Cuiabá (MT), segunda, 16 de julho de 2018
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Quarta, 11 de março de 2015, 08h20
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Governo Dilma na berlinda

Juacy da Silva


Segundo definição, berlinda é estar em foco, ser o foco das atenções, de forma negativa. Quando todos prestam atenção em alguém e a pessoa é foco de críticas. Isto é o que  está  acontecendo cada vez mais com o Governo Dilma neste início de segundo mandato. Envolta  em suas contradições  internas, principalmente pelo formato de condonomínio que faz parte  de sua  sustentação política e parlamentar, que  tem pessoas  e partidos de todos os matizes ideológicos, de latifundiários, usineiros, banqueiros, enfim, representantes  da elite econômica  até ex-guerrilheiros, socialiostas, trabalhistas, marxistas, trotsquistas, facistas e também muitos incompetentes e oportunistas.

Com um time que mais  se parece  um ajuntamento de jogadores escolhidos sem nenhum critério, os quais  jamais  formam ou formarão  uma equipe  afinada e de primeira  grandeza, além de um apetite voraz  para poder  ter  a chave do cofre, o  trabalho da técnica deste time  de várzea (Dilma )  mesmo  com a ajuda de seus conselheiros mais próximos,  incluindo seu mentor ou tutor Lula, não  tem sido nada fácil.

A  semelhança  de  um Campeonato nacional de futebol, como time, o Governo Dilma está entre os piores, sujeitos ao rebaixamento para  uma divisão inferior. Neste caso, a Diretoria do Time,  com  certeza, pressionado pelos torcedores  (eleitores)  que desejam melhores  resultados, só teria um caminho: demitir a técnica . Isto é o que com certeza aconteceria se o Brasil fosse  um país sério e o sistema político ao invés do presidencialismo imperial fosse  uma democracia parlamentarista, onde os governos que não contam com  maioria parlmentar de verdade e apoio do povo acaba caindo e novas eleições  são convocadas.

Quais os  fatores que estão colocando o Governo Dilma  na berlinda, indagarão os leitores e eleitores. Existem  várias razões, a começar pelo fiasco na  área econnomica, fnanceira e orçamentária.  O seu primeiro mandato  foi um rosário de incompetência, casuismos e medidas  contraditórias, levando o Brasil para o fundo do poço, com baixos índices de crescimento do PIB, inflação em alta, juros em alta, aumento assustador do endividamento público, aumento do deficit público, deficit na balança comercial, política cambial sem  efetividade, descontrole  das contas públicas.

Neste  início de segundo mandato, apesar da troca da equipe econômica,  este quadro está  se deteriorando de forma rápida, com perspectivas de aumento do desemprego, da queda de arrecadação , do aumento acelerado dos juros, da inflação, do endividamento das famílias, aumento rápido da dívida pública  e da dívida externa privada, ao aumento absurdo das tarifas e preços administrados  como da energia, água, combustíveis, transporte público.

Nos  aspectos sociais  a insatisfação de todos os setores, incluindo empresários, servidores públicos, trabalhadores do setor privado, dos  movimentos sindicais  e sociais estão conduzindo para  greves em vários setores, inclusive dos caminhoneiros e de outros que já  se articulam para paralizações  e protestos de rua, como os convocados para  a próxima  semana pelas centrais sindicais para protestarem contra as mudanças  das regras trabalhistas e setores diversos que desejam o “impeachment”  da Presidente.

Para  completar  este quadro de crise, o Governo Dilma não tem conseguido  dialogar nem com os partidos  e o Congresso Nacional, onde tem acumulado algumas derrotas emblemáticas, como para as Presidências  da Câmara e do Senado e a mais recente, desta semana quando o Presidente do Senado teceu várias críticas em relação a  uma Medida Provisória  que eleva as alíquotas  de impostos  sobre folha de pagamento  e a considerou innconstitucional, devolvendo-a  ao Poder Executivo.

Há poucos dias, quando ocorreu um empate  em uma votação no plenário do STF  diversos ministros da mais alta corte de justiça  do país  teceram críticas pesadas `a presidente Dilma pelo fato de que passados mais de sete meses da aposentadoria do ex-ministro Joaquim Barbosa  o Poder Executivo ainda não apresentou um novo nome para ser sabatinado pelo Senado e ser nomeado para o STF. Alguns ministros  chegaram a dizer  que isto é  um desrespeito ao Poder Judiciário por parte da Presidente e uma forma de atrapalhar o desempenho daquela corte.

Em meio a tudo isso, o escândalo da roubalheira na PETROBRAS  continua sangrando o governo, principalmente pelas denúncias de dirigentes de grandes empreiteiras, que até  pouco tempo tinham livre  acesso aos gabinetes do Palácio do Planalto e, imagina-se,  sabem  bem os meandros da corrupção dentro e fora do Governo.

Finalmente, a pá de cal nesta berlinda vem do  exterior, onde o governo brasileiro a  cada  dia  é visto de forma mais negativa, seja pelos investidores, seja  pelas agências de classificacão  e também  pela mídia. Há muito tempo o Brasil não  estava  tão ruim na foto. Ainda  bem que eu não votei em Dilma e não tenho do que me arrepender!  Muita  gente  começa a dizer que o Brasil está afundando, salve-se quem puder!

Juacy da Silva

Professor universitário, titular e aposentado UFMT, mestre em sociologia. Blog www.professorjuacy.blogspot.com Email professor.juacy@yahoo.com.br Twitter@profjuacy


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Há uma imensa articulação para o Caixa 2 conduzida pelos candidatos nas eleições proporcionais. Como a lição não parece ter sido aprendida e há muita gente precisando do mandato para se manter em liberdade tudo indica que não se verá grandes modificações na composição do Parlamento, tanto federal quanto estadual.

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O eleitorado está mais exigente em relação às candidaturas e hoje privilegia a "honestidade" em detrimento da "experiência". Isso significa que trajetória política anterior pode, inclusive, colocar em risco a biografia do candidato. Políticos profissionais caminham para a rejeição, mas, como detêm a máquina partidária na mão vão fintar tudo e todos para chegarem lá.

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Só um regime de exceção promoveria o julgamento de Lula em tempo recorde:menos de 18 meses entre a denúncia e a condenação em segunda instância. A mesma pressa não se observa quanto à admissibilidade de recursos às instâncias superiores: Recurso Especial ao Superior Tribunal de Justiça e Recurso Extraordinário ao Supremo Tribunal Federal. E os "togados" não gostam do rótulo de "golpistas". Alguns, de fato, não o são. Mas, apenas alguns.

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Respondendo ao amigo.
Ficou para depois do carnaval..
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Alguém acredita que a reforma da previdência sai em 2017?

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