Cuiabá (MT), domingo, 16 de dezembro de 2018
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Sexta, 10 de março de 2017, 11h02
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Decadência Política em MT: Mickey e Simba!

Wellen Candido Lopes


Em Mato Grosso temos 08 deputados federais, uma representatividade muito pequena, frente a um Estado com um futuro promissor.  Pressupõe-se que em virtude do reduzido quadro, os mesmos se dediquem dia e noite para as melhorias de Mato Grosso. Fui surpreendida nestes dois últimos dias pela mídia, com a preocupação de um dos nossos deputados, com suposta orientação sexual de desenhos animados.

A Política pautada na Idade Média teve forte influência do cristianismo. A governança neste período era pautada pela religião, fortalecendo os ideais do clero e da nobreza. Com a Revolução Francesa e o surgimento do Iluminismo, a era da razão acabou rompendo com velhos paradigmas e com o desenrolar da evolução histórica, ultrapassamos a Idade Moderna e chegamos aos dias atuais em uma era contemporânea. É notório que o direito e a sociologia tendem a evoluir com os fatos sociais. Neste sentido, Émile Durkheim, entendia que os fatos sociais emergentes atuariam como resposta à organização social.

Sobe o aspecto sociológico e político, a sociedade orgânica defendida por Durkheim deveria ser composta por indivíduos diferentes, mas que em sua totalidade, formaria uma coesão social. Nos dias atuais, o discurso da diversidade busca sua consolidação, entretanto, ainda enfrenta resistência dos mais conservadores. Como se voltássemos á Idade Média, ainda temos em nosso Congresso Nacional, uma bancada de parlamentares que “publicamente” se diz “conservadora”.

O projeto de lei 122/2006 que dispõem de temas referentes ao respeito e a diversidade de orientação sexual, ainda encontra resistência de aprovação, talvez porque nossos representantes não se evoluíram ao ponto de se manifestarem em relação à projetos polêmicos. Provavelmente a preocupação maior da classe política é não se envolver em medidas impopulares que venham á influenciar no resultado eleitoral. O conceito de família tradicional, ainda se sobrepõem à pluralidade de entidades familiares, sendo esta última, focada nos diversos tipos de relacionamentos.

Desde o ano de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS), excluiu o termo homossexualismo.  O prefixo “ismo” significa doença, o que levou a ser substituído por “homoafetividade,” referindo-se a orientação sexual dos indivíduos em relação a outros sujeitos sociais. No atual cenário contemporâneo, à inclusão da diversidade deveria ser algo natural, não sendo necessário buscar instrumentos legais para confrontar resistências.

Voltando ao cenário regional, não me surpreenderá com a notícia de amanhã nos veículos de mídia, em que o deputado mato-grossense, venha se pronunciar no sentido de “emparedar” o Batman, a assumir seu romance com o Robin, ou talvez anunciar que a Barbie e o Ken estão em conflitos e que Barbie assumiu ser lésbica.

Por fatos como este, é natural o cidadão se decepcionar com a politica cada vez mais em decadência. O New York Times noticiou que no Congresso Brasileiro temos um palhaço profissional, nosso querido Tiririca. Esta preocupação do deputado mato-grossense com a sexualidade dos personagens Mickey e Simba, é acreditar que nós somos um povo “abestado,” como diria Tiririca.  Óh! E agora, quem poderá nos defender? O Chapolin Colorado?


Wellen Candido Lopes

Advogada, pedagoga. Doutora em Ciências Jurídicas e Sociais. Atualmente Porta Voz/Presidente Estadual do Partido Rede Sustentabilidade.


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As eleições passaram e, como é natural, os derrotados entram no período de catarse, para depois, de forma racional avaliarem os erros e se reciclarem para as próximas eleições sem perder de vista que a democracia é a alternância do poder.

 Ranger de dentes


As disputas, em todos os níveis, adotaram um tom francamente belicista e com uma novidade: a profusão de Fake News (mentiras) difundidas pelas redes sociais, em especial pelo aplicativo whatszapp, numa escala inédito e com características de uma autêntica "guerra híbrida". Há muita maracutaia camuflada e que ainda pode aflorar embora nessa área de TI, os Tribunais Eleitorais e o próprio TSE se revelaram totalmente despreparados para impedir a propagação de notícias falsas.

 Papo furado


O ministro Fux, que ocupou a presidência do TSE, fez muita viagem, inclusive pela Europa, acenando com as consequências das "Fake News" com possibilidade, inclusive, de anular uma eleição. É mais uma das muitas fanfarronices do ministro conhecido por "peruqueiro" já que usa o complementa para dar trato à silhueta com uma vasta cabeleira e acentuado topete. Algo tão falso quanto as suas próprias opiniões no estilo "biruta de aeroporto".

 Deu no que deu


Confrontos inúteis, falhas amadoras nas relações com a imponente casta do funcionalismo público, foram o pano de fundo para a derrota de Pedro Taques que sequer conseguiu levar a eleição para um segundo turno, mesmo com a pretensão de Wellington Fagundes. Se existe algo mais conservador do que o "tucanato", a rejeição ao governador de saída merece toda a culpa. O eleitor não aprovou a sua gestão.

 Esperanças e...a espera


A candidatura de Mauro Mendes, tanto quanto a de Jayme Campos, era fava contada. A sua gestão à frente da Prefeitura e o fato de ter evitado uma candidatura a reeleição para não reproduzir a "trajetória Wilson Santos" foram decisivas para o afastamento, nem tão afastado, da pretensão de Mauro Mendes chegar ao governo do Estado lastreado no prestígio de sua passagem pela Prefeitura da capital, construído, em grande parcela pelo desmedido apoio do governador Pedro Taques à sua gestão. Méritos próprios, sim, mas com um apoio inegável do governador apeado.

 Corecon, nova fase


Evaldo Silva, um dos líderes da Chapa 2 - "Valorizando o Economista", conseguiu traduzir de forma simbólica o esforço que, ao lado de colegas de ofício, pretende imprimir à gestão, a valorização profissional, resgatando a garra dos antigos associados, representados na homenagem que lhes foi prestada nas figuras do professor Fernando Avalia e da economista Agda Salceco, ainda militante aos 76 anos de idade. Um gesto respeitoso e bastante simbólico.

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Jurandir
Tá difícil escolher um candidato a governador. Tirante os desconhecidos, só safados.

Segunda, 24 de setembro de 2018
Luiz Roberto
Acho que o pau vai torar no segundo turno. O MM se não ganhar no primeiro não leva depois. Pode anotar. Quanto ao Corecon é mais uma das brigas como as do CRECI, CREA, CRA, CRM...Se é prestação gratuita de serviços é de estranhar tamanha generosidade. Algum benefício tem. Mesmo indireto, mas tem. Prestígio, por exemplo. Vale mais que dinheiro.

Segunda, 24 de setembro de 2018
Manoel Fernandes
Acho que o Corecon ganhou mais organização e seriedade. Sempre há uma ovelha manca em todo rebanho, mas, essa se machucou sozinha.

Domingo, 23 de setembro de 2018
Edvaldo
Entra conselho e sai conselho, Sindicados e Conselhos Regionais continuam na mesma. Um grupo que entra não quer sair e o que sai sempre quer voltar. Deve ser bom, né?

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