Cuiabá (MT), sábado, 15 de dezembro de 2018
Leitura

Quarta, 11 de março de 2015, 08h20
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Governo Dilma na berlinda

Juacy da Silva


Segundo definição, berlinda é estar em foco, ser o foco das atenções, de forma negativa. Quando todos prestam atenção em alguém e a pessoa é foco de críticas. Isto é o que  está  acontecendo cada vez mais com o Governo Dilma neste início de segundo mandato. Envolta  em suas contradições  internas, principalmente pelo formato de condonomínio que faz parte  de sua  sustentação política e parlamentar, que  tem pessoas  e partidos de todos os matizes ideológicos, de latifundiários, usineiros, banqueiros, enfim, representantes  da elite econômica  até ex-guerrilheiros, socialiostas, trabalhistas, marxistas, trotsquistas, facistas e também muitos incompetentes e oportunistas.

Com um time que mais  se parece  um ajuntamento de jogadores escolhidos sem nenhum critério, os quais  jamais  formam ou formarão  uma equipe  afinada e de primeira  grandeza, além de um apetite voraz  para poder  ter  a chave do cofre, o  trabalho da técnica deste time  de várzea (Dilma )  mesmo  com a ajuda de seus conselheiros mais próximos,  incluindo seu mentor ou tutor Lula, não  tem sido nada fácil.

A  semelhança  de  um Campeonato nacional de futebol, como time, o Governo Dilma está entre os piores, sujeitos ao rebaixamento para  uma divisão inferior. Neste caso, a Diretoria do Time,  com  certeza, pressionado pelos torcedores  (eleitores)  que desejam melhores  resultados, só teria um caminho: demitir a técnica . Isto é o que com certeza aconteceria se o Brasil fosse  um país sério e o sistema político ao invés do presidencialismo imperial fosse  uma democracia parlamentarista, onde os governos que não contam com  maioria parlmentar de verdade e apoio do povo acaba caindo e novas eleições  são convocadas.

Quais os  fatores que estão colocando o Governo Dilma  na berlinda, indagarão os leitores e eleitores. Existem  várias razões, a começar pelo fiasco na  área econnomica, fnanceira e orçamentária.  O seu primeiro mandato  foi um rosário de incompetência, casuismos e medidas  contraditórias, levando o Brasil para o fundo do poço, com baixos índices de crescimento do PIB, inflação em alta, juros em alta, aumento assustador do endividamento público, aumento do deficit público, deficit na balança comercial, política cambial sem  efetividade, descontrole  das contas públicas.

Neste  início de segundo mandato, apesar da troca da equipe econômica,  este quadro está  se deteriorando de forma rápida, com perspectivas de aumento do desemprego, da queda de arrecadação , do aumento acelerado dos juros, da inflação, do endividamento das famílias, aumento rápido da dívida pública  e da dívida externa privada, ao aumento absurdo das tarifas e preços administrados  como da energia, água, combustíveis, transporte público.

Nos  aspectos sociais  a insatisfação de todos os setores, incluindo empresários, servidores públicos, trabalhadores do setor privado, dos  movimentos sindicais  e sociais estão conduzindo para  greves em vários setores, inclusive dos caminhoneiros e de outros que já  se articulam para paralizações  e protestos de rua, como os convocados para  a próxima  semana pelas centrais sindicais para protestarem contra as mudanças  das regras trabalhistas e setores diversos que desejam o “impeachment”  da Presidente.

Para  completar  este quadro de crise, o Governo Dilma não tem conseguido  dialogar nem com os partidos  e o Congresso Nacional, onde tem acumulado algumas derrotas emblemáticas, como para as Presidências  da Câmara e do Senado e a mais recente, desta semana quando o Presidente do Senado teceu várias críticas em relação a  uma Medida Provisória  que eleva as alíquotas  de impostos  sobre folha de pagamento  e a considerou innconstitucional, devolvendo-a  ao Poder Executivo.

Há poucos dias, quando ocorreu um empate  em uma votação no plenário do STF  diversos ministros da mais alta corte de justiça  do país  teceram críticas pesadas `a presidente Dilma pelo fato de que passados mais de sete meses da aposentadoria do ex-ministro Joaquim Barbosa  o Poder Executivo ainda não apresentou um novo nome para ser sabatinado pelo Senado e ser nomeado para o STF. Alguns ministros  chegaram a dizer  que isto é  um desrespeito ao Poder Judiciário por parte da Presidente e uma forma de atrapalhar o desempenho daquela corte.

