Cuiabá (MT), sábado, 15 de dezembro de 2018
Leitura

Domingo, 02 de novembro de 2014, 11h22
Chapeu_leitura artigo

Vitória de Pirro

Juacy da Silva


Costuma-se dizer que uma vitória de pirro é quando o preço da vitória é tão alto que praticamente representa  um grande prejuizo ao vencedor, fazendo-se  alusão ao  que havia  acontecido ao Rei Pirro, pouco tendo a comemorar.

Analisando os resultados  da eleiçào para Presidente da República, no segundo turno ocorrido no último domingo,, podemos dizer que a vitória de Dilma foi ,na verdade, uma vitória de Pirro, seja pela herança  maldita que ela vai receber de si própria, já que Aécio ficou livre deste abacaxi, que seria herdar um país em crise econômica, politica, social , ética e moral, caberá `a presidente  re-eleita descascar seu próprio abacaxi.

O Brasil todo assistiu  a mais vergonhosa  campanha  eleitoral de que se tem notícia em nossa  história  recente, quando as armas usadas pela candidata do PT foi a mentira, o engodo, o amedrontamento, a falta de ética para destuir não apenas a imagem mas  a biografia dos principais contendores, como Eduardo Campos, falecido no decorrer do processo eleitoral, depois MARINA que não chegou ao segundo turno e ,então, as baterias do PT, de seus aliados e da candidata Dilma voltaram-se  contra Aécio.

Mesmo vitoriosa eleitoralmente, Dilma  terá  uma base aliada no  Congresso Nacional ,principalmente na Câmara Federal, bem  menor; somente o PT e PMDB  perderam 29 deputados e alguns senadores, além do fato de que diversos parlamentares tanto do PMDB  quanto de outros partidos aliados já deixaram entrever  que não irão  fazer papel de “vaquinhas de presépio”, obedecendo cegamente aos ditames e vontades do Palácio do Planalto, prova disso  foi a derrota na Câmara  da proposta do Governo relativa aos conselhos populares

 

Outro aspecto foi a profunda divisão  politica, eleitoral, econômica e social que emergiu dessas eleições. Dilma ganhou de lavada  no  Nordeste, onde a pobreza e os baixos índices educacionais são  bem piores do que a média nacional, onde o maior cabo eleitoral do governo tem sido a distribuição de migalhas que caem do orcamento público federal  representadas  pelo programa bolsa família e outros programas assistenciais.

 

O Brasil mais desenvolvido, onde a populaçào é menos dependente do  assistencialismo governamental, os Estados  do Sul, Centro Oeste,  e Sudeste, com excessão de Minas Gerais  e Rio de Janeiro e alguns Estados da região norte, optaram pela candidatura  de Aécio, que representava  os anseios de mudança  de governo, de gestão, de visão de futuro e de dimensão  ética nas  ações Governamentais.

 

Dilma  terá  contra  si, a indignação  de uma população, principalmente nos Estados em que perdeu no Segundo turno e que paga uma enorme carga de impostos e não  recebe em troca  serviços públicos de qualidade. O caos na saúde, a baixa qualidade da  educação, o crescimento acelerado da violência, a falta de saneamento básico, a precariedade da infra-estrutura que  onera demasiadamente o setor produtivo, reduzindo o poder de competição  de nossas exportações, além  das  constantes denúncias de corrupção irão pesar  muito para a administração  que deve continuar igual ou pior do que nesses quatro anos que devem se encerrar em dois meses. A população  desses  estados terão a  consciência de que seus impostos são usados para alimentar uma máquina política eleitoral para beneficiar e manipular a população pobre do norte e nordeste, isto pode alimentar um conflito regional e social profundo.

 

Outro  aspecto  que serve  para  caracterizar o  resultado  desta  eleição como vitória  de Pirro   é  o fato de que no próximo mandato, muito mais do que neste que se finda, Dilma será refém do PT, de sua direção ávida por cargos e mutretas nos orgaãos de governo; será tutelada por   Lula que já começou a preparar a sua volta   nas eleições de 2018 e será  uma sombra permanente nas decisões de Dilma e,  finalmente, Dilma será  refém do novo Congresso, onde as negociações  serão muito mais no  toma lá  dá cá, de uma base que não aceitará o cabresto do Poder Executivo.

 

Por ultimo,como Dilma vai entregar  um governo para si mesma muito pior em termos de economia do que recebeu de seu criador e antecessor, com certeza a crise econômica  deverá  se  agravar e esta tênue  lua  de mel que está tendo com pouco mais  de 35% dos eleitores  que ainda  acreditaram  em suas promessas, mais cedo do que imaginamos deverão  fazer coro com a maioria que não acreditou em suas  propostas.  As  manifestações  populares e de massa estarão de volta nas ruas e praças  do Brasil

 

Resumindo, a crise vai ficar mais aguda e o Brasil  deve  esperar por dias mais difíceis, com mais conflitos , mais medo do que esperança quanto ao futuro. Nossa semelhança  com a Venezuela e Argentina está mais forte do que nunca!

