Cuiabá (MT), quinta, 19 de outubro de 2017
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Quarta, 04 de maio de 2016, 17h26
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A economia e o novo governo

Esperidião da Costa Marques


Com a iminente posse de Michel Temer como novo presidente do Brasil, já agora em maio, crescem as especulações sobre a nova política econômica a ser implementada pelo novo governo. Com Henrique Meireles praticamente confirmado como ministro da Fazenda e homem forte da economia, algumas medidas futuras começam a ser divulgadas, entre as principais, um vigoroso ajuste fiscal para recuperar a credibilidade e estancar o crescimento da dívida pública, que atingiu 2,88 trilhões em março deste ano.

Sobre o ajuste fiscal há quase uma unanimidade, ficando as divergências quanto ao tamanho, já que economistas de renome defendem ajustes variados, desde o gradualismo até ajuste de 5%do PIB, que alcançaria algo em torno de 300 bilhões de reais. Decisão que caberá ao futuro ministro da Fazenda e ao presidente Temer. Meireles é adepto da política econômica baseada no tripé: Câmbio flutuante, meta de inflação e superávit primário, em contraponto ao modelo atual, chamado de Nova Matriz Econômica. Foi como se comportou em 8 anos à frente do Banco Central, entre 2003 a 2010.

A reforma da Previdência e a Trabalhista estariam como medidas a serem enviadas ao Congresso Nacional, logo que restabelecidas as condições políticas para tal. Roberto Brant, ex-ministro da Previdência e um dos formuladores da reforma, tem defendido, publicamente, a adoção da idade mínima de 65 anos, excetuando apenas alguns casos, como daqueles segurados próximos da aposentadoria pelas regras atuais.

A manutenção, aumento ou redução da Selic, bem como a dívida dos Estados, estarão certamente na pauta do novo governo. Sobre a dívida dos Estados a solução deve ser a mais rápida possível, já que o Supremo Tribunal Federal, em decisão salomônica, concedeu um prazo de 60 dias para que haja uma negociação entre o governo Federal e os entes federados. Temer tem dado sinais que se interessa por uma negociação, inclusive com perdão de parte da dívida, como se manifestou no recente auto vazamento das suas intenções futuras.

No caso da inflação, a recessão de 3,8 pontos percentuais do PIB em 2015 e esperados -4 pontos neste ano, além dos juros altos e a escassez de créditos, estão se encarregando de retirar seu ímpeto. O Boletim Focus do Banco Central já projeta um índice anualizado de inflação de 6,98 para dezembro de 2016. Redução substancial em relação ao ano anterior.

Agora, é esperar para ver quais serão as medidas do governo que se iniciará.


Esperidião da Costa Marques

Especialista em Direito Tributário e Financeiro, pós-graduado em Perícia Financeira e Contábil. Fiscal de Tributos Estaduais (SEFAZ/MT) é graduado em Economia e Direito.


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 Mutirão Fiscal em Várzea Grande


Há esperanças de que o "Mutirão Fiscal", na verdade um processo conciliação realizado com apoio do Tribunal de Justiça, contribua para engrossar o caixa da Prefeitura de Várzea Grande e com isso suprir o 13º salário e outras despesas correntes represadas.

 Salários em dia


De repente, a obrigação de pagar servidores nas datas que são destinadas a que cada um receba o que lhe é devido, passou a ser considerado uma demonstração de competência e aplicação dos Poderes Executivos.

 Pagar salário é obrigação


Pagar salários é obrigação. Pagar em dia, também. Quem trabalha contrata serviços, contrai dívidas no mercado às quais deve prover nos respectivos vencimentos. O que vale para empregado em relação aos compromissos assumidos, vale, também, para os condutores dos negócios públicos.

 Comprometimento


Isso não subtrai, em verdade, o comprometimento do gestor público ao priorizar as folhas de pagamento. Ao fazer isso está proporcionando instrumentação para que a própria economia local mantenha impulso e dê retorno aos cofres públicos.

 Impostos atrasados


A capacidade contributiva dos moradores de Várzea Grande, em verdade, nunca foi tão grande. O município, apesar de dispor de empresas frigoríficas de porte e até de ter recebido a alcunha de "Cidade Industrial" não faz jus a esse tipo de denominação. A cidade é tida por "dormitório" em que a maioria trabalha fora por ausência de empreendimentos capazes de empregar decentemente a população.

 Obrigações fiscais


A "Cidade Industrial" também é notória pela leniência com que foi conduzida a tributação, principalmente no que se refere aos impostos de alçada municipal, exceção ao ISSQN. Houve politicagem com a isenção ou valores venais muito baixos em relação a impostos patrimoniais e isso torna recorrente o atraso no pagamento de tributos.

Eparre

Terça, 15 de agosto de 2017

Vocês estão todos no grampo. Se não for ilegalmente alguém da Justiça já deve ter determinado grampo em vocês. Ta todo mundo quietinho e aprovando prisão de qualquer jeito e vocês acham que prisão é pro cara ficar no bem bom?

Sexta, 04 de agosto de 2017
Ubiraci Carvalho
Caramba! Que rolo togado esses tais grampos. É um envolvendo o outro e outro envolvendo o um e mais um. VOte.

Sexta, 04 de agosto de 2017
K.W
Por mais que o povão gosta da desgraça alheia é bom ficar claro que prisão não é sala de suplício. Ou precisa desenhar?

Sexta, 04 de agosto de 2017
Odacil Ferreira
Gosto da informação apurada como estas que vcs publicam. E a seriedade com que tratam o assunto. As posições onde vcs se expressam através da coluna são absolutamente corretas. Querem fazer os militares bodes expiatórios e passarem por cima das leis. Onde já se viu querer mandar um coronel ex-comandante da PM, um ex-chefe da Casa Militar para um Presídio de segurança máxima? Regime Diferenciado é para cumprimento de pena ou excepecionalíssimo e não para servir a mesquinharias e a jogo de vaidades.

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