Cuiabá (MT), sábado, 15 de dezembro de 2018
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Sábado, 25 de abril de 2015, 20h29
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Fatos relevantes

Juacy da Silva


No  desenvolvimento dos  estudos de futuro, para que os  cenários sejam ao mesmo tempo um  referencial para o planejamento politico  e  estratégico e  também um instrumento de acompanhamento da realidade, a  definição  e  estabelecimento dos “fatos  relevantes” ou fatos portadores de futuro, é  de fundamental   importância para  um projeto nacional.

Neste  aspecto, são  importantes  tanto a dinâmica  interna quanto  os acontecimentos mundiais e as repercussões dos mesmos nas  relações  internas. Este  é  um exercício que exige dos governantes  uma  visão  de  estadista, jamais o aprisionamento em questões de menor importância e nem a miopia da visão ideológica, que tanto prejudica as ações do governo quanto do empresariado  e da sociedade como um todo.

Esta é a diferença entre a dinâmica política institucional dos países do primeiro mundo e dos subdesenvolvidos e também dos emergentes. Todo e qualquer país que aspire por uma postura de independência, liderança regional ou atingir o nível de uma potência  emergente  ou potência mundial precisa ter um projeto nacional e seus governantes necessitam ter a habilidade e a  capacidade de construir um modelo de desenvolvimento de médio  e longo  prazos, ou seja,  desenhar os caminhos a seguir pelos próximos dez ou vinte anos, independente de que partido ou aliança  esteja no poder. Sem isto, o país  consegue  realizar apenas  os “voos  de galinha’  como dizem os analistas políticos e geopolíticos, jamais  uma  visão  de longo alcance.

O acompanhamento dos acontecimentos mundiais, seus desdobramentos, a organização de blocos econômicos ou de alianças políticas  e militares definem os grandes rumos no cenário internacional, cabendo a  cada país  defender  seus  interesses nacionais, jamais subordinando-os  ao crivo do partido ou aliança no poder, caso em que a mediocridade pode reduzir o peso politico e  estratégico nacional  no contexto internacional.

Governantes que confundem interesses nacionais com interesses de grupos  econômicos  ou políticos podem perder o bonde da história  e colocar seus países  de joelho perante as  grandes potências,  contribuindo assim para o agravamento da crise interna.  Parece que na  presente conjuntura Brasil, Argentina e  Venezuela são  exemplos típicos , na América  Latina, deste tipo de governos populistas, incompetentes, medíocres e corruptos e que estão jogando por terra o futuro de seus  países.

No contexto internacional alguns fatos relevantes  podem ser identificados  no  agravamento do conflito no oriente médio; o  avanço das negaciações para a criação do mega-bloco  econômico e politico-militar transatlântico,  entre União Européia e Estados Unidos, e, complementarmente pelo Canadá  e México, que   juntamente com os EUA, fazem parte do NAFTA; o reatamento das relações diplomáticas entre EUA e Cuba, com desdobramentos para as  áreas  econômica e política;  o lancamento da candidatura de  Hillary  Clinton como postulante `a  Casa Branca pelo Partido Democrata;  o acordo do  G7,  liderados pelos  EUA  com o Iran, em relação ao programa nuclear daquele país; o fortalecimento dos pactos  de defesa  entre  EUA  e países asiáticos  para neutralizer o avanço militar  da China  e, finalmente, o empenho dos EUA  para  fortalecer a OEA  como entidade representativa  dos países do continente Americano, enfraquecendo  sobremaneira a UNASUL  e  seu  projeto bolivariano, onde o Brasil adereiu de forma equivocada.
No Plano interno, podemos destacar  como fatos  relevantes  o aprofundamento das investigações da Operação Lava-Jato, incluindo esta 12a.  fase, com a prisão de Vacari, tesoureiro do PT    o que pode aprofundar ainda mais a crise política em que a Presidennte  Dilma e seu  partido  e aliados estão engolfados; o aprofundamento da crise econômica e a insegurança e indignacão que  este fato poderá  ter sobre a população ameaçada pela inflação, pela  deterioração da qualidade  dos serviços públicos, aumento acelerado do endividamento  das familias, o temor do desemprego  que está  crescendo a olhos vistos; a perda  da capacidade de articulação política e de governar  da Presidente, que aos poucos se  torna prisioneira do seu partido  e de seu grande aliado, o PMDB; dos equivocos  dos pacotes econômicos de seu novo ministro da fazenda; o aumento do poder de articulação, em  oposição ao Palácio do  Planalto,  por parte dos presidentes da Câmara Federal e do Senado. 

