Cuiabá (MT), segunda, 16 de julho de 2018
Leitura

Segunda, 15 de fevereiro de 2016, 18h24
Chapeu_leitura artigo

De desagravos

Eduardo Gomes


Mato Grosso foi destaque nos desfiles das escolas de samba do


Rio e paulistanas. Na Sapucaí, a Unidos da Tijuca ficou em

segundo lugar, com 269,7 pontos, apenas um décimo atrás da

vitoriosa Mangueira. Em São Paulo a Mancha Verde retornou à

elite ao se sagrar campeã do Grupo de Acesso, com 269,4 pontos

e batucando o enredo “Mato Grosso, uma Mancha Verde no Coração

do Brasil”.

As duas escolas mostraram ao mundo o verdadeiro Mato Grosso,

aquele que dá certo, que cresce, é gostoso, envolvente,

hospitaleiro e está de portas abertas a brasileiros e nascidos

em outros países. Mais: a Unidos da Tijuca ao cantar a pujança

agrícola e Sorriso estratificou a magnitude mato­grossense.

Entendo que as mensagens nos enredos das duas escolas

aconteceram no momento certo. Fora de suas divisas e fronteira

Mato Grosso não poderia mais continuar com a pecha de estado

em ruína moral na esfera pública, onde políticos, servidores

públicos e empresários ora estão do lado de fora ora do lado

de dentro dos presídios.

Em cada cabeça uma sentença. Que se leve em cana todos que a

Justiça julgar que meteram a mão no erário público, mas que

não se faça disso a bandeira de Mato Grosso. Da forma que as

operações policiais que investigam órgãos públicos,

autoridades, ex­autoridades, servidores e empresas são

mostrados ao Brasil cria­se um fosso que bota investidores do

lado de fora da nossa terra. Uma das regras para motivar a

opção de empresários por determinada região é a segurança

jurídica. Sem ela o lugar perde seus atrativos. E se não

chegamos a tal ponto, estamos bem perto dele com o cheiro do

estado policialesco no ar. Mais: pior é que paralelamente a

esse odor, não há avanço administrativo nesta terra que

aprendeu conjugar o verbo crescer.

Brava Mancha Verde! Brava Unidos da Tijuca! Vocês foram

digorestes. Lavaram a alma mato­grossense. Mostraram aos olhos

do Brasil e do mundo que o berço de Rondon é maior que os

homens públicos e que sobre ele não pesa nenhuma mácula, por

mais que a imagem distorcida tente sufocar a divulgação dos

nossos roteiros turísticos, a força do nosso agronegócio, a

qualidade de vida de nossas cidades recém­criadas, o casamento

perfeito do céu infinitamente azul com os raios do sol, a

cumplicidade do clima que mistura temperatura com calor

humano...

Pedi licença à minha condição de portelense. Torci muito pela

Unidos da Tijuca, como se ela fosse uma escola nossa, aqui do

Araés, ou da Varjinha, em Leverger. Não havia faixas na

Sapucaí com referências a Mato Grosso e Sorriso. Isso era

esperado porque nem o governo nem a prefeitura demonstraram

interesse em reforçar a grande divulgação que caiu no colo do

Estado e daquele município. Sambemos todos o imaginário samba

dos desagravos lá fora, onde Mato Grosso teima em não mirar.

Eduardo Gomes

Jornalista


 leia também

Eluise Dorileo
Domingo, 17 de dezembro de 2017
É tempo de gratidão
Estamos perto do Natal. Esse é um momento de gratidão por todo o ano que passou.
Wilson Alves da Silva
Quinta, 16 de novembro de 2017
O transporte alternativo pede socorro
O serviço de táxi-lotação, micro-ônibus foi instituído em Cuiabá pela Lei Municipal 2.758/1990 e começou a operar nas linhas de Cuiabá na gestão do ex-prefeito Frederico Campos.
Benedito Figueiredo Junior
Domingo, 14 de maio de 2017
Cirurgia plástica pós-gravidez
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica aconselha de 6 meses a um ano para se pensar em realizá-las

+ ver todas os artigos
Eparre

 Campanha confusa


Há uma imensa articulação para o Caixa 2 conduzida pelos candidatos nas eleições proporcionais. Como a lição não parece ter sido aprendida e há muita gente precisando do mandato para se manter em liberdade tudo indica que não se verá grandes modificações na composição do Parlamento, tanto federal quanto estadual.

