Cuiabá (MT), sexta, 27 de abril de 2018
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Sexta, 10 de março de 2017, 11h02
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Decadência Política em MT: Mickey e Simba!

Wellen Candido Lopes


Em Mato Grosso temos 08 deputados federais, uma representatividade muito pequena, frente a um Estado com um futuro promissor.  Pressupõe-se que em virtude do reduzido quadro, os mesmos se dediquem dia e noite para as melhorias de Mato Grosso. Fui surpreendida nestes dois últimos dias pela mídia, com a preocupação de um dos nossos deputados, com suposta orientação sexual de desenhos animados.

A Política pautada na Idade Média teve forte influência do cristianismo. A governança neste período era pautada pela religião, fortalecendo os ideais do clero e da nobreza. Com a Revolução Francesa e o surgimento do Iluminismo, a era da razão acabou rompendo com velhos paradigmas e com o desenrolar da evolução histórica, ultrapassamos a Idade Moderna e chegamos aos dias atuais em uma era contemporânea. É notório que o direito e a sociologia tendem a evoluir com os fatos sociais. Neste sentido, Émile Durkheim, entendia que os fatos sociais emergentes atuariam como resposta à organização social.

Sobe o aspecto sociológico e político, a sociedade orgânica defendida por Durkheim deveria ser composta por indivíduos diferentes, mas que em sua totalidade, formaria uma coesão social. Nos dias atuais, o discurso da diversidade busca sua consolidação, entretanto, ainda enfrenta resistência dos mais conservadores. Como se voltássemos á Idade Média, ainda temos em nosso Congresso Nacional, uma bancada de parlamentares que “publicamente” se diz “conservadora”.

O projeto de lei 122/2006 que dispõem de temas referentes ao respeito e a diversidade de orientação sexual, ainda encontra resistência de aprovação, talvez porque nossos representantes não se evoluíram ao ponto de se manifestarem em relação à projetos polêmicos. Provavelmente a preocupação maior da classe política é não se envolver em medidas impopulares que venham á influenciar no resultado eleitoral. O conceito de família tradicional, ainda se sobrepõem à pluralidade de entidades familiares, sendo esta última, focada nos diversos tipos de relacionamentos.

Desde o ano de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS), excluiu o termo homossexualismo.  O prefixo “ismo” significa doença, o que levou a ser substituído por “homoafetividade,” referindo-se a orientação sexual dos indivíduos em relação a outros sujeitos sociais. No atual cenário contemporâneo, à inclusão da diversidade deveria ser algo natural, não sendo necessário buscar instrumentos legais para confrontar resistências.

Voltando ao cenário regional, não me surpreenderá com a notícia de amanhã nos veículos de mídia, em que o deputado mato-grossense, venha se pronunciar no sentido de “emparedar” o Batman, a assumir seu romance com o Robin, ou talvez anunciar que a Barbie e o Ken estão em conflitos e que Barbie assumiu ser lésbica.

Por fatos como este, é natural o cidadão se decepcionar com a politica cada vez mais em decadência. O New York Times noticiou que no Congresso Brasileiro temos um palhaço profissional, nosso querido Tiririca. Esta preocupação do deputado mato-grossense com a sexualidade dos personagens Mickey e Simba, é acreditar que nós somos um povo “abestado,” como diria Tiririca.  Óh! E agora, quem poderá nos defender? O Chapolin Colorado?


Wellen Candido Lopes

Advogada, pedagoga. Doutora em Ciências Jurídicas e Sociais. Atualmente Porta Voz/Presidente Estadual do Partido Rede Sustentabilidade.


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 Reta final emocionante


A reta final do primeiro turno será impressionante. As candidaturas nos Estados serão secundárias e os que orbitarem no entorno de Lula ou do PT, agora oficialmente interlocutor da campanha presidencial, terão mais chance de se elegerem. É de uma obviedade cristalina.

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O racha no MDB, principalmente no Nordeste, é inevitável. Nem candidatura própria ou conjugada salva o MDB desse racha. Uma "foto autorizada" com Lula - há precedentes de candidatos que fizeram campanha na prisão - é, no Nordeste, uma alavanca e tanto para qualquer candidato.

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A fonte primária na nossa tradição romano-germânica de Direito continua sendo a lei. Estas são votadas pelos representantes eleitos pelo povo. A hermenêutica, a analogia e todo o esforço interpretativo (não vale a retórica chinfrim ante o direito positivado) não podem se sobrepor à legislação votada e chancelada pelos representantes do povo. O Judiciário, ao menos em matéria penal, vem procedendo de forma muito criativa, mas, chegou-se a um ponto em que a classe política será obrigada a reagir. Ou o faz, ou se perde. Impossível empurrar com a barriga.

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Respondendo ao amigo.
Ficou para depois do carnaval..
Vai Brasillll!!!

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Alguém acredita que a reforma da previdência sai em 2017?

Terça, 15 de agosto de 2017

Vocês estão todos no grampo. Se não for ilegalmente alguém da Justiça já deve ter determinado grampo em vocês. Ta todo mundo quietinho e aprovando prisão de qualquer jeito e vocês acham que prisão é pro cara ficar no bem bom?

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