Em meio a tudo isso, o escândalo da roubalheira na PETROBRAS  continua sangrando o governo, principalmente pelas denúncias de dirigentes de grandes empreiteiras, que até  pouco tempo tinham livre  acesso aos gabinetes do Palácio do Planalto e, imagina-se,  sabem  bem os meandros da corrupção dentro e fora do Governo.

Finalmente, a pá de cal nesta berlinda vem do  exterior, onde o governo brasileiro a  cada  dia  é visto de forma mais negativa, seja pelos investidores, seja  pelas agências de classificacão  e também  pela mídia. Há muito tempo o Brasil não  estava  tão ruim na foto. Ainda  bem que eu não votei em Dilma e não tenho do que me arrepender!  Muita  gente  começa a dizer que o Brasil está afundando, salve-se quem puder!

Juacy da Silva

Professor universitário, titular e aposentado UFMT, mestre em sociologia. Blog www.professorjuacy.blogspot.com Email professor.juacy@yahoo.com.br Twitter@profjuacy


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As eleições passaram e, como é natural, os derrotados entram no período de catarse, para depois, de forma racional avaliarem os erros e se reciclarem para as próximas eleições sem perder de vista que a democracia é a alternância do poder.

 Ranger de dentes


As disputas, em todos os níveis, adotaram um tom francamente belicista e com uma novidade: a profusão de Fake News (mentiras) difundidas pelas redes sociais, em especial pelo aplicativo whatszapp, numa escala inédito e com características de uma autêntica "guerra híbrida". Há muita maracutaia camuflada e que ainda pode aflorar embora nessa área de TI, os Tribunais Eleitorais e o próprio TSE se revelaram totalmente despreparados para impedir a propagação de notícias falsas.

 Papo furado


O ministro Fux, que ocupou a presidência do TSE, fez muita viagem, inclusive pela Europa, acenando com as consequências das "Fake News" com possibilidade, inclusive, de anular uma eleição. É mais uma das muitas fanfarronices do ministro conhecido por "peruqueiro" já que usa o complementa para dar trato à silhueta com uma vasta cabeleira e acentuado topete. Algo tão falso quanto as suas próprias opiniões no estilo "biruta de aeroporto".

 Deu no que deu


Confrontos inúteis, falhas amadoras nas relações com a imponente casta do funcionalismo público, foram o pano de fundo para a derrota de Pedro Taques que sequer conseguiu levar a eleição para um segundo turno, mesmo com a pretensão de Wellington Fagundes. Se existe algo mais conservador do que o "tucanato", a rejeição ao governador de saída merece toda a culpa. O eleitor não aprovou a sua gestão.

 Esperanças e...a espera


A candidatura de Mauro Mendes, tanto quanto a de Jayme Campos, era fava contada. A sua gestão à frente da Prefeitura e o fato de ter evitado uma candidatura a reeleição para não reproduzir a "trajetória Wilson Santos" foram decisivas para o afastamento, nem tão afastado, da pretensão de Mauro Mendes chegar ao governo do Estado lastreado no prestígio de sua passagem pela Prefeitura da capital, construído, em grande parcela pelo desmedido apoio do governador Pedro Taques à sua gestão. Méritos próprios, sim, mas com um apoio inegável do governador apeado.

 Corecon, nova fase


Evaldo Silva, um dos líderes da Chapa 2 - "Valorizando o Economista", conseguiu traduzir de forma simbólica o esforço que, ao lado de colegas de ofício, pretende imprimir à gestão, a valorização profissional, resgatando a garra dos antigos associados, representados na homenagem que lhes foi prestada nas figuras do professor Fernando Avalia e da economista Agda Salceco, ainda militante aos 76 anos de idade. Um gesto respeitoso e bastante simbólico.

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Tá difícil escolher um candidato a governador. Tirante os desconhecidos, só safados.

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Acho que o pau vai torar no segundo turno. O MM se não ganhar no primeiro não leva depois. Pode anotar. Quanto ao Corecon é mais uma das brigas como as do CRECI, CREA, CRA, CRM...Se é prestação gratuita de serviços é de estranhar tamanha generosidade. Algum benefício tem. Mesmo indireto, mas tem. Prestígio, por exemplo. Vale mais que dinheiro.

Segunda, 24 de setembro de 2018
Manoel Fernandes
Acho que o Corecon ganhou mais organização e seriedade. Sempre há uma ovelha manca em todo rebanho, mas, essa se machucou sozinha.

Domingo, 23 de setembro de 2018
Edvaldo
Entra conselho e sai conselho, Sindicados e Conselhos Regionais continuam na mesma. Um grupo que entra não quer sair e o que sai sempre quer voltar. Deve ser bom, né?

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