberg, com o povo em figuras 

minúsculas diante da nave espacial fantástica vista pela primeira vez. 

Fotos de grupos, “selfies” apressados diante da ansiedade em chegar 

logo ao interior da espaçonave, digo, da Arena Pantanal.


      E dentro da Arena, a realização do prazer arquitetônico. Um 

espaço magnífico transmitindo a todos um sentimento de satisfação e 

de orgulho. “Firmitas, Utilitas et Venustas” mostravam-se presentes, 

em especial no espetáculo luminotécnico, na audácia das coberturas 

suspensas em grandes pórticos e no esplendor verde do gramado, digno 

de substituir o do saudoso Verdão, tido como o melhor gramado do 

Brasil. Ouviu-se bastante a expressão “nem parece Cuiabá”, talvez 

querendo dizer que nem parecia realidade, que tudo parecia um sonho. 


      Depois daquela noite mágica voltei algumas vezes à Arena Pantanal 

pelo lado externo e pude observar que a população já adotou suas 

grandes praças como áreas de passeio e lazer com um número muito 

grande de pessoas em caminhadas e corridas, famílias reunidas em pé ou 

sentadas em cadeiras trazidas de casa, jovens e crianças em patins, 

skates, pipas e bicicletas usufruindo aquele novo espaço público. 

Oxalá consigamos mantê-la cada vez mais útil e bela. Belíssima!



José Antonio Lemos dos Santos

José Antonio Lemos dos Santos é arquiteto, urbanista e professor universitário


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As eleições passaram e, como é natural, os derrotados entram no período de catarse, para depois, de forma racional avaliarem os erros e se reciclarem para as próximas eleições sem perder de vista que a democracia é a alternância do poder.

 Ranger de dentes


As disputas, em todos os níveis, adotaram um tom francamente belicista e com uma novidade: a profusão de Fake News (mentiras) difundidas pelas redes sociais, em especial pelo aplicativo whatszapp, numa escala inédito e com características de uma autêntica "guerra híbrida". Há muita maracutaia camuflada e que ainda pode aflorar embora nessa área de TI, os Tribunais Eleitorais e o próprio TSE se revelaram totalmente despreparados para impedir a propagação de notícias falsas.

 Papo furado


O ministro Fux, que ocupou a presidência do TSE, fez muita viagem, inclusive pela Europa, acenando com as consequências das "Fake News" com possibilidade, inclusive, de anular uma eleição. É mais uma das muitas fanfarronices do ministro conhecido por "peruqueiro" já que usa o complementa para dar trato à silhueta com uma vasta cabeleira e acentuado topete. Algo tão falso quanto as suas próprias opiniões no estilo "biruta de aeroporto".

 Deu no que deu


Confrontos inúteis, falhas amadoras nas relações com a imponente casta do funcionalismo público, foram o pano de fundo para a derrota de Pedro Taques que sequer conseguiu levar a eleição para um segundo turno, mesmo com a pretensão de Wellington Fagundes. Se existe algo mais conservador do que o "tucanato", a rejeição ao governador de saída merece toda a culpa. O eleitor não aprovou a sua gestão.

 Esperanças e...a espera


A candidatura de Mauro Mendes, tanto quanto a de Jayme Campos, era fava contada. A sua gestão à frente da Prefeitura e o fato de ter evitado uma candidatura a reeleição para não reproduzir a "trajetória Wilson Santos" foram decisivas para o afastamento, nem tão afastado, da pretensão de Mauro Mendes chegar ao governo do Estado lastreado no prestígio de sua passagem pela Prefeitura da capital, construído, em grande parcela pelo desmedido apoio do governador Pedro Taques à sua gestão. Méritos próprios, sim, mas com um apoio inegável do governador apeado.

 Corecon, nova fase


Evaldo Silva, um dos líderes da Chapa 2 - "Valorizando o Economista", conseguiu traduzir de forma simbólica o esforço que, ao lado de colegas de ofício, pretende imprimir à gestão, a valorização profissional, resgatando a garra dos antigos associados, representados na homenagem que lhes foi prestada nas figuras do professor Fernando Avalia e da economista Agda Salceco, ainda militante aos 76 anos de idade. Um gesto respeitoso e bastante simbólico.

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Jurandir
Tá difícil escolher um candidato a governador. Tirante os desconhecidos, só safados.

Segunda, 24 de setembro de 2018
Luiz Roberto
Acho que o pau vai torar no segundo turno. O MM se não ganhar no primeiro não leva depois. Pode anotar. Quanto ao Corecon é mais uma das brigas como as do CRECI, CREA, CRA, CRM...Se é prestação gratuita de serviços é de estranhar tamanha generosidade. Algum benefício tem. Mesmo indireto, mas tem. Prestígio, por exemplo. Vale mais que dinheiro.

Segunda, 24 de setembro de 2018
Manoel Fernandes
Acho que o Corecon ganhou mais organização e seriedade. Sempre há uma ovelha manca em todo rebanho, mas, essa se machucou sozinha.

Domingo, 23 de setembro de 2018
Edvaldo
Entra conselho e sai conselho, Sindicados e Conselhos Regionais continuam na mesma. Um grupo que entra não quer sair e o que sai sempre quer voltar. Deve ser bom, né?

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