 Majoritária indefinida


Mauro Mendes protagoniza o suspense. Não diz que sim, nem que não. Muita gente gostaria que o quadro para candidatos a governador estivesse definido. Por enquanto continua apenas no nível de desejo. A Copa do Mundo não parece ter despertado tanto entusiasmo.

 Frio na fria


Os candidatos, em decorrência das competições, raciocinam com eleições anteriores, devidamente esquecidos de que o país vive um momento atípico e caminhando para uma encruzilhada. Até onde vai o aprofundamento do golpe ante a deterioração econômica que se vive? Ou seja, é uma "fria" no frio que parece ter dado uma trégua mas deve retornar.

 A escolha do candidato


O eleitorado está mais exigente em relação às candidaturas e hoje privilegia a "honestidade" em detrimento da "experiência". Isso significa que trajetória política anterior pode, inclusive, colocar em risco a biografia do candidato. Políticos profissionais caminham para a rejeição, mas, como detêm a máquina partidária na mão vão fintar tudo e todos para chegarem lá.

 Legalidade formal


A atipicidade do momento eleitoral em que a principal liderança política do país, Lula, continua na prisão transtorna o ambiente de pesquisas eleitorais. O PT continua com um grande "ativo político" que deve ganhar mais relevância ainda se mantido preso. Será a resposta à Justiça que não respondeu às normas e tratou de criar "para situações excepcionais, soluções excepcionais". Ingressamos, portanto, numa moderna ditadura sob o disfarce da legalidade formal.

 Regime de exceção


Só um regime de exceção promoveria o julgamento de Lula em tempo recorde:menos de 18 meses entre a denúncia e a condenação em segunda instância. A mesma pressa não se observa quanto à admissibilidade de recursos às instâncias superiores: Recurso Especial ao Superior Tribunal de Justiça e Recurso Extraordinário ao Supremo Tribunal Federal. E os "togados" não gostam do rótulo de "golpistas". Alguns, de fato, não o são. Mas, apenas alguns.

Eparre

Sexta, 16 de fevereiro de 2018
K.W.
Estranha a edição. Essas agressões na Fecomercio não são gratuitas. Há muita sede de poder. Só pode.

Sexta, 15 de dezembro de 2017
Juvenal
Respondendo ao amigo.
Ficou para depois do carnaval..
Vai Brasillll!!!

Sexta, 08 de dezembro de 2017
Roberto Alves
Alguém acredita que a reforma da previdência sai em 2017?

Terça, 15 de agosto de 2017

Vocês estão todos no grampo. Se não for ilegalmente alguém da Justiça já deve ter determinado grampo em vocês. Ta todo mundo quietinho e aprovando prisão de qualquer jeito e vocês acham que prisão é pro cara ficar no bem bom?

DEIXE SUA OPINIÃO OU COMENTÁRIO
Nome:
Texto:
Email:
Coluna:
Vídeos
 HUMOR
Red Bull te dá asas! E não é que ele levou a sério.
HOME  |   TURMA DO EPA  |   PANORAMA  |   VÍDEOS  |   LEITURA  |   EPARRÊ  |   EPA DOS LEITORES
BROADCAST  |   QUEM SOMOS  |   DIREITO DE RESPOSTA  |   ANÚNCIOS  |   CANAL RSS  |   CONTATO
Copyright © 2011 - Turma do Epa. Todos os direitos reservados