Cuiabá (MT), sexta, 28 de abril de 2017
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Quarta, 27 de janeiro de 2016, 12h10
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O Brasil e a quarta revolução industrial

Juacy da Silva


Teve início no ultimo dia 20 e vai até dia 23; a reunião anual do Forum Ecônomico Mundial, em Davos, na Suiça,  que deverá contar com a presença de vários chefes  de Estado, Ministros de Finanças, representantes  de organismos internacionais, dirigentes de grandes empresas mundiais e diversos pesquisadores,  totalizando mais de 2.500  pessoas.

O tema central  deste ano  é “A quarta revolução industrial “ e os impactos que a mesma deverá  produzir  na economia e na sociedade nos diversos países pelas próximas décadas.

Este  tema central  está desdobrado em oito  temas mais específicos como:a ) Robotização; b)Terrorismo e a crise das imigrações internacionais; c) Instabilidade dos mercados e as crises econômicas e financeiras;d) mudanças climáticas; e) Crise e a recuperação da Europa; f) Desigualdades mundiais; g) Desafios da medicina, avanço das doenças não comunicáveis ; h) crimes cibernéticos  e  as liberdades civis.

Segundo diversas  organiações e estudiosos, o mundo caminha para uma mudança drástica e rápida dos paradígmas econômicos, sociais e de governança, onde a  era digital e a robotização irão  pruduzir  impactos profundos nos diversos países, afetando de maneira positiva ou negativa, dependendo do estágio de desenvolvimento e de visão de futuro que cada um possa ter, incluindo a definição de uma estratégia de longo prazo que tenha em seu núcleo central  investimentos prioritários em educação e no desenvolvimento da ciência e tecnologia.Quem assim não fizer estará fadado a ficar para tráz.

Neste particular o próprio Forum Econômico Mundial apresenta todos os anos um relatório em que avalia  o grau de competitividade de 140 países, estabelecendo um  “ranking” dos mesmos, tendo com referência alguns parâmetros que indicam a posição desses países em relação a nivel de sofisticação institucional e os marcos macro econômicos e tecnológicos.

É importante também ter em mente que  este relatório do Forum Econômico Mundial tem uma  correlação muito grande com um outro   trabalho que vem sendo realizado  com relatórios anuais pelo Banco Mundial intitulado “Realizando negócios”,   analisando dados de mais de 170 países.

No ranking da competitividade de  2015  e  2016,  do Forum Econômico Mundial,  publicado no final do ano passado, o Brasil caiu 18 posições em relação ao relatório anterior  referente ao ano 2014 e 2015,  saindo da 57a. posição para a 75a posição. Ficou atraz  de 7 países da América Latina como o Chile que ocupa a 35a. posição; Panamá 50a; Costa Rica 52a; México 57a; Colômbia 61a; Peru 69a e Uruguai 73a.

Ficou também abaixo de todos os demais países do BRICs, como China 28a; Rússia 45a; África do Sul 49a e Índia 65a.; bem como de todos os países do G7 e do G20,  e de diversos outros países que competem com o Brasil em termos de espaço no comércio internacional e na dimensão geopolítica como Austrália, Turquia, Irã, Coréia do Sul, Indonésia e outros  com menor peso econômico mas com grande projeção científica e tecnológica.

Quando o ranking da compettividade é desdobrado em seus vários componentes a poisição do Brasil é um vexame,  uma  vergonha, quando comparado ao peso da economia brasileira que é atualmente a oitava economia do mundo a caminho da nona posição, depois de anos de fracasso econômico sob o Governo Dilma em 2014; 2015  e as projeções para 2016 e 2017.

No ranking da competitividade , entre  140 países, nos chamados requisitos básicos o Brasil ocupa a 103a posição; no quesito eficiêcia e funcionamento das instituições 121a; na infraestrutura 74a; no ambiente macroeconômico 117a; na  saúde e ensino fundamental 103a; na  educação superior e qualificação professional 93a; na  eficiência do Mercado 128a; na eficiência do fator trabalho 122a; desenvolvimento do Sistema financeiro 58a e tamanha  do Mercado 7a. posição; excluindo este ultimo requisito o Brasil passaria a ocupar a 97a posição no ranking.

O UBS , um dos maiores bancos da Suiça e do Mundo, em  relatório a ser apresentado em Dvos neste semana, resume a posição do Brasil em seis  requisitos básicos para situar-se no contexto da quarta revolução industrial e tecnológica e os resultados não são nada animadores.  Estrutura e flexibilidade do Mercado de trabalho 122a posição; nas habilidades e preparo da mão-deobra  93a; na educação e inovação 84a; na infra estrutura  e sustentabilidade 78a; no Sistema legal e proteção 126a; nos  impactos gerais provocados pela quarta revolução tecnológica 95a; na média geral nosso país estaria ocupando a 100a posição neste ranking.

Diante  desses resultados o Brasil passa a ser classificado em um degrau abaixo dos demais países emergentes, no nível chamado  fronteira, entre emergentes e demais países bem atrasados. Temos  um grande desafio pela frente antes que os impactos da quarta revolução tecnológica nos coloquem a ver navios.

Juacy da Silva

Professor universitário, titular e aposentado UFMT, mestre em sociologia. Blog www.professorjuacy.blogspot.com Email professor.juacy@yahoo.com.br Twitter@profjuacy


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O conselheiro Antonio Joaquim conseguiu dar um bom disfarce técnico ao posicionamento que vem adotando no embate que trava com o Executivo para vasculhar a vida de empresas ligadas ao agronegócio, as grandes exportadoras do Estado e beneficiadas pela Lei Kandir que as livra de pagarem ICMS.

  Sigilos Fiscais


Os auditores fiscais e os técnicos foram louvados pela certeza de que guardarão os sigilos fiscais das empresas que vierem a ser, concomitantemente, fiscalizadas por quem tem atribuição expressa para esmiuçar CNPJs e CPFs e outros cujo trabalho deve se centrar na avaliação das metodologias empregadas e no seu resultado efetivo. Quem precisa esmiuçar as contas são os bem pagos fiscais do Estado.

  Transferencia de sigilo


Turma do Epa não exerce nenhuma atividade tributária a não ser os estipêndios que paga a duras penas para o Fisco. Não vai entrar numa discussão que será decidida mais à frente pela Justiça, pois, ultimamente, virou moda tudo acabar no Judiciário.

  Pendengas úteis e outras fúteis


Só se vai saber se a pendenga judicial entre o TCE e o Governador é útil daqui a tempo suficiente para que este fato fique no passado quando será quinquilharia política ultrapassada. Por ora, ante a eleição que se avizinha, é hora de reforçar o bodoque para apedrejar as vidraças alheias. E, convenientemente, esquecer das próprias.

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Não se discute a competência técnica dos bons quadros concursados do Tribunal de Contas do Estado e de abnegados que frequentam a Casa por expressa disposição constitucional que salvaguardou os respectivos empregos. O escrutínio dos CNPJs não parecem adequados ao teste de metodologias destinadas a apurando conjuntos ou subconjuntos de contribuintes enfeixados num mesmo CNAE. E isso nada tem a ver com competencia técnica, mas, com método.

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