Cuiabá (MT), domingo, 16 de dezembro de 2018
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Quinta, 16 de novembro de 2017, 11h58
Chapeu_leitura ARTIGO

O transporte alternativo pede socorro

Wilson Alves da Silva


O serviço de táxi-lotação, micro-ônibus foi instituído em Cuiabá pela Lei Municipal 2.758/1990 e começou a operar nas linhas de Cuiabá na gestão do ex-prefeito Frederico Campos.

Em 2005 já na gestão do ex-prefeito Roberto França foi assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Sindicato das Empresas de Transporte Público Alternativo do Estado de Mato Grosso e Permissionários do Transporte Coletivo Por Táxi-Lotação Associados na época, hoje Sindicato das Empresas de Transporte Público Alternativo de Passageiros do Estado de Mato Grosso (SETA-MT) inserindo as empresas de micro-ônibus no sistema de bilhetagem eletrônica de Cuiabá operando nas linhas convencionais juntos com os ônibus. E desde então estamos operando atendendo a população que utiliza o transporte público para se locomover.

Fomos o socorro da população em muitas greves feitas por motoristas de ônibus na grande Cuiabá, somos mais que alternativas para algumas linhas em que são disponibilizados poucos ônibus ou poucos horários insuficientes para atender muitas linhas na cidade, mas com isso,  os empresários donos das empresas de ônibus não têm medido esforços para nos tirar do sistema, ao invés de trabalhar em harmonia, visto que visam só o lucro e não a satisfação de quem precisa do transporte.

E agora estamos novamente enfrentando dificuldades para operar no sistema em Cuiabá. Foram tiradas pela prefeitura 8 empresas que faziam linhas convencionais a pedido dos empresários. E ainda existe um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado pelo Ministério Público Estadual (MPE), por meio da 6ª Promotoria de Justiça Cível, e a Prefeitura de Cuiabá para nos próximos 12 meses, extinguir todos os contratos realizados entre empresas de micro-ônibus e a Prefeitura, até que seja feito um estudo para verificar a viabilidade do transporte coletivo alternativo na capital. Caso o estudo conclua pela inviabilidade, os micro-ônibus de Cuiabá serão retirados de linha definitivamente até dezembro deste ano. 

O promotor de Justiça Ezequiel Borges alega que não foi feito processo licitatório. Só que as empresas de ônibus também estão trabalhando sem licitação com os contratos vencidos.

Não somos contra que seja feito o processo licitatório, pelo contrário quanto mais legalidade melhor, o que nós não concordamos é que tirem empresas de micro-ônibus do sistema prejudicando não só, nós que também precisamos garantir o nosso sustento trabalhando, mas também a população que já sofre por não ter outra opção a não ser ficar esperando o ônibus no ponto por horas por falta de sensibilidade do poder público.


Wilson Alves da Silva

Vice-presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Público Alternativo de Passageiros do Estado de Mato Grosso (SETA-MT)


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As eleições passaram e, como é natural, os derrotados entram no período de catarse, para depois, de forma racional avaliarem os erros e se reciclarem para as próximas eleições sem perder de vista que a democracia é a alternância do poder.

 Ranger de dentes


As disputas, em todos os níveis, adotaram um tom francamente belicista e com uma novidade: a profusão de Fake News (mentiras) difundidas pelas redes sociais, em especial pelo aplicativo whatszapp, numa escala inédito e com características de uma autêntica "guerra híbrida". Há muita maracutaia camuflada e que ainda pode aflorar embora nessa área de TI, os Tribunais Eleitorais e o próprio TSE se revelaram totalmente despreparados para impedir a propagação de notícias falsas.

 Papo furado


O ministro Fux, que ocupou a presidência do TSE, fez muita viagem, inclusive pela Europa, acenando com as consequências das "Fake News" com possibilidade, inclusive, de anular uma eleição. É mais uma das muitas fanfarronices do ministro conhecido por "peruqueiro" já que usa o complementa para dar trato à silhueta com uma vasta cabeleira e acentuado topete. Algo tão falso quanto as suas próprias opiniões no estilo "biruta de aeroporto".

 Deu no que deu


Confrontos inúteis, falhas amadoras nas relações com a imponente casta do funcionalismo público, foram o pano de fundo para a derrota de Pedro Taques que sequer conseguiu levar a eleição para um segundo turno, mesmo com a pretensão de Wellington Fagundes. Se existe algo mais conservador do que o "tucanato", a rejeição ao governador de saída merece toda a culpa. O eleitor não aprovou a sua gestão.

 Esperanças e...a espera


A candidatura de Mauro Mendes, tanto quanto a de Jayme Campos, era fava contada. A sua gestão à frente da Prefeitura e o fato de ter evitado uma candidatura a reeleição para não reproduzir a "trajetória Wilson Santos" foram decisivas para o afastamento, nem tão afastado, da pretensão de Mauro Mendes chegar ao governo do Estado lastreado no prestígio de sua passagem pela Prefeitura da capital, construído, em grande parcela pelo desmedido apoio do governador Pedro Taques à sua gestão. Méritos próprios, sim, mas com um apoio inegável do governador apeado.

 Corecon, nova fase


Evaldo Silva, um dos líderes da Chapa 2 - "Valorizando o Economista", conseguiu traduzir de forma simbólica o esforço que, ao lado de colegas de ofício, pretende imprimir à gestão, a valorização profissional, resgatando a garra dos antigos associados, representados na homenagem que lhes foi prestada nas figuras do professor Fernando Avalia e da economista Agda Salceco, ainda militante aos 76 anos de idade. Um gesto respeitoso e bastante simbólico.

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Tá difícil escolher um candidato a governador. Tirante os desconhecidos, só safados.

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Acho que o pau vai torar no segundo turno. O MM se não ganhar no primeiro não leva depois. Pode anotar. Quanto ao Corecon é mais uma das brigas como as do CRECI, CREA, CRA, CRM...Se é prestação gratuita de serviços é de estranhar tamanha generosidade. Algum benefício tem. Mesmo indireto, mas tem. Prestígio, por exemplo. Vale mais que dinheiro.

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