Cuiabá (MT), sábado, 15 de dezembro de 2018
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Quinta, 27 de novembro de 2014, 07h40
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Agricultura Familiar

Blairo Maggi


 O ano de 2014 foi declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Ano Internacional da Agricultura Familiar. Entende-se por agricultura familiar o cultivo da terra realizado por pequenos proprietários rurais, tendo como mão de obra essencialmente o núcleo familiar, em contraste com a agricultura patronal – que utiliza trabalhadores contratados, fixos ou temporários, em propriedades médias ou grandes.

No Brasil, a agricultura familiar gera mais de 80% da ocupação no setor rural e responde por sete de cada 10 empregos no campo e por cerca de 40% da produção agrícola. Atualmente, a maior parte dos alimentos a mesa dos brasileiros vem das pequenas propriedades.

Esse tipo de agricultura não só produz e alimenta o país, mas também cria e inova! São mais de quatro milhões de unidades familiares, distribuídas entre os estados e o Distrito Federal, que contribuem com a economia nacional em 33% do Produto Interno Bruto Agropecuário e com 74% da mão de obra empregada no campo.

No decorrer das últimas 10 safras a renda do setor cresceu 52%, fortalecendo a sua produção e o seu desenvolvimento, movimentando cerca de R$ 100 bilhões e destacando a agricultura familiar como um dos pilares do desenvolvimento brasileiro.

Ela é de extrema importância por estar vinculada à segurança alimentar do mundo, por preservar os alimentos tradicionais, além de contribuir para uma alimentação balanceada, para a proteção da agrobiodiversidade e para o uso sustentável dos recursos naturais. Além de representar uma oportunidade para impulsionar as economias locais, especialmente quando combinada com políticas específicas destinadas a promover o desenvolvimento social e o bem-estar das comunidades.

No entanto, para que a agricultura familiar tenha êxito vários fatores são fundamentais.

Entre eles estão as condições agroecológicas e as características territoriais; ambiente político e acesso aos mercados; o acesso à terra e aos recursos naturais; acesso à tecnologia e serviços de extensão e disponibilidade de educação especializada.

O Governo Federal tem criado programas para o fortalecimento das atividades desenvolvidas pelo produtor familiar, que é o caso do Pronaf – Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – que tem por objetivo integrar esse pequeno produtor à cadeia de agronegócios, proporcionando-lhe aumento de renda e agregando valor ao produto e à propriedade, mediante a modernização do sistema produtivo, valorização do produtor rural e a profissionalização dos produtores familiares.

Um trabalho que merece destaque no setor é o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), um instrumento acionado após a etapa final do processo produtivo, no momento da comercialização, quando o esforço do pequeno produtor precisa ser recompensado com recursos que remunerem o investimento e a mão de obra e lhe permita reinvestir e custear as despesas de sobrevivência de sua família.

Historicamente ausente das políticas públicas, a comercialização da produção agrícola familiar sempre gerou frustração e desestímulo para os pequenos agricultores, entregues invariavelmente, a intermediários que, quando adquiriam suas colheitas, o faziam por preço vil.

O PAA tenta mudar esse quadro quando promove a aquisição de alimentos de agricultores familiares, diretamente, ou por meio de suas associações e cooperativas, com dispensa de licitação, destinando-os à formação de estoques governamentais ou à doação para pessoas em situação de insegurança alimentar nutricional, atendidas por programas sociais locais.

Digo que ainda é pouco!

É preciso reposicionar a agricultura familiar no centro das políticas agrícolas, ambientais e sociais, nas agendas nacionais, identificando lacunas e oportunidades para promover mudança rumo a um desenvolvimento mais equitativo e equilibrado.

A qualidade de vida do homem do campo está diretamente ligada à agricultura familiar!

É necessário e urgente a conscientização e entendimento dos desafios que os pequenos agricultores enfrentam. Não podemos ser omissos! Precisamos estar dentro do processo de ajudar a identificar maneiras eficientes de apoiar os agricultores familiares.


Blairo Maggi



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As eleições passaram e, como é natural, os derrotados entram no período de catarse, para depois, de forma racional avaliarem os erros e se reciclarem para as próximas eleições sem perder de vista que a democracia é a alternância do poder.

 Ranger de dentes


As disputas, em todos os níveis, adotaram um tom francamente belicista e com uma novidade: a profusão de Fake News (mentiras) difundidas pelas redes sociais, em especial pelo aplicativo whatszapp, numa escala inédito e com características de uma autêntica "guerra híbrida". Há muita maracutaia camuflada e que ainda pode aflorar embora nessa área de TI, os Tribunais Eleitorais e o próprio TSE se revelaram totalmente despreparados para impedir a propagação de notícias falsas.

 Papo furado


O ministro Fux, que ocupou a presidência do TSE, fez muita viagem, inclusive pela Europa, acenando com as consequências das "Fake News" com possibilidade, inclusive, de anular uma eleição. É mais uma das muitas fanfarronices do ministro conhecido por "peruqueiro" já que usa o complementa para dar trato à silhueta com uma vasta cabeleira e acentuado topete. Algo tão falso quanto as suas próprias opiniões no estilo "biruta de aeroporto".

 Deu no que deu


Confrontos inúteis, falhas amadoras nas relações com a imponente casta do funcionalismo público, foram o pano de fundo para a derrota de Pedro Taques que sequer conseguiu levar a eleição para um segundo turno, mesmo com a pretensão de Wellington Fagundes. Se existe algo mais conservador do que o "tucanato", a rejeição ao governador de saída merece toda a culpa. O eleitor não aprovou a sua gestão.

 Esperanças e...a espera


A candidatura de Mauro Mendes, tanto quanto a de Jayme Campos, era fava contada. A sua gestão à frente da Prefeitura e o fato de ter evitado uma candidatura a reeleição para não reproduzir a "trajetória Wilson Santos" foram decisivas para o afastamento, nem tão afastado, da pretensão de Mauro Mendes chegar ao governo do Estado lastreado no prestígio de sua passagem pela Prefeitura da capital, construído, em grande parcela pelo desmedido apoio do governador Pedro Taques à sua gestão. Méritos próprios, sim, mas com um apoio inegável do governador apeado.

 Corecon, nova fase


Evaldo Silva, um dos líderes da Chapa 2 - "Valorizando o Economista", conseguiu traduzir de forma simbólica o esforço que, ao lado de colegas de ofício, pretende imprimir à gestão, a valorização profissional, resgatando a garra dos antigos associados, representados na homenagem que lhes foi prestada nas figuras do professor Fernando Avalia e da economista Agda Salceco, ainda militante aos 76 anos de idade. Um gesto respeitoso e bastante simbólico.

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Tá difícil escolher um candidato a governador. Tirante os desconhecidos, só safados.

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Acho que o pau vai torar no segundo turno. O MM se não ganhar no primeiro não leva depois. Pode anotar. Quanto ao Corecon é mais uma das brigas como as do CRECI, CREA, CRA, CRM...Se é prestação gratuita de serviços é de estranhar tamanha generosidade. Algum benefício tem. Mesmo indireto, mas tem. Prestígio, por exemplo. Vale mais que dinheiro.

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Acho que o Corecon ganhou mais organização e seriedade. Sempre há uma ovelha manca em todo rebanho, mas, essa se machucou sozinha.

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Entra conselho e sai conselho, Sindicados e Conselhos Regionais continuam na mesma. Um grupo que entra não quer sair e o que sai sempre quer voltar. Deve ser bom, né?

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