A continuar  neste rítimo dentro embreve Dilma  será  igual a Rainha da Inglaterra, que tem a pompa  do cargo mas não governa  nada. Estamos vivendo quase  um regime parlamentarista  de fato, enquanto a reforma política não o institui na prática.  O Poder do vice-Presidnte, que é do mesmo partido que os presidentes da Câmara e do Senado, projeta  um cenário complicado  para Dilma, o PT e o sonho de Lula retornar em 2018.

Outro  fator  relevante  são  as manifestações  populares que  estão  tomando conta  das ruas e praças  do país  inteiro, onde o povo expressa  tanto o FORA CORRUPTOS, quanto o FORA DILMA  e FORA PT, caso  este descontentamento seja ampliado  e fortalecido pelo  aprofundamento da crise econômica, tanto o  Impeachment quanto uma possível renúncia de Dilma  serão fatos  relevantes  dentro  de pouco tempo. Vamos  acompanhar e ver o que vai acontecer nos próximos meses.

Juacy da Silva

Professor universitário, titular e aposentado UFMT, mestre em sociologia. Blog www.professorjuacy.blogspot.com Email professor.juacy@yahoo.com.br Twitter@profjuacy


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O ministro Fux, que ocupou a presidência do TSE, fez muita viagem, inclusive pela Europa, acenando com as consequências das "Fake News" com possibilidade, inclusive, de anular uma eleição. É mais uma das muitas fanfarronices do ministro conhecido por "peruqueiro" já que usa o complementa para dar trato à silhueta com uma vasta cabeleira e acentuado topete. Algo tão falso quanto as suas próprias opiniões no estilo "biruta de aeroporto".

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Confrontos inúteis, falhas amadoras nas relações com a imponente casta do funcionalismo público, foram o pano de fundo para a derrota de Pedro Taques que sequer conseguiu levar a eleição para um segundo turno, mesmo com a pretensão de Wellington Fagundes. Se existe algo mais conservador do que o "tucanato", a rejeição ao governador de saída merece toda a culpa. O eleitor não aprovou a sua gestão.

 Esperanças e...a espera


A candidatura de Mauro Mendes, tanto quanto a de Jayme Campos, era fava contada. A sua gestão à frente da Prefeitura e o fato de ter evitado uma candidatura a reeleição para não reproduzir a "trajetória Wilson Santos" foram decisivas para o afastamento, nem tão afastado, da pretensão de Mauro Mendes chegar ao governo do Estado lastreado no prestígio de sua passagem pela Prefeitura da capital, construído, em grande parcela pelo desmedido apoio do governador Pedro Taques à sua gestão. Méritos próprios, sim, mas com um apoio inegável do governador apeado.

 Corecon, nova fase


Evaldo Silva, um dos líderes da Chapa 2 - "Valorizando o Economista", conseguiu traduzir de forma simbólica o esforço que, ao lado de colegas de ofício, pretende imprimir à gestão, a valorização profissional, resgatando a garra dos antigos associados, representados na homenagem que lhes foi prestada nas figuras do professor Fernando Avalia e da economista Agda Salceco, ainda militante aos 76 anos de idade. Um gesto respeitoso e bastante simbólico.

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Tá difícil escolher um candidato a governador. Tirante os desconhecidos, só safados.

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Acho que o pau vai torar no segundo turno. O MM se não ganhar no primeiro não leva depois. Pode anotar. Quanto ao Corecon é mais uma das brigas como as do CRECI, CREA, CRA, CRM...Se é prestação gratuita de serviços é de estranhar tamanha generosidade. Algum benefício tem. Mesmo indireto, mas tem. Prestígio, por exemplo. Vale mais que dinheiro.

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Acho que o Corecon ganhou mais organização e seriedade. Sempre há uma ovelha manca em todo rebanho, mas, essa se machucou sozinha.

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Entra conselho e sai conselho, Sindicados e Conselhos Regionais continuam na mesma. Um grupo que entra não quer sair e o que sai sempre quer voltar. Deve ser bom, né?

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