 


Juacy da Silva

Professor universitário, titular e aposentado UFMT, mestre em sociologia. Blog www.professorjuacy.blogspot.com Email professor.juacy@yahoo.com.br Twitter@profjuacy


 leia também

Eluise Dorileo
Domingo, 17 de dezembro de 2017
É tempo de gratidão
Estamos perto do Natal. Esse é um momento de gratidão por todo o ano que passou.
Wilson Alves da Silva
Quinta, 16 de novembro de 2017
O transporte alternativo pede socorro
O serviço de táxi-lotação, micro-ônibus foi instituído em Cuiabá pela Lei Municipal 2.758/1990 e começou a operar nas linhas de Cuiabá na gestão do ex-prefeito Frederico Campos.
Benedito Figueiredo Junior
Domingo, 14 de maio de 2017
Cirurgia plástica pós-gravidez
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica aconselha de 6 meses a um ano para se pensar em realizá-las

+ ver todas os artigos
Eparre

 Choro


As eleições passaram e, como é natural, os derrotados entram no período de catarse, para depois, de forma racional avaliarem os erros e se reciclarem para as próximas eleições sem perder de vista que a democracia é a alternância do poder.

 Ranger de dentes


As disputas, em todos os níveis, adotaram um tom francamente belicista e com uma novidade: a profusão de Fake News (mentiras) difundidas pelas redes sociais, em especial pelo aplicativo whatszapp, numa escala inédito e com características de uma autêntica "guerra híbrida". Há muita maracutaia camuflada e que ainda pode aflorar embora nessa área de TI, os Tribunais Eleitorais e o próprio TSE se revelaram totalmente despreparados para impedir a propagação de notícias falsas.

 Papo furado


O ministro Fux, que ocupou a presidência do TSE, fez muita viagem, inclusive pela Europa, acenando com as consequências das "Fake News" com possibilidade, inclusive, de anular uma eleição. É mais uma das muitas fanfarronices do ministro conhecido por "peruqueiro" já que usa o complementa para dar trato à silhueta com uma vasta cabeleira e acentuado topete. Algo tão falso quanto as suas próprias opiniões no estilo "biruta de aeroporto".

 Deu no que deu


Confrontos inúteis, falhas amadoras nas relações com a imponente casta do funcionalismo público, foram o pano de fundo para a derrota de Pedro Taques que sequer conseguiu levar a eleição para um segundo turno, mesmo com a pretensão de Wellington Fagundes. Se existe algo mais conservador do que o "tucanato", a rejeição ao governador de saída merece toda a culpa. O eleitor não aprovou a sua gestão.

 Esperanças e...a espera


A candidatura de Mauro Mendes, tanto quanto a de Jayme Campos, era fava contada. A sua gestão à frente da Prefeitura e o fato de ter evitado uma candidatura a reeleição para não reproduzir a "trajetória Wilson Santos" foram decisivas para o afastamento, nem tão afastado, da pretensão de Mauro Mendes chegar ao governo do Estado lastreado no prestígio de sua passagem pela Prefeitura da capital, construído, em grande parcela pelo desmedido apoio do governador Pedro Taques à sua gestão. Méritos próprios, sim, mas com um apoio inegável do governador apeado.

 Corecon, nova fase


Evaldo Silva, um dos líderes da Chapa 2 - "Valorizando o Economista", conseguiu traduzir de forma simbólica o esforço que, ao lado de colegas de ofício, pretende imprimir à gestão, a valorização profissional, resgatando a garra dos antigos associados, representados na homenagem que lhes foi prestada nas figuras do professor Fernando Avalia e da economista Agda Salceco, ainda militante aos 76 anos de idade. Um gesto respeitoso e bastante simbólico.

Eparre

Terça, 25 de setembro de 2018
Jurandir
Tá difícil escolher um candidato a governador. Tirante os desconhecidos, só safados.

Segunda, 24 de setembro de 2018
Luiz Roberto
Acho que o pau vai torar no segundo turno. O MM se não ganhar no primeiro não leva depois. Pode anotar. Quanto ao Corecon é mais uma das brigas como as do CRECI, CREA, CRA, CRM...Se é prestação gratuita de serviços é de estranhar tamanha generosidade. Algum benefício tem. Mesmo indireto, mas tem. Prestígio, por exemplo. Vale mais que dinheiro.

Segunda, 24 de setembro de 2018
Manoel Fernandes
Acho que o Corecon ganhou mais organização e seriedade. Sempre há uma ovelha manca em todo rebanho, mas, essa se machucou sozinha.

Domingo, 23 de setembro de 2018
Edvaldo
Entra conselho e sai conselho, Sindicados e Conselhos Regionais continuam na mesma. Um grupo que entra não quer sair e o que sai sempre quer voltar. Deve ser bom, né?

DEIXE SUA OPINIÃO OU COMENTÁRIO
Nome:
Texto:
Email:
Coluna:
Vídeos
 HUMOR
10 coisas que você não deve fazer num velório!
HOME  |   TURMA DO EPA  |   PANORAMA  |   VÍDEOS  |   LEITURA  |   EPARRÊ  |   EPA DOS LEITORES
BROADCAST  |   QUEM SOMOS  |   DIREITO DE RESPOSTA  |   ANÚNCIOS  |   CANAL RSS  |   CONTATO
Copyright © 2011 - Turma do Epa. Todos os direitos reservados