Cuiabá (MT), segunda, 16 de julho de 2018
Leitura

Domingo, 02 de novembro de 2014, 11h22
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Vitória de Pirro

Juacy da Silva


Costuma-se dizer que uma vitória de pirro é quando o preço da vitória é tão alto que praticamente representa  um grande prejuizo ao vencedor, fazendo-se  alusão ao  que havia  acontecido ao Rei Pirro, pouco tendo a comemorar.

Analisando os resultados  da eleiçào para Presidente da República, no segundo turno ocorrido no último domingo,, podemos dizer que a vitória de Dilma foi ,na verdade, uma vitória de Pirro, seja pela herança  maldita que ela vai receber de si própria, já que Aécio ficou livre deste abacaxi, que seria herdar um país em crise econômica, politica, social , ética e moral, caberá `a presidente  re-eleita descascar seu próprio abacaxi.

O Brasil todo assistiu  a mais vergonhosa  campanha  eleitoral de que se tem notícia em nossa  história  recente, quando as armas usadas pela candidata do PT foi a mentira, o engodo, o amedrontamento, a falta de ética para destuir não apenas a imagem mas  a biografia dos principais contendores, como Eduardo Campos, falecido no decorrer do processo eleitoral, depois MARINA que não chegou ao segundo turno e ,então, as baterias do PT, de seus aliados e da candidata Dilma voltaram-se  contra Aécio.

Mesmo vitoriosa eleitoralmente, Dilma  terá  uma base aliada no  Congresso Nacional ,principalmente na Câmara Federal, bem  menor; somente o PT e PMDB  perderam 29 deputados e alguns senadores, além do fato de que diversos parlamentares tanto do PMDB  quanto de outros partidos aliados já deixaram entrever  que não irão  fazer papel de “vaquinhas de presépio”, obedecendo cegamente aos ditames e vontades do Palácio do Planalto, prova disso  foi a derrota na Câmara  da proposta do Governo relativa aos conselhos populares

 

Outro aspecto foi a profunda divisão  politica, eleitoral, econômica e social que emergiu dessas eleições. Dilma ganhou de lavada  no  Nordeste, onde a pobreza e os baixos índices educacionais são  bem piores do que a média nacional, onde o maior cabo eleitoral do governo tem sido a distribuição de migalhas que caem do orcamento público federal  representadas  pelo programa bolsa família e outros programas assistenciais.

 

O Brasil mais desenvolvido, onde a populaçào é menos dependente do  assistencialismo governamental, os Estados  do Sul, Centro Oeste,  e Sudeste, com excessão de Minas Gerais  e Rio de Janeiro e alguns Estados da região norte, optaram pela candidatura  de Aécio, que representava  os anseios de mudança  de governo, de gestão, de visão de futuro e de dimensão  ética nas  ações Governamentais.

 

Dilma  terá  contra  si, a indignação  de uma população, principalmente nos Estados em que perdeu no Segundo turno e que paga uma enorme carga de impostos e não  recebe em troca  serviços públicos de qualidade. O caos na saúde, a baixa qualidade da  educação, o crescimento acelerado da violência, a falta de saneamento básico, a precariedade da infra-estrutura que  onera demasiadamente o setor produtivo, reduzindo o poder de competição  de nossas exportações, além  das  constantes denúncias de corrupção irão pesar  muito para a administração  que deve continuar igual ou pior do que nesses quatro anos que devem se encerrar em dois meses. A população  desses  estados terão a  consciência de que seus impostos são usados para alimentar uma máquina política eleitoral para beneficiar e manipular a população pobre do norte e nordeste, isto pode alimentar um conflito regional e social profundo.

 

Outro  aspecto  que serve  para  caracterizar o  resultado  desta  eleição como vitória  de Pirro   é  o fato de que no próximo mandato, muito mais do que neste que se finda, Dilma será refém do PT, de sua direção ávida por cargos e mutretas nos orgaãos de governo; será tutelada por   Lula que já começou a preparar a sua volta   nas eleições de 2018 e será  uma sombra permanente nas decisões de Dilma e,  finalmente, Dilma será  refém do novo Congresso, onde as negociações  serão muito mais no  toma lá  dá cá, de uma base que não aceitará o cabresto do Poder Executivo.

 

Por ultimo,como Dilma vai entregar  um governo para si mesma muito pior em termos de economia do que recebeu de seu criador e antecessor, com certeza a crise econômica  deverá  se  agravar e esta tênue  lua  de mel que está tendo com pouco mais  de 35% dos eleitores  que ainda  acreditaram  em suas promessas, mais cedo do que imaginamos deverão  fazer coro com a maioria que não acreditou em suas  propostas.  As  manifestações  populares e de massa estarão de volta nas ruas e praças  do Brasil

 

Resumindo, a crise vai ficar mais aguda e o Brasil  deve  esperar por dias mais difíceis, com mais conflitos , mais medo do que esperança quanto ao futuro. Nossa semelhança  com a Venezuela e Argentina está mais forte do que nunca!

 


Juacy da Silva

Professor universitário, titular e aposentado UFMT, mestre em sociologia. Blog www.professorjuacy.blogspot.com Email professor.juacy@yahoo.com.br Twitter@profjuacy


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Há uma imensa articulação para o Caixa 2 conduzida pelos candidatos nas eleições proporcionais. Como a lição não parece ter sido aprendida e há muita gente precisando do mandato para se manter em liberdade tudo indica que não se verá grandes modificações na composição do Parlamento, tanto federal quanto estadual.

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 A escolha do candidato


O eleitorado está mais exigente em relação às candidaturas e hoje privilegia a "honestidade" em detrimento da "experiência". Isso significa que trajetória política anterior pode, inclusive, colocar em risco a biografia do candidato. Políticos profissionais caminham para a rejeição, mas, como detêm a máquina partidária na mão vão fintar tudo e todos para chegarem lá.

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A atipicidade do momento eleitoral em que a principal liderança política do país, Lula, continua na prisão transtorna o ambiente de pesquisas eleitorais. O PT continua com um grande "ativo político" que deve ganhar mais relevância ainda se mantido preso. Será a resposta à Justiça que não respondeu às normas e tratou de criar "para situações excepcionais, soluções excepcionais". Ingressamos, portanto, numa moderna ditadura sob o disfarce da legalidade formal.

 Regime de exceção


Só um regime de exceção promoveria o julgamento de Lula em tempo recorde:menos de 18 meses entre a denúncia e a condenação em segunda instância. A mesma pressa não se observa quanto à admissibilidade de recursos às instâncias superiores: Recurso Especial ao Superior Tribunal de Justiça e Recurso Extraordinário ao Supremo Tribunal Federal. E os "togados" não gostam do rótulo de "golpistas". Alguns, de fato, não o são. Mas, apenas alguns.

Eparre

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Estranha a edição. Essas agressões na Fecomercio não são gratuitas. Há muita sede de poder. Só pode.

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Respondendo ao amigo.
Ficou para depois do carnaval..
Vai Brasillll!!!

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Roberto Alves
Alguém acredita que a reforma da previdência sai em 2017?

Terça, 15 de agosto de 2017

Vocês estão todos no grampo. Se não for ilegalmente alguém da Justiça já deve ter determinado grampo em vocês. Ta todo mundo quietinho e aprovando prisão de qualquer jeito e vocês acham que prisão é pro cara ficar no bem bom?

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