Cuiabá (MT), quinta, 14 de dezembro de 2017
Leitura

Terça, 09 de agosto de 2016, 11h03
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O preço do voto

Rui Perdigão


A recente reforma eleitoral começa a produzir os seus efeitos. Novas regras no financiamento de campanha, no limite de gastos e outras mudanças na lei começam a fazer o seu caminho e assim, como com a lei da ficha limpa, introduzem importantes alterações no sistema.

A atual frustração de um grande número de potenciais pré-candidatos é já resultado disso. Ir a votos sem dinheiro e sem provas dadas na resposta às necessidades concretas das populações requer, no mínimo, fortes convicções em ideais sociais consubstanciados em programas desprovidos de estranhos interesses. Isso é pedir demais a muitos senão mesmo o impossível e os próprios começam a compreender que não basta já só fazer promessas, pois o eleitor aos poucos está a assumir ser ele mesmo uma expressão política e a exigir que os eleitos cumpram as suas obrigações da representatividade. Assim, concorrer para servir não está a estimular aqueles que habitualmente se arranham para conseguir ocupar um cargo e onde cada vez mais se observa não bastar somente ocupá-lo, é preciso agora desempenhá-lo e bem.

Por outro lado, os tradicionais financiadores de campanhas estão também eles apreensivos com a idéia e pedidos de injeção de dinheiro no processo eleitoral. Apreensivos pelas incertezas em conseguir assegurar o reembolso da sua aplicação financeira, em virtude das más práticas no exercício de funções públicas se encontrarem com maior grau de intolerância e bem mais susceptíveis de investigação. E apreensivos também por desagrado na dificuldade em manter sigilo da promiscua relação com agentes públicos que, despertos para o crime, acabam revelando mais vaidades do que códigos de honra. Vaidades essas que exibem em praça pública babando para simples cidadãos comuns, taxistas, vendedores, professores, o pre& ccedil;o de uma cadeira de vereador, de deputado ou de um conselheiro. Nesta feira de exibições o instituto jurídico da colaboração premiada encontra terreno fértil para fazer com muito sucesso a promoção de delações nunca antes imaginadas. E para complicar um pouco mais a opacidade deste recurso econômico perverso, tramita atualmente no congresso nacional uma proposta de lei contendo medidas, entre outras, de criminalização do enriquecimento ilícito de agentes públicos ou de responsabilização dos partidos políticos e criminalização do caixa dois. Caso aprovada será mais um esforço no sentido de corrigir uma democracia desvirtuada pela corrupção e um sinal de alerta para todos que pretendem uma socie dade civil sequestrada, incapaz de contrariar a sua extorsão a céu aberto.

O descrédito que se instalá-la sobre a ação política afasta as pessoas da democracia e abre espaço para modelos organizacionais que a história já provou serem profundamente deficitários na procura de igualdade e justiça social. O voto tem assim um preço que precisa muito ser repensado para que com ele possamos adquirir melhores interlocutores e melhores políticas.


Rui Perdigão

Administrador, consultor e Presidente da Associação Cultural Portugueses de Mato Grosso.


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 Mutirão Fiscal


A iniciativa é uma ação conjunta do Executivo e do Judiciário com a finalidade de facilitar a vida dos contribuintes e, concomitantemente, trazer à Receita do Estado valores que enfrentariam longas discussões no âmbito jurídico. Ganha-se tempo, condições de negociação com redução de multas e, sobretudo, permite às empresas colocarem-se em dia com o fisco e levarem adiante os próprios negócios.

 Tributos em negociação


Impostos da alçada estadual que vão do IPVA ao ICMS poderão ser renegociados em condições que o contribuinte possa honrar os compromissos fiscais. Alívio para todos: o contribuinte que obtem facilidades para se ver em dia com as obrigações fiscais, redução no número de processos e ingresso de recursos na Conta Única. A expectativa é de que R$ 100 milhões ingressem no caixa de um total de R$ 400 milhões de negociações que se vai buscar atingir.

 MM e a mosca azul


Soube que haviam recomendado a MM que usasse mosquiteiro. Em alguma circunstância o ex-prefeito de Cuiabá, por certo, se expôs desnecessariamente e acabou picado pela "mosca azul". E, como se sabe, quem é picado pela mosca azul ingressa num período de onipotencia e autossuficiencia indescritíveis. Olhos injetados pelos efeitos da picada, busca o poder com um forte ímpeto de realização pessoal imaginando atender ao coletivo.

 Consentimento familiar


Tudo indica, ainda, que o consentimento familiar abriu as comportas de uma torrente de votos - imaginários ou possíveis - capaz de assentá-lo na cadeira desejada. Bem. A essa altura é bom lembrar que haverá disputa e que, por certo, MM não terá facilidades embora o recall de sua passagem pela Prefeitura confrontado à ineficácia da gestão do atual prefeito faz com que ele seja o melhor.

 Senado é pouco


MM não se ajusta ao perfil legislativo por ser oriundo do meio empresarial, ou seja, um "fazejador". Foi aliado do atual governador e parecia disposto a compor uma chapa forte para as próximas eleições. Como se percebe o denominado "grupo empresarial" seguirá caminho próprio, pois, Maggi, atual ministro da Agricultura, prefere marchar em nova companhia. Ao menos é o que sopram aqui e acolá.

Eparre

Sexta, 08 de dezembro de 2017
Roberto Alves
Alguém acredita que a reforma da previdência sai em 2017?

Terça, 15 de agosto de 2017

Vocês estão todos no grampo. Se não for ilegalmente alguém da Justiça já deve ter determinado grampo em vocês. Ta todo mundo quietinho e aprovando prisão de qualquer jeito e vocês acham que prisão é pro cara ficar no bem bom?

Sexta, 04 de agosto de 2017
Ubiraci Carvalho
Caramba! Que rolo togado esses tais grampos. É um envolvendo o outro e outro envolvendo o um e mais um. VOte.

Sexta, 04 de agosto de 2017
K.W
Por mais que o povão gosta da desgraça alheia é bom ficar claro que prisão não é sala de suplício. Ou precisa desenhar?

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O que acontece se uma pessoa cair em um Vulcão Ativo!?!
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