Cuiabá (MT), quinta, 19 de outubro de 2017
Leitura

Segunda, 15 de fevereiro de 2016, 18h24
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De desagravos

Eduardo Gomes


Mato Grosso foi destaque nos desfiles das escolas de samba do


Rio e paulistanas. Na Sapucaí, a Unidos da Tijuca ficou em

segundo lugar, com 269,7 pontos, apenas um décimo atrás da

vitoriosa Mangueira. Em São Paulo a Mancha Verde retornou à

elite ao se sagrar campeã do Grupo de Acesso, com 269,4 pontos

e batucando o enredo “Mato Grosso, uma Mancha Verde no Coração

do Brasil”.

As duas escolas mostraram ao mundo o verdadeiro Mato Grosso,

aquele que dá certo, que cresce, é gostoso, envolvente,

hospitaleiro e está de portas abertas a brasileiros e nascidos

em outros países. Mais: a Unidos da Tijuca ao cantar a pujança

agrícola e Sorriso estratificou a magnitude mato­grossense.

Entendo que as mensagens nos enredos das duas escolas

aconteceram no momento certo. Fora de suas divisas e fronteira

Mato Grosso não poderia mais continuar com a pecha de estado

em ruína moral na esfera pública, onde políticos, servidores

públicos e empresários ora estão do lado de fora ora do lado

de dentro dos presídios.

Em cada cabeça uma sentença. Que se leve em cana todos que a

Justiça julgar que meteram a mão no erário público, mas que

não se faça disso a bandeira de Mato Grosso. Da forma que as

operações policiais que investigam órgãos públicos,

autoridades, ex­autoridades, servidores e empresas são

mostrados ao Brasil cria­se um fosso que bota investidores do

lado de fora da nossa terra. Uma das regras para motivar a

opção de empresários por determinada região é a segurança

jurídica. Sem ela o lugar perde seus atrativos. E se não

chegamos a tal ponto, estamos bem perto dele com o cheiro do

estado policialesco no ar. Mais: pior é que paralelamente a

esse odor, não há avanço administrativo nesta terra que

aprendeu conjugar o verbo crescer.

Brava Mancha Verde! Brava Unidos da Tijuca! Vocês foram

digorestes. Lavaram a alma mato­grossense. Mostraram aos olhos

do Brasil e do mundo que o berço de Rondon é maior que os

homens públicos e que sobre ele não pesa nenhuma mácula, por

mais que a imagem distorcida tente sufocar a divulgação dos

nossos roteiros turísticos, a força do nosso agronegócio, a

qualidade de vida de nossas cidades recém­criadas, o casamento

perfeito do céu infinitamente azul com os raios do sol, a

cumplicidade do clima que mistura temperatura com calor

humano...

Pedi licença à minha condição de portelense. Torci muito pela

Unidos da Tijuca, como se ela fosse uma escola nossa, aqui do

Araés, ou da Varjinha, em Leverger. Não havia faixas na

Sapucaí com referências a Mato Grosso e Sorriso. Isso era

esperado porque nem o governo nem a prefeitura demonstraram

interesse em reforçar a grande divulgação que caiu no colo do

Estado e daquele município. Sambemos todos o imaginário samba

dos desagravos lá fora, onde Mato Grosso teima em não mirar.

Eduardo Gomes

Jornalista


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Eparre

 Mutirão Fiscal em Várzea Grande


Há esperanças de que o "Mutirão Fiscal", na verdade um processo conciliação realizado com apoio do Tribunal de Justiça, contribua para engrossar o caixa da Prefeitura de Várzea Grande e com isso suprir o 13º salário e outras despesas correntes represadas.

 Salários em dia


De repente, a obrigação de pagar servidores nas datas que são destinadas a que cada um receba o que lhe é devido, passou a ser considerado uma demonstração de competência e aplicação dos Poderes Executivos.

 Pagar salário é obrigação


Pagar salários é obrigação. Pagar em dia, também. Quem trabalha contrata serviços, contrai dívidas no mercado às quais deve prover nos respectivos vencimentos. O que vale para empregado em relação aos compromissos assumidos, vale, também, para os condutores dos negócios públicos.

 Comprometimento


Isso não subtrai, em verdade, o comprometimento do gestor público ao priorizar as folhas de pagamento. Ao fazer isso está proporcionando instrumentação para que a própria economia local mantenha impulso e dê retorno aos cofres públicos.

 Impostos atrasados


A capacidade contributiva dos moradores de Várzea Grande, em verdade, nunca foi tão grande. O município, apesar de dispor de empresas frigoríficas de porte e até de ter recebido a alcunha de "Cidade Industrial" não faz jus a esse tipo de denominação. A cidade é tida por "dormitório" em que a maioria trabalha fora por ausência de empreendimentos capazes de empregar decentemente a população.

 Obrigações fiscais


A "Cidade Industrial" também é notória pela leniência com que foi conduzida a tributação, principalmente no que se refere aos impostos de alçada municipal, exceção ao ISSQN. Houve politicagem com a isenção ou valores venais muito baixos em relação a impostos patrimoniais e isso torna recorrente o atraso no pagamento de tributos.

Eparre

Terça, 15 de agosto de 2017

Vocês estão todos no grampo. Se não for ilegalmente alguém da Justiça já deve ter determinado grampo em vocês. Ta todo mundo quietinho e aprovando prisão de qualquer jeito e vocês acham que prisão é pro cara ficar no bem bom?

Sexta, 04 de agosto de 2017
Ubiraci Carvalho
Caramba! Que rolo togado esses tais grampos. É um envolvendo o outro e outro envolvendo o um e mais um. VOte.

Sexta, 04 de agosto de 2017
K.W
Por mais que o povão gosta da desgraça alheia é bom ficar claro que prisão não é sala de suplício. Ou precisa desenhar?

Sexta, 04 de agosto de 2017
Odacil Ferreira
Gosto da informação apurada como estas que vcs publicam. E a seriedade com que tratam o assunto. As posições onde vcs se expressam através da coluna são absolutamente corretas. Querem fazer os militares bodes expiatórios e passarem por cima das leis. Onde já se viu querer mandar um coronel ex-comandante da PM, um ex-chefe da Casa Militar para um Presídio de segurança máxima? Regime Diferenciado é para cumprimento de pena ou excepecionalíssimo e não para servir a mesquinharias e a jogo de vaidades.

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