Cuiabá (MT), sexta, 28 de abril de 2017
Leitura

Segunda, 15 de fevereiro de 2016, 18h24
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De desagravos

Eduardo Gomes


Mato Grosso foi destaque nos desfiles das escolas de samba do


Rio e paulistanas. Na Sapucaí, a Unidos da Tijuca ficou em

segundo lugar, com 269,7 pontos, apenas um décimo atrás da

vitoriosa Mangueira. Em São Paulo a Mancha Verde retornou à

elite ao se sagrar campeã do Grupo de Acesso, com 269,4 pontos

e batucando o enredo “Mato Grosso, uma Mancha Verde no Coração

do Brasil”.

As duas escolas mostraram ao mundo o verdadeiro Mato Grosso,

aquele que dá certo, que cresce, é gostoso, envolvente,

hospitaleiro e está de portas abertas a brasileiros e nascidos

em outros países. Mais: a Unidos da Tijuca ao cantar a pujança

agrícola e Sorriso estratificou a magnitude mato­grossense.

Entendo que as mensagens nos enredos das duas escolas

aconteceram no momento certo. Fora de suas divisas e fronteira

Mato Grosso não poderia mais continuar com a pecha de estado

em ruína moral na esfera pública, onde políticos, servidores

públicos e empresários ora estão do lado de fora ora do lado

de dentro dos presídios.

Em cada cabeça uma sentença. Que se leve em cana todos que a

Justiça julgar que meteram a mão no erário público, mas que

não se faça disso a bandeira de Mato Grosso. Da forma que as

operações policiais que investigam órgãos públicos,

autoridades, ex­autoridades, servidores e empresas são

mostrados ao Brasil cria­se um fosso que bota investidores do

lado de fora da nossa terra. Uma das regras para motivar a

opção de empresários por determinada região é a segurança

jurídica. Sem ela o lugar perde seus atrativos. E se não

chegamos a tal ponto, estamos bem perto dele com o cheiro do

estado policialesco no ar. Mais: pior é que paralelamente a

esse odor, não há avanço administrativo nesta terra que

aprendeu conjugar o verbo crescer.

Brava Mancha Verde! Brava Unidos da Tijuca! Vocês foram

digorestes. Lavaram a alma mato­grossense. Mostraram aos olhos

do Brasil e do mundo que o berço de Rondon é maior que os

homens públicos e que sobre ele não pesa nenhuma mácula, por

mais que a imagem distorcida tente sufocar a divulgação dos

nossos roteiros turísticos, a força do nosso agronegócio, a

qualidade de vida de nossas cidades recém­criadas, o casamento

perfeito do céu infinitamente azul com os raios do sol, a

cumplicidade do clima que mistura temperatura com calor

humano...

Pedi licença à minha condição de portelense. Torci muito pela

Unidos da Tijuca, como se ela fosse uma escola nossa, aqui do

Araés, ou da Varjinha, em Leverger. Não havia faixas na

Sapucaí com referências a Mato Grosso e Sorriso. Isso era

esperado porque nem o governo nem a prefeitura demonstraram

interesse em reforçar a grande divulgação que caiu no colo do

Estado e daquele município. Sambemos todos o imaginário samba

dos desagravos lá fora, onde Mato Grosso teima em não mirar.

Eduardo Gomes

Jornalista


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 Disfarce técnico


O conselheiro Antonio Joaquim conseguiu dar um bom disfarce técnico ao posicionamento que vem adotando no embate que trava com o Executivo para vasculhar a vida de empresas ligadas ao agronegócio, as grandes exportadoras do Estado e beneficiadas pela Lei Kandir que as livra de pagarem ICMS.

  Sigilos Fiscais


Os auditores fiscais e os técnicos foram louvados pela certeza de que guardarão os sigilos fiscais das empresas que vierem a ser, concomitantemente, fiscalizadas por quem tem atribuição expressa para esmiuçar CNPJs e CPFs e outros cujo trabalho deve se centrar na avaliação das metodologias empregadas e no seu resultado efetivo. Quem precisa esmiuçar as contas são os bem pagos fiscais do Estado.

  Transferencia de sigilo


Turma do Epa não exerce nenhuma atividade tributária a não ser os estipêndios que paga a duras penas para o Fisco. Não vai entrar numa discussão que será decidida mais à frente pela Justiça, pois, ultimamente, virou moda tudo acabar no Judiciário.

  Pendengas úteis e outras fúteis


Só se vai saber se a pendenga judicial entre o TCE e o Governador é útil daqui a tempo suficiente para que este fato fique no passado quando será quinquilharia política ultrapassada. Por ora, ante a eleição que se avizinha, é hora de reforçar o bodoque para apedrejar as vidraças alheias. E, convenientemente, esquecer das próprias.

 Competencia técnica


Não se discute a competência técnica dos bons quadros concursados do Tribunal de Contas do Estado e de abnegados que frequentam a Casa por expressa disposição constitucional que salvaguardou os respectivos empregos. O escrutínio dos CNPJs não parecem adequados ao teste de metodologias destinadas a apurando conjuntos ou subconjuntos de contribuintes enfeixados num mesmo CNAE. E isso nada tem a ver com competencia técnica, mas, com método.

 Sonegação de grandes produtores


Que volta e meia se encontram grandes sonegadores entre os, também, grandes exportadoras, não é novidade. Os quadros técnicos da Secretaria de Fazenda e as instâncias administrativas e jurídicas que têm espaço reservado na SEfaz fazem um bom trabalho e a superposição de tarefas com o órgão de controle externo afigura-se mais como interesse político oportuno.

 Atribuições


Só agora foram descobertas, entre as atribuições do Tribunal de Contas, a capacidade de fiscalizar tanto as despesas quanto as receitas. A descoberta tardia do poder sobre as receitas atende ao quadro eleitoral que se avizinha já que esta competencia poderia ter sido invocada há muito tempo. Agora cheira mais à necessidade de se ocupar algum protagonismo político e se marcar posição. Nada mais.

Eparre

Quinta, 27 de abril de 2017
Zeferino Arruda
Eu não gostaria que meus dados fossem compartilhados com ninguém. Já pago impostos demais pra ficarem vasculhando minha vida. O TCE precisa é escolher melhor seus conselheiros.

Quinta, 27 de abril de 2017
Jocimar Arantes
Vcs publicam um comentário? O que o Taques quer? Reeleição. O que o Antonio Joaquim quer? Ser governador. Os dois precisam combinar com o povo.

Quarta, 26 de abril de 2017
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Ainda estamos no século XIX em matéria de colonização. Quem tem mais pólvora no bacamarte é quem vira dono. Ou quem mata mais índios.

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O KW exagerou na caipirinha assistindo a jogo de voley. Só pode.

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